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domingo, 16 de julho de 2017

Fora do Ar - 1980


Quem se lembra do "Fora do Ar" em meados anos 80 e 90? Após o final da programação das emissoras e ainda tinha um barulho de "piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii". Quem se lembra?

sábado, 15 de outubro de 2016

Programa Hebe Camargo - 1986

 Quem não se lembra da apresentadora de TV Hebe Camargo no auge de sua carreira? Hebe Camargo participou da TV no lançamento da primeira emissora do Brasil e da América Latina, a TV Tupi. No primeiro dia de transmissões, em 1950, ela deveria cantar o “Hino da Televisão”, mas não foi porque disse estar doente (Porém, o motivo real seria algum programa melhor com um namorado… Espertinha!). 


Depois disso, ela teve participação em outros programas, mas sua estreia como apresentadora foi em 1955 no primeiro programa feminino da TV brasileira, chamado O Mundo é das Mulheres. 

Em 10 de abril de 1966, Hebe estreou seu programa dominical na TV Record e foi aí que sua carreira de entrevistadora – bem como o formato do seu programa – se consolidou. Ela se tornou líder absoluta de audiência e nessa época trabalhava com o músico Caçulinha (o mundo dá voltas - parte 2). Em 1986 foi para o SBT, onde apresentou três programas: Hebe, Hebe por Elas e Fora do Ar. 

Link vídeo: 


sábado, 8 de outubro de 2016

Porta dos Desesperados - 1980


"Porta dos Desesperados" na década de 80? Vamos abrir a porta dos desesperados! Assim clamava o inolvidável Sérgio Mallandro em seu Oradukapeta num dos quadros mais trashes e memoráveis da televisão brasileira: a adaptação para o universo infantil da porta da esperança. Para quem não se lembra: eram três portas (três espécies de armários) no centro do palco. A porta número 1, a número 2 e a número 3! Então o participante da brincadeira tinha que escolher entre uma delas. Em uma, prêmios que variavam entre videogames e bicicletas (sonhos de consumo de 9 entre 10 crianças da década de 80). 


 Nas outras duas, coisas apavorantes que variava entre bruxas e múmias, passando por ursos e lobisomens. Esse era o dilema... uma chance em três de acertar o local do prêmio (há uma teoria que diz que essa chance poderia ser maior). E não acertar significada ser perseguido por aqueles seres fantasiados.



O pior, o angustiante, era que depois de muito refletir, assim que o participante escolhia a porta, sob uma atmosfera de suspense, o apresentador ainda questionava: "Quer trocar?!?"
Realmente uma das coisas mais legais da TV de todos os tempos.
Confira o vídeo do programa.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Joselino Barbacena - Escolinha do Professor Raimundo


Quem se lembra do personagem "Joselino Barbacena" da Escolinha do Professor Raimundo em meados anos 80? Você lembra?


Viva o Gordo


 Quem se lembra ou já assistiu o programa de TV "Viva o Gordo" em meados anos 80?Assim começava um dos melhores programas humorísticos da TV brasileira dos anos 80, apresentado por nada mais nada menos do que Jô Soares.O Viva o Gordo foi apresentado durante 6 anos (1981 a 1987) na Rede Globo e contou com mais 300 personagens que levavam alegria a todos. De 1988 a 1990 o programa mudou para o SBT com o nome de Veja o Gordo.


terça-feira, 7 de julho de 2015

TV Pirata

destaque

Um dos principais programas de humor nos anos 80 foi, sem dúvida, o TV Pirata, exibida pela TV Globo entre 1988 e 1990 (semanalmente, às terças-feiras), e depois em 1992 (mensalmente). O início não foi nada animador, já que muitos telespectadores não entendiam muito bem as piadas, baseadas no nonsense e na sátira, e nem estavam acostumados a ver atores dramáticos fazendo comédia. Afinal, o tradicional era os comediantes fazerem humor. Outro ponto que causou estranheza foi o fato de o programa não trazer quadros fixos como os clássicos programas de humor, por isso a cada semana podiam ser apresentadas novas atrações, já que nenhum quadro tinha espaço garantido no TV Pirata. Por causa desse estranhamento inicial, o programa quase foi cancelado.
Mas na verdade o TV Pirata estava revolucionando a linguagem do humor na TV brasileira, com uma inovação nunca antes vista e imaginada na televisão aberta, acostumada a fórmulas de décadas.
Aos poucos, o programa foi conquistando os telespectadores, mesmo porque ele tinha no texto um de seus trunfos principais. O roteirista Cláudio Paiva, o escritor Luís Fernando Veríssimo Escrito, os quadrinistas Laerte e Glauco, e integrantes do Planeta Diário e da Casseta Popular, que viriam a se reunir e formar o Casseta & Planeta, eram somente alguns roteiristas do programa que criaram os diversos personagens que até hoje são lembrados pelo público que acompanhou e se divertiu com o programa de humor. A criação e direção foi de Guel Arraes.
Além dos redatores do programa, o sucesso do TV Pirata também se deve muito ao elenco formado por atores e atrizes de grande talento como Cláudia Raia, Débora Bloch, Louise Cardoso, Cristina Pereira, Marco Nanini, Diogo Vilela, Ney Latorraca, Guilherme Karan, Pedro Paulo Rangel, que deram vida a personagens inesquecíveis como Tonhão, Barbosa, e Zeca Bordoada, entre outros. Maria Zilda Bethlem e Denise Fraga também trabalharam no programa, mas não fizeram parte do elenco que estreou TV Pirata.



