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domingo, 12 de abril de 2015

Chapolin

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A série de televisão mexicana Chapolinfoi criada pelo ator e escritor Roberto Gómez Bolaños, em 1970, tendo começado como um quadro do programa Los Supergenios de la Mesa Cuadrada, na TV TIM (Televisión Independiente de México). Juntamente com Bolaños participavam do programa os atores Rubén Aguirre, María Antonieta de las Nieves e Ramón Valdés.
A partir de 1972 e até 1979, Chapolin passou a ter um programa próprio (uma sitcom), pela Televisa. Depois, de 1980 a 1993, a série fez parte do Programa Chespirito, que possuía vários quadros. No Brasil, a série mexicana começou a ser exibida nos anos 80 na TVS (posteriormente, SBT).
A popularidade de Chapolin até hoje é muito grande, tendo o seriado alcançado grandes índices de audiência na América Hispânica, no Brasil, nos Estados Unidos e em muitos outros países. Aliás, em 2010, o programa completou 40 anos ininterruptos de exibição na televisão mundial. Um estrondoso sucesso, mesmo a maioria dos episódios ter sido produzida nos anos 70.
O nome Chapolin tem origem curiosa. Seu nome original, "Chapulín", (possivelmente de origem idiomática Nahuatl ou Asteca), é oriundo de uma espécie de gafanhoto, pertencente ao gênero Sphenarium, bastante popular no México, sendo utilizada como iguaria. Já o personagem explica desta forma a origem do seu nome. Seu pai chamava-se "Pantaleon Colorado y Roto" (Calça Vermelha e Curta) e sua mãe "Luisa Lane" (piada ao nome Lois Lane de Superman). Seu padrinho estudava e colecionava insetos, e escolheu quatro nomes de insetos "Chapulin" (Gafanhoto), Libélula, Escarabajo (Escaravelho) e Gorgojo (Caruncho). Eles foram escritos em pedaços de papeis, colocados dentro de um chapéu e foi pedido que alguém sorteasse. Ao sair "Chapulin", este foi escolhido para o batismo. Assim sendo, o seu nome completo é "Chapulín Lane Colorado".


Os brasileiros começaram a acompanhar as aventuras de Chapolin em 1984, quando Silvio Santos comprou alguns episódios das séries Chaves e Chapolin, além de novelas mexicanas da Televisa. Os episódios foram exibidos no programa infantil do palhaço Bozo. O sucesso foi imediato e, por isso, Chapolin ganhou espaço próprio na programação da emissora paulista, sendo exibido diariamente em dois horários, antes do programa Chaves. Somente 26 episódios estrearam na ocasião, e somente em 1988 o SBT comprou outro lote.
Em 1990, chegou mais um lote de episódios ao Brasil. E devido ao sucesso, Chapolin passou a ser exibido no horário nobre da emissora. Foram 76 novos episódios apresentados. Outros episódios inéditos somente estreariam entre 2005 e 2007. Dois anos depois, um novo lote foi adquirido pelo SBT, mas os programas somente foram exibidos em 2006. Aliás, após 13 anos de exibição praticamente ininterrupta, a partir de 1997, o seriado deixou de ir ao ar pelo SBT em dois horários diários regularmente e passou a ser exibido nos fins de tarde de segunda a sábado.
Nos anos 2000, o seriado foi exibido diversas vezes. A primeira vez foi entre 2001 e 2003, sempre de segunda a sábado na hora do almoço. Depois, entre 2005 e 2007 foram exibidos episódios inéditos após uma remixagem, mas o programa saiu do ar por falta de audiência. Em 2008, retornou a grade da emissora paulista, agora sendo exibido de segunda a sexta no mesmo horário do Jornal Hoje, da Rede Globo. Chapolin chegou a derrotar o jornalismo da emissora carioca, tendo marcado 12 pontos contra 11 da Rede Globo segundo o Ibope. Em maio de 2009 foi retirado do ar novamente, mas voltou ser ser exibido em janeiro de 2011, às 12h45. Mais uma vez, foi líder de audiência, ficando diversas vezes em primeiro lugar no Ibope. Chapolin não ficou muito tempo na programação do SBT e em dezembro do mesmo ano o seriado deixava de ir ao ar mais uma vez. Em 2013 foi feita uma nova tentativa e Chapolin estreou em fevereiro, porém em março já tinha saído do ar novamente.
Além do SBT, o canal pago Cartoon Network exibiu alguns episódios com a dublagem original em 2010, inclusive dois episódios inéditos "O Retrato do General Valdéz", 1976, e "A Herança", 1977. Em 2010, o canal TLN Network também passou a exibir Chapolin aos sábados. Chapolin deixou de ser exibido pelo Cartoon Network no fim de novembro de 2012.


