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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Bozo

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Bozo. O nome pode ser um dos sinônimos de palhaço, um verdadeiro mito que nos anos 80 foi sucesso absoluto entre a criançada. O programa do palhaço Bozo foi exibido pelo SBT (emissora de Silvio Santos) durante longos anos. Na década de 1980, o programa se tornou muito popular entre as crianças e foi um fenômeno de faturamento e venda de discos (foram três discos de ouro). Também foi um recorde de permanência no ar, já que durava das 8h às 18h em algumas épocas. No Brasil, o programa recebeu ainda muitos prêmios como cinco Troféus Imprensa. Quer saber de onde veio a ideia do palhaço Bozo?
Criado nos Estados Unidos em 1946 por Alan W. Livingston, para uma série de álbuns e conjuntos de livros ilustrativos para as crianças, Bozo fez muito sucesso em vários países do mundo. Sua carreira na televisão começou em 1949, sendo Larry Harmon um dos primeiros a interpretar o palhaço. Harmon comprou os direitos do personagem, e o transformou em uma franquia de muito sucesso.
O programa do palhaço Bozo chegou a ser produzido em mais de 240 estações de televisão em 40 países. Nos Estados Unidos, mais de 200 atores interpretaram o palhaço em diferentes canais locais. Bob Bell foi o Bozo por 25 anos. Bozo nos EUA é literalmente um sinônimo para a palavra palhaço.

Com seu cabelo espetado cor de fogo, nariz de palhaço, roupa colorida, maquiagem exagerada e pés enormes, Bozo conquistou as crianças. Carismático, Bozo tem o poder de encantá-las e falar com elas de forma doce, ensinando-as sem ser didático.
Ao conferir o sucesso de Bozo nos Estados Unidos, o gênio Silvio Santos apostou na versão brasileira do palhaço. E ele estava certo. Bozo se transformou no amiguinho da criançada por pouco mais de 10 anos. Ele começou a sua carreira na televisão brasileira na TV Studios (TVS, atual SBT Rio de Janeiro), sendo transmitida em conjunto pela TVS e pela Record (na época, Sílvio Santos era dono das duas emissoras). Depois a TVS passou a se chamar SBT.
O Boz\o
A estreia do programa, que era gravado em São Paulo, ocorreu em 15 de setembro de 1980, sendo a sua última exibição em março de 1991. Com o tempo, o programa se tornou um dos maiores clássicos infantis da televisão brasileira e até hoje ele é lembrado por adultos, que quando crianças tinham a companhia do Bozo nas manhãs e tardes do SBT, de segunda a sábado.
Bozo foi interpretado por vários atores, mas o primeiro a assumir a identidade do palhaço no Brasil foi Wandeco Pipoca (escolhido pelo próprio Larry Harmon), entre os anos de 1980 e 1982. Depois vieram Luís RicardoCharles MyaraArlindo BarretoNani Souza,Décio RobertoMarcos Pajé e Jean Santos. Décio Roberto foi o último ator a interpretar Bozo antes de o programa sair do ar devido a não renovação do direito da licença do personagem com Larry Harmon Pictures, detentora dos direitos autorais do palhaço.
No início, havia um revezamento de atores na interpretação do palhaço. Em São Paulo, por exemplo, em 1983, os atores eram Luís Roberto e Arlindo Barreto. Já na TVS no Rio, Charles Myara e Nani Souza divertiam a criançada na pele do Bozo. A partir de 1985 o programa passou a ser produzido somente em São Paulo.
O programa do Bozo teve vários formatos, mas o primeiro era um circo. Depois vem a fase em que Bozo ficava sozinho no estúdio. Sentado em uma cadeira ele chamava os desenhos, promovia sorteios e brincava com as crianças que telefonavam para participar dos jogos, e consequentemente ganhar prêmios. Aliás, como o programa era ao vivo, Bozo sofreu alguns trotes que até hoje são clássicos.