Nada escapava do humor da TV Pirata, até mesmo a programação da Globo, já que TV Pirata adorava satirizar programas emissora, seja novelas, telejornais, seriados, programas de entrevista, shows, videoclipes ou programas femininos. Entre os programas que receberam homenagem especial da TV Pirata destaque para a novela Roda de Fogo (Fogo no Rabo), o programa feminino TV Mulher (TV Macho) e Globo Rural (Campo Rural). Além disso, os esquetes do humorísticos continham piadas sobre política, economia, futebol e celebridades, entre outros. No entanto, como o programa tinha muitos quadros, alguns tiveram duração maior enquanto que outros ficaram pouco tempo no ar.
Depois de ficar um ano fora do ar, TV Pirata voltou a grade da Globo, só que desta vez mensal. Desta vez não havia mais quadros nem personagens fixos (o único era Caveira, personagem de Antônio Calloni), e o programa passou a ser temático. Os atores Marisa Orth, Otávio Augusto e Antonio Calloni integraram o elenco. Da formação original ficaram Débora Bloch e Guilherme Karan, enquanto que Cláudia Raia retornou a atração. Os redatores Alexandre Machado, Beto Silva, Bussunda, Claudio Manoel, Helio de La Peña, Marcelo Madureira, Mauro Rasi, Reinaldo e Expedito Faggione integraram a equipe do TV Pirata.
Hoje, pode-se dizer que TV Pirata fez história na televisão por romper com o estilo de comédia tradicional, tendo se consolidado como um fenômeno do humor brasileiro. O programa também marcou profundamente uma geração que sente muitas saudades do humorístico até hoje. No entanto, quem tem TV a cabo pode acompanhar a reprise do programa no Canal Viva, a partir de 2011.
Zeca Bordoada
Fogo no Rabo – Paródia na novela Roda de Fogo, exibida pela Globo em 1986. O quadro teve 33 capítulos. Foi sem dúvida um dos quadros mais marcantes da TV Pirata. Participaram de Fogo no Rabo os atores Luís Fernando Guimarães (Reginaldo), Cláudia Raia (Penélope), Débora Bloch (Natália), Ney Latorraca (Barbosa), Louise Cardoso (Clotilde), Diogo Vilela (Amílcar), Regina Casé (Dona Mariana) e Guilherme Karam (Agronopoulos).
TV Macho – Versão escrachada e debochada do programa TV Mulher, exibido pela Globo entre 1980 e 1986. Zeca Bordoada (Guilherme Karam) era o apresentador que já iniciava o programa sem papas na língua: "Boa noite, pessoal da maromba, rapaziada macha do Brasil! Estamos mais uma vez aqui com um programa feito para você que é macho de verdade. Por quê? Tá com alguma dúvida? Então desliga logo esse televisor, antes que eu vá aí e parta a tua cara, sua bicha!”.
Zeca Bordoada era o típico representante dos machos, que fazia questão de mostrar que homem que é homem tem mesmo que cuspir no chão, coçar as partes íntimas e partir para a briga. Ao entrevistar seus convidados na TV Macho (machos e machonas), Zeca Bordoada sempre fazia comentários cafajestes. Ele também tinha rompantes de fúria e sempre ameaçava “dar uma bifa” em alguém. Não era incomum o quadro terminar com o entrevistador descendo a bordoada no convidado ou no cameraman.
tv-pirata-zeca-bordoada
As Presidiárias – As presidiárias Tonhão, Olga de Castro, Isabelle Duffon de Montpellier e Cristiane F, interpretadas respectivamente por Cláudia Raia, Cristina Pereira, Louise Cardoso e Débora Bloch, dividiam uma mesma cela com dois beliches. A decoração ficava por conta dos pôsteres de mulheres nas paredes, colados por Tonhão. Dona Solange, interpretada por Regina Casé era a diretora do presídio feminino.
Tonhão foi presa e condenada por ter seduzido e estuprado mais de 400 alunas do Educandário das Carmelitas Israelitas; Olga de Castrro era comunista e participava do PCCC (Partido Comunista Comunista para Caramba); Isabelle era uma patricinha e dondoca que foi presa a pedido do pai para começar sua carreira de baixo; e Cristiane era uma vadia, prostituta, alcoolizada, fedida, mal-paga e torcedora do Botafogo, que, aos 18 anos foi condenada por porte de drogas e tráfico de camisinhas e tomadas japonesas.
Tonhão
O Segredo de Darcy – Darcy (Luiz Fernando Guimarães) era uma "mulher" com um comportamento abrutalhado demais. Darcy comanda com mãos de ferro a vida do marido, o panaca Otávio (Pedro Paulo Rangel), o Tavinho, filho de Dona Celeste (Regina Casé), que sempre se mete na vida do casal.
Na Mira do Crime – Programa policial apresentado pelo delegado Mariel Mexilhão (Pedro Paulo Rangel). A "cotação do presunto na Baixada” e a “parada dos mais procurados pela polícia” eram algumas das notícias apresentadas. Na Mira do Crime apresentava a reconstituição de uma história verídica, como o programa Linha Direta, que estreara em abril de 1990.
Combate – Sátira às séries norte-americanas e a participação dos EUA na guerra do Vietnã. Apresentava as aventuras de três mariners do 6º comando tático, perdidos no meio da selva, à espera do ataque sempre iminente dos vietcongues.
Barbosa Nove e Meia – O sucesso do personagem Barbosa foi tão grande na novela Fogo no Rabo que ele passou a estrelar o programa Barbosa Nove e Meia, que começava às 21h30 porque ele dormia cedo. O quadro era uma sátira aos programas de entrevistas.
Rala, Rala – Novela rural, cujo protagonista era Índio Cleverson (Luiz Fernando Guimarães), um ingênuo silvícola meio abobalhado que achava tudo “En-graçado pra-caramba!”. Rala, Rala era descrita como sendo a "primeira novela rural sem Lima Duarte”.
Casal Telejornal – Paródia do jornal apresentado pelos jornalistas Eliakim Araújo e Leila Cordeiro. Luiz Fernando Guimarães e Regina Casé interpretavam o casal Carlos Alberto e Maria Helena. Eles liam as notícias mais absurdas do mundo diretamente do balcão da cozinha de um apartamento de classe média, e não se incomodavam em interromper as transmissões para resolver assuntos domésticos.
Casal Neuras – Luiz Fernando Guimarães e Louise Cardoso interpretaram o Casal Neuras, versão para a TV dos personagens paulistas, moderninhos e neuróticos criados pelo cartunista Glauco Villas-Boas e publicados em tiras de quadrinhos no jornal Folha de S. Paulo.
Dieta – Paródia da novela Tieta, exibida pela Globo entre 14/08/1989 e 31/03/1990. A música de abertura satirizava a canção de Caetano Veloso para a personagemTieta. A letra estimulava a gula: “Vem meu amor, vem com sabor / Juntos vamos engordar / Comer sem pudor, a todo vapor / Linguiça, paio e couve-flor / Dieta, Dieta / No ventre de Dieta encontrei um leitãozinho / A boca de Dieta tá cheia de macarrão”. Os personagens da novela sempre tinham uma guloseima em mãos. A novela sempre terminava com: “Dieta do Agreste. Baseada numa receita de Jorge Amado”.
Que Gay Sou Eu? – Sátira à novela Que Rei Sou Eu?, exibida pela Globo entre 13/02/1989 e 16/09/1989. Os atores Luiz Fernando Guimarães, Ney Latorraca e Pedro Paulo Rangel interpretavam três gays que viviam num imaginário reino na época da Revolução Francesa.
Morro do Macaco Molhado – As atrizes Louise Cardoso e Cláudia Raia eram duas golpistas que moravam no Morro do Macaco Molhado, um morro situado naZona Sul.
Brega In Rio – Sátira ao Rock in Rio, que ocorreu em janeiro de 1985. O slogan era “O primeiro espetáculo que o sertão consagrou”. Louise Cardoso e Diogo Vilela formavam uma dupla e cantavam assim: “Se a vida começasse agora / se o mundo fosse um jerimum / largava a obra e xaxava até de manhã / ô-ô-ô-ô / Brega in Rio”.
Saddam Onze e Meia – Paródia do programa Jô Soares Onze e Meia, apresentado por Jô Soares no SBT entre 1988 e 1999. No quadro, Pedro Paulo Rangel, que se declarava “o tirano mais simpático do Iraque” aparecia vestido como militar. As entrevistas eram feitas num cenário de guerra, mas como era uma sátira ao programa de entrevistas de Jô Soares, também não faltavam uma mesa, um sofá e a tradicional canequinha do apresentador.
Campo Rural – Sátira ao telejornal Globo Rural.
Telecatch Segundo Grau – Sátira ao Telecurso Segundo Grau.
Pisão de Ventre – Luiz Fernando Guimarães era um falido jogador de futebol que sonhava encontrar sua perna desaparecida.
Piada em Debate – Louise Cardoso era a âncora deste quadro que tinha como objetivo debater em detalhes a anedota mostrada anteriormente. Ou seja, primeiro era contada uma piada e depois um grupo de convidados participava de um debate sobre a piada.
Black Notícias – Inspirado no Jornal Nacional do final dos anos 80. Ao som do hip-hop, os apresentadores Hipólito Hip-Hop (Guilherme Karan) e Rap Rapeize (Luiz Fernando Guimarães) davam as notícias.
Plantão da Farmácia Central – Débora Bloch era a repórter Adelaide Catarina e  a jornalista Blasé Urinolla Falabella. Já Luiz Fernando Guimarães era Rocha Miranda, o “repórter de subúrbio”, e Louise Cardoso era Melissa Grendene, a “repórter sandália”.
Balança, Mas Não Sobe – Sátira do programa de humor Balança Mas Não Cai, exibido na Globo entre 16/09/1968 e 28/12/1971 e depois entre 25/04/1982 e 02/01/1983. A abertura era com mulheres dançando de maiô. Eram apresentados quadros como Super Safo, Esporte Esportivo, A Coisa, Loucademia de Ginástica, A Perseguida, Hospital Geral, Perdidos no Espaço,  Relacionamento, Sublime Relacionamento e Recessão da Tarde.
Paródias de comerciais – Nos intervalos comerciais do TV Pirata eram apresentados esquetes que satirizavam propagandas que estavam no ar na época.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Bozo