Na série de televisão, Chapolin é um super-herói muito diferente dos criados pelos norte-americanos. Ele é medroso, feio, fraco, pobre, burro, covarde, tonto, desajeitado e mulherengo. No entanto, apesar de todas essas características ele supera seus medos e vence os inimigos. Chapolin se acha mais "super" do que o Superman, porém ele conta muito mais com a sorte do que com talento para defender os fracos e oprimidos. Devido ao fato de o personagem ser atemporal, ele podia aparecer enfrentando vilões no Velho Oeste ou na Idade Média.
Assim como qualquer outro super-herói, o "Chapolin Colorado" usava uma roupa especial: vestia-se com uma roupa vermelha, usava short amarelo e tinha antenas na cabeça, as chamadas "anteninhas de vinil", além do desenho de um coração amarelo com as iniciais CH em vermelho. As antenas, aliás, se conectavam com as terminações nervosas do corpo do herói, fazendo com que elas detectassem a presença de criminosos e outros seres malignos. Elas também tinham o "poder" de captar leituras de materiais tóxicos ou perigosos; captar ondas de rádio; receber pedidos de socorro; decodificar e traduzir idiomas e códigos secretos e ativar recursos bio-eletrônicos especiais presentes no corpo do herói, entre outros.
O humor inocente e infantil conquistou uma legião de fãs, assim como as suas frases de efeito. Assim que alguém estava em perigo e pronunciava a frase "Oh, e agora, quem poderá me defender?", Chapolin surgia de forma repentina e respondia "Eu!". Ele também adorava dizer "Não contavam com a minha astúcia", "Silêncio! Silêncio! Minhas Anteninhas de Vinil estão detectando a presença do inimigo! Vou fulminá-lo a golpes com a minha marreta!", "Sigam-me os bons!", "Se aproveitam da minha nobreza", "Muito ajuda quem não atrapalha!", entre outras. Além de contar com suas antenas de vinil, as armas de Chapolin para enfrentar os inimigos eram uma marreta biônica, uma corneta paralisadora (arma que quando tocada consegue fazer qualquer coisa parar) e pílulas de nanicolina (reduzem o seu tamanho em até 20 cm).
O fato de Chapolin ser tão desastrado e por vezes não notar coisas tão óbvias, bem a sua frente, pode estar no fato de que ele precisava usar óculos, pelo menos foi essa a explicação que ele deu em um dos episódios. Segundo Chapolin, uma regra do sindicato dos super-heróis proíbe o uso dos óculos quando em "serviço" (no episódio "Treinamento para Super-Heróis" ele mencionou que o Superman tirava os óculos antes de partir para a ação por causa desta regra, não para manter a identidade secreta). Mas, quem precisa de óculos, né? O charme do personagem era justamente ser confuso e atrapalhado.