Quando o programa ganhou auditório, Bozo recebia seus amiguinhos com uma música. Quem teve o Bozo como companhia durante a sua infância com certeza cantou muito e até hoje se lembra da letra de “1, 2, 3… Vamos Lá!”.

Tema de Abertura
Alô Criançada o Bozo chegou
Trazendo alegria pra vocês e o vovô
Estamos trazendo muito amor
1, 2, 3 e vamos nós
Eu sou o palhaço, meu nome é Bozo
Bozo, Bozo, vamos brincar
Sempre rindo eu e vocês
Eu sou o Bozo o palhaço de todos vocês
Vamos amigos vamos cantar
La, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la
Cantar e alegria
Cantemos também
Cantem, cantem, como nós…
Estamos prontos vamos nós
Cantem comigo, brinque também
Fiquem rindo isso é bom
Suas risadas são tão legais
Fiquem rindo igual a mim
Eu sou o Bozo o palhaço de todos vocês.

Bozo não apresentava o programa sozinho. Ele tinha a companhia de personagens como Vovó Mafalda, Papai Papudo, Salci Fufú e o gorila King Bozo. Também não faltavam os fantoches Maroca, Candinha, Zico, Zecão e outros. Entre as brincadeiras famosas destaque para a "Bozo Corrida", a divertida brincadeira de corrida de cavalinhos que inspirava crianças a gritar a cor preferida do animal diante da TV e a torta na cara. Ah! Também tinham Bozo Memória e Batalha Naval.
Apesar de estar fora do ar desde 1991, Bozo não foi esquecido pela emissora de Silvio Santos, e em 21 de maio de 2011, ele foi homenageado no Festival SBT 30 Anos, em um programa de 75 minutos de duração. Luiz Ricardo foi quem voltou a vestir a roupa do palhaço após 20 anos. No mesmo ano, o SBT assinou contrato com a Larry Harmon Pictures para que o palhaço voltasse ao ar no Brasil.
Antes de voltar com o seu programa, em 2012, Bozo passou por um período de testes no comando do Bom dia & Cia juntamente com outros apresentadores, e chegou a incomodar a concorrência. No entanto, somente no início de 2013 é que Silvio Santos decidiu ressuscitar o palhaço Bozo. O anúncio de que Bozo voltaria à grade da emissora foi anunciado com pompa e circunstância. Ele veio para substituir o Sábado Animado.
Bozo voltou acompanhado dos personagens Vovó Mafalda, Papai Papudo, Salci Fufú e os bonecos Zecão, Lili, Maroca e Macarrão. O cenário colorido, as brincadeiras, a alegria, e os hits Tumbalacatumba,Chuveiro, Chuveiro e 1, 2, 3… Vamos Lá também estavam no novo programa. Parecia que a velha fórmula iria funcionar mais uma vez!
Programa do Bozo
Com a volta de Bozo, o objetivo era apelar para a nostalgia, fazendo com que os adultos que acompanharam o programa quando criança pudessem trazer para a frente da televisão um novo público, ou seja, seus filhos, conquistando assim uma nova geração de telespectadores. No entanto, o sucesso não foi o mesmo, a audiência não correspondeu ao esperado pela emissora, apesar de conseguir ficar em segundo lugar várias vezes, e Silvio Santos resolveu aposentá-lo. O programa Bozo nas manhãs de sábado, das 9h às 12h45, durou apenas três meses (de 16 de fevereiro a 4 de maio).
Mas, como o contrato com a Larry Harmon Pictures, que cedeu os direitos do palhaço e de um desenho homônimo para a emissora, continua até 2014, Bozo e Vovó Mafalda não foram demitidos e passaram a apresentar o infantil Bom Dia & Cia, num rodízio com outros apresentadores como os atores de Carrossel e os palhaços Patati Patatá. Mais tarde Vovó Mafalda foi trocada por Papai Papudo para acompanhar o Bozo. Assim sendo, O Bom Dia & Cia é exibido nas manhãs de sábado em esquema de revezamento com o Sábado Animado.
Vovó Mafalda – Carismática, carinhosa com todos e sempre bem-humorada. Era interpretada por Valentino Guzzo.