destaque

Bozo. O nome pode ser um dos sinônimos de palhaço, um verdadeiro mito que nos anos 80 foi sucesso absoluto entre a criançada. O programa do palhaço Bozo foi exibido pelo SBT (emissora de Silvio Santos) durante longos anos. Na década de 1980, o programa se tornou muito popular entre as crianças e foi um fenômeno de faturamento e venda de discos (foram três discos de ouro). Também foi um recorde de permanência no ar, já que durava das 8h às 18h em algumas épocas. No Brasil, o programa recebeu ainda muitos prêmios como cinco Troféus Imprensa. Quer saber de onde veio a ideia do palhaço Bozo?
Criado nos Estados Unidos em 1946 por Alan W. Livingston, para uma série de álbuns e conjuntos de livros ilustrativos para as crianças, Bozo fez muito sucesso em vários países do mundo. Sua carreira na televisão começou em 1949, sendo Larry Harmon um dos primeiros a interpretar o palhaço. Harmon comprou os direitos do personagem, e o transformou em uma franquia de muito sucesso.
O programa do palhaço Bozo chegou a ser produzido em mais de 240 estações de televisão em 40 países. Nos Estados Unidos, mais de 200 atores interpretaram o palhaço em diferentes canais locais. Bob Bell foi o Bozo por 25 anos. Bozo nos EUA é literalmente um sinônimo para a palavra palhaço.

Com seu cabelo espetado cor de fogo, nariz de palhaço, roupa colorida, maquiagem exagerada e pés enormes, Bozo conquistou as crianças. Carismático, Bozo tem o poder de encantá-las e falar com elas de forma doce, ensinando-as sem ser didático.
Ao conferir o sucesso de Bozo nos Estados Unidos, o gênio Silvio Santos apostou na versão brasileira do palhaço. E ele estava certo. Bozo se transformou no amiguinho da criançada por pouco mais de 10 anos. Ele começou a sua carreira na televisão brasileira na TV Studios (TVS, atual SBT Rio de Janeiro), sendo transmitida em conjunto pela TVS e pela Record (na época, Sílvio Santos era dono das duas emissoras). Depois a TVS passou a se chamar SBT.
O Boz\o
A estreia do programa, que era gravado em São Paulo, ocorreu em 15 de setembro de 1980, sendo a sua última exibição em março de 1991. Com o tempo, o programa se tornou um dos maiores clássicos infantis da televisão brasileira e até hoje ele é lembrado por adultos, que quando crianças tinham a companhia do Bozo nas manhãs e tardes do SBT, de segunda a sábado.
Bozo foi interpretado por vários atores, mas o primeiro a assumir a identidade do palhaço no Brasil foi Wandeco Pipoca (escolhido pelo próprio Larry Harmon), entre os anos de 1980 e 1982. Depois vieram Luís RicardoCharles MyaraArlindo BarretoNani Souza,Décio RobertoMarcos Pajé e Jean Santos. Décio Roberto foi o último ator a interpretar Bozo antes de o programa sair do ar devido a não renovação do direito da licença do personagem com Larry Harmon Pictures, detentora dos direitos autorais do palhaço.
No início, havia um revezamento de atores na interpretação do palhaço. Em São Paulo, por exemplo, em 1983, os atores eram Luís Roberto e Arlindo Barreto. Já na TVS no Rio, Charles Myara e Nani Souza divertiam a criançada na pele do Bozo. A partir de 1985 o programa passou a ser produzido somente em São Paulo.
O programa do Bozo teve vários formatos, mas o primeiro era um circo. Depois vem a fase em que Bozo ficava sozinho no estúdio. Sentado em uma cadeira ele chamava os desenhos, promovia sorteios e brincava com as crianças que telefonavam para participar dos jogos, e consequentemente ganhar prêmios. Aliás, como o programa era ao vivo, Bozo sofreu alguns trotes que até hoje são clássicos.
Quando o programa ganhou auditório, Bozo recebia seus amiguinhos com uma música. Quem teve o Bozo como companhia durante a sua infância com certeza cantou muito e até hoje se lembra da letra de “1, 2, 3… Vamos Lá!”.

