quarta-feira, 22 de abril de 2015

Marquesa de Santos

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No ano de 1984, um ano após a sua inauguração, a extinta Rede Manchete levou ao ar a minissérie Marquesa de Santos. A atriz Maitê Proença já tinha feito três novelas na Rede Globo quando decidiu se transferir para a Manchete para protagonizar a história de Domitília de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos, a mais famosa das amantes de D. Pedro I, Imperador do Brasil.
A história da Marquesa de Santos se passava na corte brasileira no início do século XIX. Era uma época de grande efervescência, que levou o Brasil a sua Independência em 1822 e também de muitas conspirações. Paralelamente à relação entre Domitília e D. Pedro I, a minissérie mostrou as tramas dos bastidores do império. A produção da Manchete também mostrou fatos considerados polêmicos, como o filho bastardo de D. Pedro, Augusto.
Marquesa de Santos foi a primeira produção milionária de teledramaturgia da Manchete. Exibida de 21 de agosto de 1983 a 5 de outubro de 1984 no horário das 21h15, a minissérie alcançou bons índices de audiência na época em que foi apresentada, marcando 15 pontos. O sucesso da Marquesa de Santos fez com que ela tenha sido reprisada pelo menos cinco vezes e em 1988 foi lançado um vídeo da minissérie. Atualmente, ela faz parte do acervo comprado pelo SBT mas até hoje nunca foi reapresentada na emissora paulista.
Além de Maitê Proença, participaram da minissérie o ator Gracindo Jr. (Maitê e Gracindo Jr. voltariam a contracenar como um casal em Dona Beija, uma das novelas de maior sucesso da Manchete), Edwin Luisi, como o Comendador Francisco Gomes da Silva, o Chalaça, melhor amigo de D. Pedro, Maria Padilha como Imperatriz Leopoldina, Leonardo Villar como José Bonifácio de Andrada e Silva e Bibi Ferreira, como a rainha Carlota Joaquina. Uma curiosidade sobre o papel de Bibi Ferreira. O escritor da minissérie Wilson Aguiar Filho tinha escrito quatro cenas para Bibi Ferreira, no entanto uma delas foi mutilada pela censura (Carlota paquerando escravos negros do palácio).
O romance entre D. Pedro I e Domitília de Castro, a marquesa de Santos, é um dos mais famosos da história do Império no Brasil. É verdade que D. Pedro teve muitas amantes, porém nenhuma como a marquesa de Santos, já que ela foi a que durou mais tempo.
Domitília de Castro Canto e Melo nasceu em São Paulo de Piratininga, em 27 de dezembro de 1797. Filha do coronel reformado João de Castro Cantão e Melo e de Escolástica Bonifácio de Toledo Ribas, Domitília desde cedo já conquistava admiradores na juventude. Ela se casou com apenas quinze anos de idade, mas a união não durou muito tempo e eles se separaram.
Em 1822, ano da independência do Brasil, Domitília teve seu primeiro encontro com Dom Pedro I. No ano seguinte, ela se mudava para a cidade do Rio de Janeiro, tendo ido morar na Quinta da Boa vista. D. Pedro I era casado com Leopoldina de Habsburgo, princesa austríaca, mas não escondia da sociedade as suas aventuras amorosas e o seu caso extraconjugal com Domitília. D.Pedro I assumiu inclusive a paternidade de Isabel Maria, primeira filha com Domitília.
O romance entre D. Pedro I e Domitília era severamente criticado por seus ministros, que não gostavam da influência que Domitília exercia sobre o imperador, dos escândalos que envolviam seu nome nem das mordomias das quais ela desfrutava por ser a preferida de D. Pedro. Ele chegou a demitir vários ministros e outros funcionários porque eles não concordavam com sua aventura amorosa. Com o passar do tempo e a crescente paixão, D. Pedro concedeu à amante os títulos de viscondessa e marquesa de Santos.
Domitília era considerada uma mulher ambiciosa, que gostaria de se tornar Imperatriz do Brasil. No entanto, isso nunca aconteceu. Depois que d. Leopoldina morreu, D. Pedro I escolheu  Amélia Beauharnais, a Duquesa de Luuchtemberg, para ser sua esposa (considerada uma mulher mais adequada para estar ao lado do imperador). A decisão de D. Pedro acabou com os sonhos da Marquesa de Santos e o romante chegou ao fim.
Grávida de um filho de D. Pedro I, Domitília voltou para São Paulo e foi morar em uma chácara. Ela se casou com o coronel Rafael Tobias de Aguiar, em 1842 e teve seis filhos. Sua vida mudou completamente e ao deixar os salões da Corte para trás, Domitília passou a ajudar pobres, doentes e estudantes. Ela ficou viúva em 1857 e dez anos depois, Domitília, a marquesa de Santos, morria aos 70 anos de idade.

Elenco

Maitê Proença – Domitília de Castro Canto e Melo (Marquesa de Santos)
Gracindo Jr. – D. Pedro I
Edwin Luisi – Comendador Francisco Gomes da Silva (Chalaça)
Maria Padilha – Imperatriz Leopoldina
Leonardo Villar – José Bonifácio de Andrada e Silva
Beth Goulart – Benedita
Sérgio Britto – Coronel João de Castro Canto e Mello (Visconde de Castro)
Thais Portinho – Clémente Saisset
Dênis Derkian – Jean-Pierre Saisset
Roberto Pirillo – Davi
Sônia Clara – Condessa Ana Steinhaussem
Marcos D´Alves – Augusto Steinhaussem
Diogo Vilela – Tenente Moraes
Fernando Eiras – Francisco
Tessy Callado – Clémence Saisset
Jacqueline Laurence – Baronesa de Goytacazes
Serafim Gonzalez – Marquês de Barbacena
Luis de Lima – Visconde de Paranaguá
Buza Ferraz – Terêncio
Joséphine Hélene – Léa
Maria Alves – Cotinha
Paulo Pinheiro – Bispo José Caetano
Camilo Bevilacqua – Gonçalves Ledo
Carlos Gregório – Boaventura (Barão de Sorocaba)
David Pinheiro – Intendente Aragão
Fábio Junqueira – João Pinto
Ary Coslov – médico
Jaime Leibovitch – Nóbrega
Tina Ferreira – Narcisa Cândida
Renato Coutinho – Martin Francisco
Participação especial:
Bibi Ferreira – Carlota Joaquina
Ariel Coelho – Dom Lucius
Reinaldo Gonzaga – embaixador da Áustria

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