Papai Papudo – Simpático palhaço velhinho que faz o tipo de humor pastelão. Interpretado pelo comediante Gibe. Em 2013, Murilo Bordoni era seu novo intérprete.
Salci Fufú – Inventor mal-humorado, somente ele acredita em suas invenções sem utilidade. Era interpretado pelo comediante Pedro de Lara. Em 2013, o personagem ganhou nova roupagem e intérprete, Marcelino Leite.
Zecão é um cachorro inocente, o melhor amigo de todos. Adora cantar rap.
Lili é uma cobrinha muito educada e elegante. Defende seus amigos com fervor.
Maroca é uma papagaia egocêntrica e de voz esganiçada. Acha que é melhor em tudo o que faz.
Macarrão é um ser bem-humorado, sarcástico. Tira onda com todo mundo.

domingo, 5 de julho de 2015

Xou da Xuxa

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Com o bordão “beijinho, beijinho e tchau, tchau”, Xuxa se despedia dos "baixinhos" que participavam e que acompanhavam o seu programa pela televisão, o Xou da Xuxa. O bordão virou febre, se tornando uma das marcas mais fortes da apresentadora gaúcha, nascida na cidade de Santa Rosa, que alcançou o estrelato após trocar a antiga Rede Manchete pela TV Globo, no ano de 1986, para apresentar o Xou da Xuxa.
Quando a apresentadora do programa infantil foi para a TV Globo ela já fazia bastante sucesso com a criançada, mas é inegável que o auge da sua carreira foi realmente o Xou da Xuxa. O programa que estreou em 30 de junho de 1986 se tornou um marco na história da televisão brasileira no segmento infanto-juvenil e marcou toda uma geração de baixinhos e de altinhos.
O Xou da Xuxa foi sem dúvida o principal programa infantil dos anos 80, tornando-se líder de audiência em pouco tempo no seu horário. Apresentado pela manhã, de segunda a sábado, o programa foi um "suxesso" desde o primeiro dia em que foi exibido na TV Globo, transformando a apresentadora Xuxa Meneghel em um fenômeno durante as décadas de 80 e 90 e, consequentemente, no maior ídolo infantil do país.
Palco xou da xuxa
Linda, loura e de olhos azuis, Xuxa encantava a todos. Os olhinhos das crianças brilhavam cada vez que ela surgia na tela da televisão, e era difícil tirá-las de frente da TV antes que o programa terminasse. As crianças ficavam hipnotizadas pela “Rainha dos baixinhos”, apelido que Xuxa ganhou porque se referia às crianças como "baixinhos". Todas queriam participar do Xou da Xuxa e estar ao lado dela.
O programa parecia um conto de fadas, comandado por uma princesa, uma fada madrinha. E se nos contos de fada, as princesas usavam carruagens, no Xou da Xuxa, ela surgia de uma nave cor-de-rosa, cantando "Amiguinha Xuxa". A mesma nave a levava embora ao final do programa. Nos primeiros minutos do seu programa, Xuxa tinha como ritual dar os parabéns aos aniversariantes do dia com a música "Parabéns da Xuxa" e também de fornecer dicas de alimentação saudável para as crianças enquanto tomava seu café da manhã ao som de "Quem quer pão".
Gravado no Teatro Fênix, no Rio de Janeiro, o programa parecia um parque de diversões, pois reunia brinquedos como mini roda gigante, carrossel, escorregador e gangorra. Assim, as crianças tanto podiam participar das bricadeiras comandadas por Xuxa como também se esbaldar nos brinquedos que faziam parte do cenário. Além do mais, tudo era muito colorido e divertido. O programa reunia ainda brincadeiras (cabo de guerra, por exemplo) e gincanas que as crianças adoravam. Eram sempre meninos contra meninas. O programa tinha ainda sorteio de cartas através das quais as crianças ganhavam brinquedos, e, é claro, os números musicais, tanto de Xuxa quanto de artistas que faziam sucesso nos anos 80.