Tema de Abertura
Alô Criançada o Bozo chegou
Trazendo alegria pra vocês e o vovô
Estamos trazendo muito amor
1, 2, 3 e vamos nós
Eu sou o palhaço, meu nome é Bozo
Bozo, Bozo, vamos brincar
Sempre rindo eu e vocês
Eu sou o Bozo o palhaço de todos vocês
Vamos amigos vamos cantar
La, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la
Cantar e alegria
Cantemos também
Cantem, cantem, como nós…
Estamos prontos vamos nós
Cantem comigo, brinque também
Fiquem rindo isso é bom
Suas risadas são tão legais
Fiquem rindo igual a mim
Eu sou o Bozo o palhaço de todos vocês.

Bozo não apresentava o programa sozinho. Ele tinha a companhia de personagens como Vovó Mafalda, Papai Papudo, Salci Fufú e o gorila King Bozo. Também não faltavam os fantoches Maroca, Candinha, Zico, Zecão e outros. Entre as brincadeiras famosas destaque para a "Bozo Corrida", a divertida brincadeira de corrida de cavalinhos que inspirava crianças a gritar a cor preferida do animal diante da TV e a torta na cara. Ah! Também tinham Bozo Memória e Batalha Naval.
Apesar de estar fora do ar desde 1991, Bozo não foi esquecido pela emissora de Silvio Santos, e em 21 de maio de 2011, ele foi homenageado no Festival SBT 30 Anos, em um programa de 75 minutos de duração. Luiz Ricardo foi quem voltou a vestir a roupa do palhaço após 20 anos. No mesmo ano, o SBT assinou contrato com a Larry Harmon Pictures para que o palhaço voltasse ao ar no Brasil.
Antes de voltar com o seu programa, em 2012, Bozo passou por um período de testes no comando do Bom dia & Cia juntamente com outros apresentadores, e chegou a incomodar a concorrência. No entanto, somente no início de 2013 é que Silvio Santos decidiu ressuscitar o palhaço Bozo. O anúncio de que Bozo voltaria à grade da emissora foi anunciado com pompa e circunstância. Ele veio para substituir o Sábado Animado.
Bozo voltou acompanhado dos personagens Vovó Mafalda, Papai Papudo, Salci Fufú e os bonecos Zecão, Lili, Maroca e Macarrão. O cenário colorido, as brincadeiras, a alegria, e os hits Tumbalacatumba,Chuveiro, Chuveiro e 1, 2, 3… Vamos Lá também estavam no novo programa. Parecia que a velha fórmula iria funcionar mais uma vez!
Programa do Bozo
Com a volta de Bozo, o objetivo era apelar para a nostalgia, fazendo com que os adultos que acompanharam o programa quando criança pudessem trazer para a frente da televisão um novo público, ou seja, seus filhos, conquistando assim uma nova geração de telespectadores. No entanto, o sucesso não foi o mesmo, a audiência não correspondeu ao esperado pela emissora, apesar de conseguir ficar em segundo lugar várias vezes, e Silvio Santos resolveu aposentá-lo. O programa Bozo nas manhãs de sábado, das 9h às 12h45, durou apenas três meses (de 16 de fevereiro a 4 de maio).
Mas, como o contrato com a Larry Harmon Pictures, que cedeu os direitos do palhaço e de um desenho homônimo para a emissora, continua até 2014, Bozo e Vovó Mafalda não foram demitidos e passaram a apresentar o infantil Bom Dia & Cia, num rodízio com outros apresentadores como os atores de Carrossel e os palhaços Patati Patatá. Mais tarde Vovó Mafalda foi trocada por Papai Papudo para acompanhar o Bozo. Assim sendo, O Bom Dia & Cia é exibido nas manhãs de sábado em esquema de revezamento com o Sábado Animado.
Vovó Mafalda – Carismática, carinhosa com todos e sempre bem-humorada. Era interpretada por Valentino Guzzo.
Papai Papudo – Simpático palhaço velhinho que faz o tipo de humor pastelão. Interpretado pelo comediante Gibe. Em 2013, Murilo Bordoni era seu novo intérprete.
Salci Fufú – Inventor mal-humorado, somente ele acredita em suas invenções sem utilidade. Era interpretado pelo comediante Pedro de Lara. Em 2013, o personagem ganhou nova roupagem e intérprete, Marcelino Leite.
Zecão é um cachorro inocente, o melhor amigo de todos. Adora cantar rap.
Lili é uma cobrinha muito educada e elegante. Defende seus amigos com fervor.
Maroca é uma papagaia egocêntrica e de voz esganiçada. Acha que é melhor em tudo o que faz.
Macarrão é um ser bem-humorado, sarcástico. Tira onda com todo mundo.