Chapolin, Doutor Chapatin e Fausto (Roberto Gomes Bolaños)
Tripa Seca, Pirata Alma Negra, Pistoleiro Veloz, Racha Cuca, Super Sam, Engenheiro Camim, Mefistófeles e Abominável Homem das Neves (Ramon Valdez)
Quase Nada, Tonhão, Tchory, Fura Tripa e Louco (Carlos Villagrán)
Rosa, a rumorosa, Margarida e enfermeira (Florinda Meza)
Dona Neves (Maria Antonieta de Las Nieves)
Johnny, Porca Solta, Nenê e Matadouro (Ruben Aguirre)
Louca dos Dinossauros (Angelines Fernández)
Almôndega, Botina e Detetive Cannon (Edgar Vivar)
Pepe (Horácio Bolaños)
Pedreiro, Pepe (Raúl Chato Padilla)

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Aos 85 anos, morre Roberto Bolaños, criador de Chaves e Chapolin


Nascido em 21 de fevereiro de 1929, Roberto Bolaños começou sua carreira nos anos 1950Foto: divulgação / Divulgação
Aos 85 anos, o ator mexicano Roberto Bolaños morreu nesta sexta-feira. A informação foi divulgada no site da CNN México nesta tarde. Bolaños foi o criador de personagens como Chaves e Chapolin, cujos seriados seguem em exibição em diversos países, apesar de terem estreado ainda nos anos 1970 — Chaves passou a ser veiculado no Brasil em 1984.


Segundo declarações da família, o estado de Chespirito, como o ator é conhecido em seu país de origem, era grave desde novembro. Ele vivia com sua esposa Florinda Meza, a Dona Florinda do série Chaves, em Cancún, próximo a lagoa de Nichupté, local de descanso isolado da imprensa. No balneário, tentava se recuperar de problemas respiratórios e de dificuldades em andar e se mover.

Nascido em 21 de fevereiro de 1929, Roberto Bolaños começou sua carreira nos anos 1950, quando escrevia roteiros para rádio e televisão. Ele ganhou o apelido de "Chespirito" após ser comparado ao dramaturgo William Shakespeare. Em 1958, quando o mexicano estreou como roteirista de cinema no filme Los Legionarios, o diretor Agustín P. Delgado o apelidou de Shakespearito, um diminutivo carinhoso para o nome do britânico, devido à sua inteligência e criatividade. 





Em 2012, foi lançado o livro Chaves: A História Oficial Ilustrada. Nele, são narrados os primeiros passos de Bolaños e as dificuldades que ele passou durante a infância. Seu pai, Francisco Gómez Linares, um desenhista e pintor, era alcoólatra, adúltero e tinha muitas dívidas. Na adolescência, Bolaños sofreu com complexo de inferioridade, por ser muito baixinho e mirrado. Apaixonado por futebol, foi forçado a desistir da carreira. No livro, o criador do Chaves é descrito como um adolescente brigão, o que acabou o levando ao título de boxe na categoria mini-mosca.


Já mais velho, Bolaños cursou Engenharia na Universidad Nacional Autónoma do México (Unam), pois queria aprender a construir brinquedos que não tivera na infância, como locomotivas a vapor. Acabou não encontrando as lições que queria e tornou-se mais assíduo no bar da faculdade, onde tocava violão, contava piadas e jogava bolinha de gude. Todas essas passagens são bastante representadas nos episódios de Chaves, em que o personagem é um menino pobre, que não tem os brinquedos que deseja.


O talento com o violão fez com que o ator gravasse seis discos com músicas de Chaves, além da trilha sonora da novela Alguna Vez Tendremos Alas, produzida por Florinda Meza. 


Apesar de ter criado muitos outros personagens, o ator ficou conhecido internacionalmente por encarnar Chaves nas telas. Sua relação com o elenco da série, no entanto, não se manteve harmoniosa durante muito tempo. Bolaños rompeu sua amizade com Maria Antonieta de las Nieves, a Chiquinha, e Carlos Villagrán, o Quico, que disputaram com o criador do seriado os direitos de uso de seus personagens.


O comediante deixa seis filhos, fruto de seu casamento com Graciele Fernández Pierre, que morreu em agosto de 2013. Florinda Meza e Roberto Bolaños eram casados há nove anos.


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