O Xou da Xuxa contabilizou 2 mil programas e durou seis anos. A última exibição foi no dia 31 de dezembro de 1992.
Ficar perto da Xuxa era um sonho para meninas, meninos e adolescentes. E alguns conseguiram realizar esse sonho indo trabalhar no programa. Como eram muitas crianças por gravação, Xuxa precisava de gente para auxiliá-la, principalmente com as crianças que iriam participar das brincadeiras. Foi assim que surgiram as Paquitas, as assistentes de palco. Na verdade, elas surgiram quando Xuxa ainda trabalhava na antiga TV Manchete, mas o grande boom de Paquitas foi mesmo na TV Globo.
As meninas escaladas para trabalhar ao lado da Xuxa estavam na pré-adolescência, por volta dos 10 aos 15 anos. Elas ficavam no programa até o início da vida adulta, entre os 17 e os 20 anos, quando eram substituídas por outras meninas. As escolhas eram feitas através de testes e as vagas eram disputadíssimas. Todas as adolescentes queriam ser Paquitas e trabalhar ao lado de Xuxa. Coincidência ou não, todas eram louras, assim como ela.
Paquitas
Inicialmente, as Paquitas seriam somente assistentes de palco, mas foram lançadas como um grupo musical, fazendo também um enorme sucesso com a criançada. A canção "Fada madrinha (É tão bom) se tornou praticamente a canção-hino das Paquitas, sendo a primeira música a ser associada ao grupo. O sucesso da música dura até hoje. Além do mais, com o tempo a função de Paquita passou a ser encarada como uma profissão. Afinal, era preciso saber cantar, dançar, atuar e se comunicar com o público, sob a supervisão da exigente diretora Marlene Mattos.
Foram muitas as meninas que se tornaram Paquitas. No entanto, tanto a primeira quanto a segunda geração de Paquitas foi a mais marcante. Dos dois grupos sairam nomes como Andréa Veiga, Andréa Faria, Ana Paula Guimarães, Luciana Vendramini, Louise Wischermann, Letícia Spiller e Roberta Cipriani. Todas eram conhecidas por seus apelidos (Paquita, Xiquita Sorvetão, Catuxa, Pituxa Alemã, Pituxa Pastel, Xiquitita Surfista). Algumas ex-Paquitas seguiram na televisão e se tornaram atrizes como é o caso de Letícia Spiller, Luciana Vendramini, Bianca Rinaldi, Juliana Baroni, Bárbara Borges, Monique Alfradique e Graziella Schmitt.
As Paquitas também influenciaram uma geração de adolescentes, tanto que a sua roupa de soldadinho de chumbo é uma das mais lembradas até hoje. Além do mais, elas também emplacaram sucessos e as músicas que marcaram os anos 80 ainda são muito lembradas e cantadas a plenos pulmões nos karaokês ou nas reuniões e festas que lembram os anos 80.
O sucesso das Paquitas foi tanto que em 1989 foi criada a versão masculina das assistentes da Xuxa, os Paquitos. Os primeiros a fazerem parte do grupo foram Alexandre Canhoni, Robson Barros, Marcelo Faustini, Egon Júnior (Gigio), Cláudio Heinrich e Yuri. Assim como as Paquitas, os Paquitos formaram um grupo e lançaram carreira musical, porém, diferentemente da versão feminina do grupo, eles só gravaram um disco. Alguns também enveredaram pelo mundo artístico e se tornaram atores, como Marcelo Faustini e Cláudio Heinrich.
Além das Paquitas e dos Paquitos, o Xou da Xuxa contava com um elenco de personagens como Dengue, Praga, Irmãs Metralha, os bonecos Moderninho e Frentinha, o cachorro Xuxo, entre outros. O programa contava ainda com a repórter-mirim Duda Little, que realizava entrevistas para o quadro Jornal da Xuxa com personalidades, como o campeão de Fórmula 1 Ayrton Senna.