domingo, 19 de abril de 2015

Os Trapalhões

destaque


Havia uma regra nos anos 80 que era seguida à risca por crianças, jovens e adultos: no horário certo, todos se reuniam em frente a televisão para se divertirem com as trapalhadas do quarteto de comediantes Os Trapalhões formado por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. Com seu humor ingênuo, o quarteto conquistou uma legião de fãs que até hoje sentem saudades das brincadeiras e aventuras vivenciadas por eles.
No entanto, apesar de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias terem sido os mais famosos de Os Trapalhões, tudo começou em 1966, com um quinteto formado por Renato Aragão (Didi Mocó), Manfried Sant´Anna (Dedé), o cantor Wanderley Cardoso, o cantor e ator nas chanchadas da Atlântida, Ivon Cury e o lutador e astro dos programas de telecatch, Ted Boy Marinho. Eles estrearam na TV Excelsior de São Paulo com o nome de Adoráveis Trapalhões. Com a saída de Wanderley Cardoso, Ivon Cury e Ted Boy Marinho, entraram posteriormente, Roberto Guilherme, Antônio Carlos Bernardes Gomes (Mussum), integrante do grupo Os Originais do Samba e Mauro Faccio Gonçalves (Zacarias).
Além da extinta TV Excelsior, o quarteto trabalhou na TV Record (Os Insociáveis) e na extinta TV Tupi (onde adotaram o nome Os Trapalhões). Na Record o grupo era formado por Didi, Dedé, Roberto Guilherme e Mussum. Quando eles se transferiram para a TV Tupi, Zacarias se juntou ao grupo.
Por causa da alta popularidade do grupo, a Rede Globo se interessou pelos humoristas, mas Renato Aragão pensou que eles não teriam tanta liberdade na nova emissora como tinham na TV Tupi e fez uma série de exigências. Todas foram aceitas e Os Trapalhões foram para a Rede Globo em 1977, inicialmente para participar de dois especiais na Sexta Super chamados de "Os Trapalhões – Especial". O público aprovou a comédia pastelão, que era voltada para o público adulto devido ao horário de exibição do programa. Devido ao sucesso, eles ganharam um programa semanal aos domingos antes do Fantástico.
O programa era formado por esquetes, ou seja, por quadros de humor sem qualquer conexão um com o outro. Alguns quadros eram fixos, como o Trapaswat, uma paródia bem-humorada do seriado americano SWAT. Também eram exibidas atrações musicais. Aliás, muitas músicas de sucesso recebiam paródias. Até hoje muitos fãs se lembram dos clipes com a paródia de músicas como "Teresinha", de Chico Buarque. Ou então da performance de Didi Mocó ao imitar o cantor Ney Matogrosso, se apresentando com figurino e maquiagem idênticos ao do cantor. Elba Ramalho, Amelinha, Maria Bethânia e Tony Tornado foram outros artistas que foram homenageados com paródias de suas músicas.
O humor ingênuo foi conquistando cada vez mais o público infantil. Em 1981 os humoristas alcançaram grande repercussão devido ao sucesso dos filmes de Os Trapalhões no Festival de Berlim, e tanto o público quanto os críticos elegeram o quarteto como os principais representantes nacionais da comédia infanto-juvenil.

Em 1982 houve uma reformulação no programa e o público passou a acompanhar a gravação de alguns quadros no Teatro Fênix, no Rio de Janeiro. Os esquetes eram encenados como se fosse um programa ao vivo, com o mínimo de pausa para a mudança de cenários e figurinos. As improvisações do grupo eram cada vez mais constantes e o público adorava. Os erros de gravação, muitas vezes derivados dos "cacos" (improvisações que levavam o elenco às gargalhadas) passaram a ser exibidos no final do programa. No ano seguinte, além dos tradicionais esquetes isolados, as principais comédias teatrais foram adaptadas para o humor do programa. Gravações externas e de shows mensais com a participação do público passaram a fazer parte do programa.
O rompimento dos Trapalhões em 1983 deixou o público abalado. Dedé, Mussum e Zacarias romperam com a Renato Aragão Produções, empresa que cuidava dos negócios do grupo, e formaram sua própria empresa (Demuza). Dedé, Mussum e Zacarias deixaram o programa e Renato Aragão seguiu no comando. Felizmente, a separação durou pouco tempo e seis meses depois eles voltaram a se reunir. O programa que anunciou o retorno do quarteto foi especial e teve a participação de Chico Anysio. Imagens de arquivo relembraram o início da carreira do grupo, seus sucessos no cinema e momentos marcantes na televisão. Em seguida, entraram no palco Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum e Zacarias para anunciar que estavam de volta.
Em 1984, o número de quadros do programa aumentou bastante (cerca de 20 por semana) assim como as cenas externas e no ano seguinte, Os Trapalhões foram para Los Angeles, nos Estados Unidos, onde gravaram uma série de 14 episódios. Em 1986, o público infantil começou a ganhar mais atenção e os quadros eram criados especificamente para as crianças. Os esquetes eram mais rápidos, menores e havia um número maior de quadros que reuniam os quatro. Atores do elenco da TV Globo constantemente eram convidados a participar do programa.
Em 1987, Os Trapalhões completou 20 anos. Foram inseridos no programa humorísticos musicais, com a presença de cantores convidados e quadros inéditos. No ano seguinte, o programa era ainda mais voltado ao público infantil, onde foram criadas brincadeiras, atrações e quadros voltados para essa faixa-etária. Em 1988, a atração passou a ser ao vivo, com a participação do auditório e as gravações ocorriam no Teatro Fênix. O programa incluia ainda os quadros que eram gravados em estúdio porque necessitavam de efeitos especiais.


O início da década de 1990 foi de tristeza para grupo e para o público em geral. No dia 10 de março de 1990, morria Mauro Gonçalves, o intérprete de Zacarias, de insuficiência respiratória. Com a continuação do programa, este sofreu alterações. Ele foi dividido em duas partes: a primeira apresentava shows musicais e esquetes de humor em que Didi, Dedé e Mussum contracenavam com vários comediantes convidados. O cantor Conrado e a ex-Paquita Andréia Sorvetão se juntaram aos Trapalhões nessa época. Na segunda parte, a atenção era voltada para as aventuras que aconteciam no Trapa Hotel, onde trabalhavam Didi, Dedé e Mussum, além de outros personagens como Divino (Jorge Lafon) Sorriso (Tião Macalé) e Batatinha (Roberto Guilherme). A atriz mirim Duda Little também participava do programa.
Outras mudanças ocorreram ao longo dos anos: em 1991, era mostrado um bairro típico de qualquer cidade grande, onde aconteciam shows de cantores convidados e novos quadros; em 1992 estreou a Vila Vintém (histórias passadas em uma rua de subúrbio) e a Agência Trapa Tudo; e, em 1993, a plateia foi abolida e os esquetes deixaram de ser pontuados pelas risadas da claque.
Em 1994, Os Trapalhões sofreram outro baque com a morte de Antônio Carlos, que interpretava Mussum, em decorrência de problemas no coração. O programa continuou por algum tempo, mas depois Renato Aragão decidiu que era hora de parar. Assim, até 1995, quando Os Trapalhões voltaram ao ar, foram exibidas apenas reprises em versões compactas de 25 minutos com os melhores momentos dos Trapalhões desde a estreia em 1977. O programa era exibido de segunda a sexta, às 17h.
A reestreia de Os Trapalhões em 1995 foi nas tardes de domingo. Num palco fixo de 360°, Didi e Dedé organizavam brincadeiras com a plateia e recebiam artistas convidados. Também eram exibidas reprises dos melhores momentos. Terezinha Elisa e Roberto Guilherme eram as Didicas, assistentes de palco que também recepcionavam os convidados. Em julho de 1995 estreou o quadro Plantão Trapalhão, onde personalidades eram entrevistadas por Alessandra Aguiar. Em agosto Didi e Dedé estrelavam versões bem-humoradas de clássicos infantis e esquetes junto com humoristas como Tom Cavalcante e Eliezer Motta. O quadro não durou muito tempo, já que naquele mesmo mês o programa deixou de ser exibido definitivamente.


Em julho de 1981, para comemorar os 15 anos de exibição na Rede Globo, foi apresentado o especial Os Trapalhões – 15 anos. O programa ficou durante oito horas no ar e contou com a participação de quase todo o elenco da TV Globo, além de jornalistas e músicos convidados. Na ocasião foi feita uma campanha em favor dos portadores de deficiência visual, promovendo a doação de córneas.
Para comemorar os 20 anos do grupo, foi realizado o especial 20 Anos Trapalhões – Criança Esperança, em 28 de dezembro de 1986. O programa foi dedicado à Campanha do Menor Carente. Com início às 11 da manhã e transmitido ao vivo do Teatro Fênix, no Rio de janeiro, o programa se estendeu por nove horas. Ao todo foram exibidos 28 blocos nos quais eram exibidas vinhetas sobre os direitos das crianças, documentários sobre experiências de apoio e recuperação de menores de rua e um balanço das doações da campanha. A partir de 1986, e até hoje vai ao ar o especial Criança Esperança.
As bodas de prata de Os Trapalhões também foram comemoradas no especial Os Trapalhões – 25 Anos, em 1991. Foram 25 horas de duração, com início no sábado dia 27, a partir de uma matéria do Jornal Nacional e término no fim da noite do dia 28, no Teatro Fênix. Durante o especial foram lançadas campanhas de conscientização sobre os direitos da criança, com arrecadação de donativos para as obras do Unicef.


Didi (Renato Aragão) – Didi Mocó Sonrisépio Colesterol Novalgino Mufumbbo era um esperto cearence. É o líder do grupo e o alvo preferido de seus três companheiros que sempre armam situações para prejudicá-lo. No entanto, Didi vira o jogo e sempre se dá bem, seja enfrentando inimigos ou as armações de seus companheiros. Por ser um retirante nordestino, ganhou apelidos como "cardeal", "cearense", "cabecinha" ou "cabeça-chata".
Dedé (Manfried Sant´Anna) – O mais sério do grupo. Era considerado o cérebro dos Trapalhões. Didi desconfiava e ironizava a masculinidade de Dedé e o chamava sempre de "Divino".
Mussum (Antônio Carlos) – Carioca, Mussum se orgulhava de suas origens mencionando sempre o Morro da Mangueira, uma comunidade do Rio de Janeiro, onde nasceu. Bem-humorado, ele adorava beber cachaça ou "mé", como ele a chamava. Empregava o "is" no final de quase todas as palavras e seus bordões ficaram famosos, como "cacildis" e "forévis". Por ser negro recebia muitos apelidos como "azulão" ou "cromado", além de "Mumu da Mangueira".
Zacarias (Mauro Gonçalves) – Tímido e baixinho, Zacarias era um mineiro com personalidade infantil. Tinha a voz fina, como a de uma criança. Zacarias era careca e usava uma peruca em cena. Durante o programa, com frequência os outros Trapalhões arrancavam a peruca sem avisar Zacarias.
Coadjuvantes:
Muitos atores participaram como coadjuvantes no programa Os Trapalhões. Confira o principal elenco de coadjuvantes devido aos vários anos de participação no programa.
Roberto Guilherme – sempre interpretou papéis antagonistas. Seu personagem mais famoso foi o Sargento Pincel, que comandava os "soldados" Trapalhões num quartel de exército.
Ted Boy Marinho – lutador de luta-livre com sotaque espanhol.
Carlos Kurt – representava vilões, valentões e outros personagens inimigos dos Trapalhões. Era apelidado por Didi como "bode louro", "alumão" (alemão) e "macarrão de hospital".
Tião Macalé – um dos mais famosos coadjuvantes. Negro, sua marca registrada era o sorriso sem-dentes e a frase "Nojento!" "tchan!".
Dino Santana – irmão de Dedé Santana. Dino era mais um extra, pois nunca teve um personagem fixo. Sempre fazia personagens anônimos, que nunca ganharam destaque.
Felipe Levy – interpretava papéis de chefia. Chamado de "queijo-com-barba" por Didi por causa de sua pele muito branca e por ter cavanhaque.
Também fizeram parte do elenco de Os Trapalhões: Álvaro Aguiar, Andréa Faria, Angelito Mello, Augusto Olímpio, Aurimar Rocha, Bia Seidl, Carlos Eduardo Dolabella, Carlos Leite, Catalano, Catita Soares, Cláudio Lisboa, Colé, Darcy de Souza, Dary Reis, Dayse Benvolff, Denny Perrier, Dilma Lóes, Eduardo Conde, Eliana Ovalle, Érica Nunes, Esmeralda Barros, Fernando Multedo, Fernando Reski, Glória Costa, Gilliane, Humberto Freddy, Iran Lima, Isaac Bardavid, Jandir Motta, Jece Valadão, Jorge Cherques, Jorge Lafond, Lady Francisco, Lúcio Mauro, Luiz Armando Queiróz, Manoel Vieira, Marcelo Barauna, Mariette, Marilu Bueno, Marli Mendes, Marta Bianchi, Marta Pietro, Maurício do Valle, Monique Evans, Nelson Caruso, Olney Cazarré, Osmar Prado, Paulo Figueiredo, Paulo Nolasco, Paulo Rodrigues, Pepita Rodrigues, Roberto Lee, Rossane Campos, Sandoval Motta, Sandra Barsotti, Selma Lopes, Silvia Massari, Silvino Neto, Sônia Maria, Terezinha Elisa, Waldemar Rocha e Walter Stuart.