Tudo o que a Xuxa falava e o modo como se vestia influenciava as crianças. O figurino de Xuxa era uma atração à parte. Suas roupas curtas e coloridas eram desejadas e copiadas, porém sua marca registrada eram as minissaias, as xuquinhas (usadas para prender o cabelo), as botas de couro e as ombreiras (estas típicas dos anos 80). Um sucesso. Crianças de todos os níveis sociais queriam se vestir igual à Xuxa.
Xuxinha
Como não poderia deixar de ser, Xuxa lançou inúmeros produtos com a sua marca (foram mais de 200 produtos lançados). Muitos foram sucesso de vendas, como as bonecas que se tornaram um recorde de vendas, tanto no Brasil quanto no exterior. Foram muitas as versões, como Xuxinha Verão, Geração 90, Volta ao Mundo, Romântica, entre muitas outras. Também foram licenciados pela marca Xuxa outros brinquedos, cosméticos, material escolar, entre muitos outros.
Desde 1984, Xuxa vem lançando discos. Nos anos 80, Xuxa lançou seis discos, e na década seguinte foram 10. Com a grande vendagem de discos, Xuxa conquistou discos de ouro, platina e diamante. A partir de 2000, ela iniciou o projeto Xuxa só para Baixinhos, voltado para o público infantil. Além dos projetos de discos para o Brasil, Xuxa também lançou discos no mercado latino.
Hoje, os produtos da Xuxa são uma relíquia, sendo guardados com muito carinho pelos fãs. 

Maria da Graça Meneghel, mais conhecida como Xuxa, nasceu no dia 27 de março de 1963, na cidade de Santa Rosa, interior do estado do Rio Grande do Sul. O apelido Xuxa, foi dado pelo seu irmão Bladimir quando ela nasceu. Em 1998, a apresentadora o incluiu em seu nome oficial.
Aos sete anos, Xuxa se mudou para o Rio de Janeiro com sua família, já que seu pai era militar. Primeiro ela morou em Santa Cruz e depois no bairro de Bento Ribeiro, subúrbio do Rio.
Durante uma viagem de trem, Xuxa foi descoberta aos 15 anos por um funcionário da Bloch Editores que ficou encantado por sua beleza. Ela fez um teste como modelo e, aos 16 anos, começou a sua carreira, estampando pela primeira vez a capa de uma revista, a Carinho. O sucesso foi imediato e Xuxa começou a ser chamada para estampar diversas capas de revista do país. Xuxa foi uma das mais famosas modelos dos anos 80, tendo trabalhado não somente no Brasil mas também exterior, tendo sido contratada pela Ford Models EUA, uma das maiores agências de modelo da época. Como modelo, Xuxa estampou revistas masculinas, tendo, inclusive, posado nua para um ensaio da Playboy, em dezembro de 1982.
Enquanto trabalhava como modelo nos Estados Unidos, Xuxa foi convidada pelo diretor Maurício Sherman para apresentar o programa infantil Clube da Criança, na antiga TV Manchete. Xuxa tinha 20 anos e aceitou o convite. Como ainda era modelo, se dividia entre Nova York, durante a semana, e o Brasil, nos finais de semana – quando gravava o programa. Xuxa ficou três anos na Machete, se transferindo, então, em 1986, para a TV Globo, onde permanece até hoje.
Além do Xou da Xuxa, apresentou os seguintes programas: Bobeou, Dançou (um quadro do Xou da Xuxa que devido ao sucesso se transformou em um programa); Xuxa Star; Paradão da Xuxa; Programa Xuxa; Xuxa Park, Xuxa Hits; Planeta Xuxa; Xuxa no Mundo da Imaginação; Conexão Xuxa e TV Xuxa.