Programas de TV dos Anos 80 - Clube do Bolinha

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Além do Cassino do Chacrinha que era exibido nos anos 80 na Rede Globo, o público também tinha como opção assistir ao Clube do Bolinha, programa de auditório exibido nas tardes de sábado pela Rede Bandeirantes. Apresentado por Édson Cury, popularmente conhecido como Bolinha, o programa estreou em 1974, ficando até 7 de maio de 1994 quando a emissora paulista tirou o programa do ar. Era um dos líderes de audiência da emissora, tendo alcançado oito pontos no Ibope.
O Clube do Bolinha se tornou um dos programas mais populares do Brasil, e o apresentador, uma das figuras mais marcantes da TV brasileira. Com um estilo irreverente, marcado pelo visual de camisas de seda super coloridas, Bolinha era um apresentador carismático que se divertia muito ao apresentar o quadro "Eles e Elas", no qual havia shows de travestis, drag queens e transformistas. O quadro fazia um enorme sucesso e era um dos principais do programa.
O programa também era vitrine para os grandes nomes da música brasileira na década de 1980. Muitos artistas consagrados ou que estavam em início de carreira se apresentaram no palco do Clube do Bolinha, tendo Bolinha, inclusive, revelado muitos talentos da música brasileira. Quando já eram famosos, vários artistas foram ao seu programa agradecer o apoio ao início de suas carreiras, entre eles Arnaldo Antunes e Leandro & Leonardo.
Quando o programa entrava no ar, a indefectível música tema começava:
Bolinha, bolinha está na hora de você entrar na linha
Bolinha, bolinha está na hora de você entrar na linha
Cantando bem você ganha os parabéns
Cantando mal vá cantar no seu quintal!
Bo,bo, bo, Bolinha está na hora de você entrar na linha
Bo,bo, bo, Bolinha está na hora de você entrar na linha


Uma das marcas registradas do programa eram as "Boletes", as dançarinas e ajudantes de palco que trabalhavam no programa. Elas não chegaram a ser tão famosas quanto asChacretes, porém também mexiam com o imaginário do público masculino que assistia ao programa. Uma delas, porém, se destacava das outras: era a Zulu, a dançarina brava, que nunca sorria e estava sempre de cara amarrada. A bailarina Loraina também teve mais destaque.
Algumas Boletes já tinham sido Chacretes. Confira alguns nomes de Boletes que passaram pelo programa Clube do Bolinha: Tânia Bang Bang, Edna Poncell, Delma, Inês, Valquíria, Norman, Raquel, Sonia Lírio, Sônia Rangel, Isná, Gracinha Japão, Eduarda, Carla, Audrey, Sandra Lee, Silvana, Míriam Bianchi, Rose Cleópatra, Ana Maria, Marta Martin, Verônica, Leda Zepellin, Índia Amazonense, Laura, Júlia, Gina Tropical, Neide, Sandra Janete, Olívia, Fábia, Lúcia, Vanderléia, Beth Balanço, Beth Gazeta, Beth Coqueiro, Iris, Renata, Solange, Marli Bang Bang, Iara.


Radialista e apresentador de TV, Édson Cabariti (adotou o nome artístico de Édson Cury por ser mais sonoro no rádio), mais conhecido como Bolinha, nasceu em Araçatuba, interior de São Paulo, em 1936. Filho de imigrantes sírios, Bolinha foi feirante, engraxate e balconista antes de começar a carreira como locutor esportivo. Na extinta TV Excelsior, Bolinha começou como o responsável pelos flashes esportivos do programa Últimas Notícias.
Na televisão, a sua estreia na Bandeirantes em janeiro de 1967 aconteceu por acaso, já que ele foi convocado para substituir o apresentador Chacrinha, que havia se desentendido com os diretores da emissora. Bolinha aceitou o desafio e levou o programa adiante. Sua aceitação foi aprovada pelo público, tendo inclusive, aumentado o Ibope do programa. Sua estreia no Clube do Bolinha foi em 1974, tendo o programa ficado 20 anos na TV Bandeirantes. Depois que o programa terminou, ele não voltou mais para a TV.
Édson Cury, o Bolinha, morreu no dia 1º de julho de 1998, aos 61 anos, vítima de câncer no aparelho digestivo. A doença foi descoberta três anos antes de sua morte e seis meses antes de falecer a doença tinha se agravado. Bolinha foi sepultado na cidade de Santos.


domingo, 12 de abril de 2015

Chapolin

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A série de televisão mexicana Chapolinfoi criada pelo ator e escritor Roberto Gómez Bolaños, em 1970, tendo começado como um quadro do programa Los Supergenios de la Mesa Cuadrada, na TV TIM (Televisión Independiente de México). Juntamente com Bolaños participavam do programa os atores Rubén Aguirre, María Antonieta de las Nieves e Ramón Valdés.
A partir de 1972 e até 1979, Chapolin passou a ter um programa próprio (uma sitcom), pela Televisa. Depois, de 1980 a 1993, a série fez parte do Programa Chespirito, que possuía vários quadros. No Brasil, a série mexicana começou a ser exibida nos anos 80 na TVS (posteriormente, SBT).
A popularidade de Chapolin até hoje é muito grande, tendo o seriado alcançado grandes índices de audiência na América Hispânica, no Brasil, nos Estados Unidos e em muitos outros países. Aliás, em 2010, o programa completou 40 anos ininterruptos de exibição na televisão mundial. Um estrondoso sucesso, mesmo a maioria dos episódios ter sido produzida nos anos 70.
O nome Chapolin tem origem curiosa. Seu nome original, "Chapulín", (possivelmente de origem idiomática Nahuatl ou Asteca), é oriundo de uma espécie de gafanhoto, pertencente ao gênero Sphenarium, bastante popular no México, sendo utilizada como iguaria. Já o personagem explica desta forma a origem do seu nome. Seu pai chamava-se "Pantaleon Colorado y Roto" (Calça Vermelha e Curta) e sua mãe "Luisa Lane" (piada ao nome Lois Lane de Superman). Seu padrinho estudava e colecionava insetos, e escolheu quatro nomes de insetos "Chapulin" (Gafanhoto), Libélula, Escarabajo (Escaravelho) e Gorgojo (Caruncho). Eles foram escritos em pedaços de papeis, colocados dentro de um chapéu e foi pedido que alguém sorteasse. Ao sair "Chapulin", este foi escolhido para o batismo. Assim sendo, o seu nome completo é "Chapulín Lane Colorado".


Os brasileiros começaram a acompanhar as aventuras de Chapolin em 1984, quando Silvio Santos comprou alguns episódios das séries Chaves e Chapolin, além de novelas mexicanas da Televisa. Os episódios foram exibidos no programa infantil do palhaço Bozo. O sucesso foi imediato e, por isso, Chapolin ganhou espaço próprio na programação da emissora paulista, sendo exibido diariamente em dois horários, antes do programa Chaves. Somente 26 episódios estrearam na ocasião, e somente em 1988 o SBT comprou outro lote.
Em 1990, chegou mais um lote de episódios ao Brasil. E devido ao sucesso, Chapolin passou a ser exibido no horário nobre da emissora. Foram 76 novos episódios apresentados. Outros episódios inéditos somente estreariam entre 2005 e 2007. Dois anos depois, um novo lote foi adquirido pelo SBT, mas os programas somente foram exibidos em 2006. Aliás, após 13 anos de exibição praticamente ininterrupta, a partir de 1997, o seriado deixou de ir ao ar pelo SBT em dois horários diários regularmente e passou a ser exibido nos fins de tarde de segunda a sábado.
Nos anos 2000, o seriado foi exibido diversas vezes. A primeira vez foi entre 2001 e 2003, sempre de segunda a sábado na hora do almoço. Depois, entre 2005 e 2007 foram exibidos episódios inéditos após uma remixagem, mas o programa saiu do ar por falta de audiência. Em 2008, retornou a grade da emissora paulista, agora sendo exibido de segunda a sexta no mesmo horário do Jornal Hoje, da Rede Globo. Chapolin chegou a derrotar o jornalismo da emissora carioca, tendo marcado 12 pontos contra 11 da Rede Globo segundo o Ibope. Em maio de 2009 foi retirado do ar novamente, mas voltou ser ser exibido em janeiro de 2011, às 12h45. Mais uma vez, foi líder de audiência, ficando diversas vezes em primeiro lugar no Ibope. Chapolin não ficou muito tempo na programação do SBT e em dezembro do mesmo ano o seriado deixava de ir ao ar mais uma vez. Em 2013 foi feita uma nova tentativa e Chapolin estreou em fevereiro, porém em março já tinha saído do ar novamente.
Além do SBT, o canal pago Cartoon Network exibiu alguns episódios com a dublagem original em 2010, inclusive dois episódios inéditos "O Retrato do General Valdéz", 1976, e "A Herança", 1977. Em 2010, o canal TLN Network também passou a exibir Chapolin aos sábados. Chapolin deixou de ser exibido pelo Cartoon Network no fim de novembro de 2012.


Na série de televisão, Chapolin é um super-herói muito diferente dos criados pelos norte-americanos. Ele é medroso, feio, fraco, pobre, burro, covarde, tonto, desajeitado e mulherengo. No entanto, apesar de todas essas características ele supera seus medos e vence os inimigos. Chapolin se acha mais "super" do que o Superman, porém ele conta muito mais com a sorte do que com talento para defender os fracos e oprimidos. Devido ao fato de o personagem ser atemporal, ele podia aparecer enfrentando vilões no Velho Oeste ou na Idade Média.
Assim como qualquer outro super-herói, o "Chapolin Colorado" usava uma roupa especial: vestia-se com uma roupa vermelha, usava short amarelo e tinha antenas na cabeça, as chamadas "anteninhas de vinil", além do desenho de um coração amarelo com as iniciais CH em vermelho. As antenas, aliás, se conectavam com as terminações nervosas do corpo do herói, fazendo com que elas detectassem a presença de criminosos e outros seres malignos. Elas também tinham o "poder" de captar leituras de materiais tóxicos ou perigosos; captar ondas de rádio; receber pedidos de socorro; decodificar e traduzir idiomas e códigos secretos e ativar recursos bio-eletrônicos especiais presentes no corpo do herói, entre outros.
O humor inocente e infantil conquistou uma legião de fãs, assim como as suas frases de efeito. Assim que alguém estava em perigo e pronunciava a frase "Oh, e agora, quem poderá me defender?", Chapolin surgia de forma repentina e respondia "Eu!". Ele também adorava dizer "Não contavam com a minha astúcia", "Silêncio! Silêncio! Minhas Anteninhas de Vinil estão detectando a presença do inimigo! Vou fulminá-lo a golpes com a minha marreta!", "Sigam-me os bons!", "Se aproveitam da minha nobreza", "Muito ajuda quem não atrapalha!", entre outras. Além de contar com suas antenas de vinil, as armas de Chapolin para enfrentar os inimigos eram uma marreta biônica, uma corneta paralisadora (arma que quando tocada consegue fazer qualquer coisa parar) e pílulas de nanicolina (reduzem o seu tamanho em até 20 cm).
O fato de Chapolin ser tão desastrado e por vezes não notar coisas tão óbvias, bem a sua frente, pode estar no fato de que ele precisava usar óculos, pelo menos foi essa a explicação que ele deu em um dos episódios. Segundo Chapolin, uma regra do sindicato dos super-heróis proíbe o uso dos óculos quando em "serviço" (no episódio "Treinamento para Super-Heróis" ele mencionou que o Superman tirava os óculos antes de partir para a ação por causa desta regra, não para manter a identidade secreta). Mas, quem precisa de óculos, né? O charme do personagem era justamente ser confuso e atrapalhado.


Chapolin, Doutor Chapatin e Fausto (Roberto Gomes Bolaños)
Tripa Seca, Pirata Alma Negra, Pistoleiro Veloz, Racha Cuca, Super Sam, Engenheiro Camim, Mefistófeles e Abominável Homem das Neves (Ramon Valdez)
Quase Nada, Tonhão, Tchory, Fura Tripa e Louco (Carlos Villagrán)
Rosa, a rumorosa, Margarida e enfermeira (Florinda Meza)
Dona Neves (Maria Antonieta de Las Nieves)
Johnny, Porca Solta, Nenê e Matadouro (Ruben Aguirre)
Louca dos Dinossauros (Angelines Fernández)
Almôndega, Botina e Detetive Cannon (Edgar Vivar)
Pepe (Horácio Bolaños)
Pedreiro, Pepe (Raúl Chato Padilla)
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