A Xuxa
O sucesso de Xuxa ultrapassou fronteiras e ela conquistou o mercado de língua espanhola. Na Argentina, Xuxa só não é mais amada do que no Brasil. Seu sucesso com as crianças latinas foi tanto que em 1991 foi produzido uma versão espanhola do programa Xou da Xuxa, o El Show de Xuxa, transmitido para 17 países da América Latina. A transmissão era feita pela televisão argentina Telefe. O programa ficou dois anos no ar. Os norte-americanos também assistiam a versão espanhola do Xou da Xuxa através da rede Univisión. Na Espanha, foi a vez de Xuxa apresentar o Xuxa Park, em 1994, que, posteriormente, foi lançado pela TV Globo. O Xou da Xuxa também ganhou uma versão em inglês nos Estados Unidos, em 1993. O programa tinha meia hora de duração e reunia brincadeiras, números musicais e quadros educativos. Um pool formado por cerca de 100 emissoras transmitia o programa diariamente.
Xuxa
Além dos programas de televisão e dos discos gravados, Xuxa já vem atuando no cinema, já tendo feito 20 filmes, sendo 18 infantis e dois adultos, realizados no início da sua carreira. Os primeiros filmes infantis foram ao lado de Os Trapalhões, sendo o de maior sucesso o filme "A Princesa Xuxa e os Trapalhões". No cinema, Xuxa decidiu investir em filmes protagonizados por ela mesma. O primeiro deles foi "Super Xuxa Contra o Baixo Astral" (1988), de Anna Penido. Mas, o de maior sucesso até hoje foi "Lua de Cristal" (1990), de Tizuka Yamasaki, que foi visto por 5 milhões de espectadores.
Xuxa tinha o sonho de ser mãe e este foi realizado no dia 28 de julho de 1998, quando ela deu à luz Sasha Meneghel Szafir, fruto do seu relacionamento com o empresário e ator Luciano Szafir.
Se sua carreira era um livro aberto, o mesmo não se pode dizer de seus relacionamentos. Somente alguns vieram a público e foram confirmados pela Rainha dos Baixinhos, que teve alguns namorados famosos. O primeiro foi o jogador de futebol Pelé, com quem ficou por cerca de 7 anos. Eles se conheceram no início da carreira de modelo de Xuxa, nos anos 80. Com Ayrton Senna, piloto de fórmula 1 que morreu em um trágico acidente em 1994, Xuxa disse ter vivido uma das suas maiores paixões. Xuxa e Senna assumiram o namoro em 1988 e ficaram juntos até maio de 1990. Em 2011, começaram as especulações sobre um possível romance entre Xuxa e Vítor, da dupla sertaneja Vítor e Léo. Os dois negaram o romance e afirmaram que eram apenas bons amigos. Atualmente (2013), Xuxa parece estar namorando o cantor e ator Junno Andrade.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Balão Mágico

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O Balão Mágico foi um dos principais programas infantis nos anos 80, tendo marcado uma geração de crianças que se divertiam assistindo desenhos animados como Smurfs, Popeye, Bam-Bam e Pedrita, Pernalonga, Os FlintstonesHe-Man, Mulher Aranha, Superamigos, Zé Colméia, Flash Gordon e O Homem Pássaro. O programa utilizava pequenas histórias para apresentação dos desenhos, além de dramatizações. A diretora do Balão Mágico, Rose Nogueira e a poeta Lúcia Vilares eram as responsáveis pelas histórias.
Exibido pela Rede Globo nos anos 80, o Balão Mágico era produzido em São Paulo e durou cerca de três anos, entre março de 1983 e junho de 1986. As crianças eram as estrelas do programa infantil, e aliás, este foi um dos primeiros infantis da TV brasileira a ser apresentado por crianças. O programa teve altos índices de audiência durante o tempo em que foi exibido.
Inicialmente, o Balão Mágico tinha como apresentadores a menina Simony, de apenas 5 anos de idade, e Fofão, uma espécie de "cachorro extraterrestre", interpretado pelo artista plástico Orival Pessini. Depois veio o personagem Cascatinha (interpretado por Castrinho) e as crianças Tob, Mike, Jairzinho, Luciana, Marcinho e Ricardinho. Em 1982, antes de estrear o Balão Mágico na televisão, Simony já fazia parte do grupo infantil A Turma do Balão Mágico, também formado por Mike e Tob. O disco lançado pelo grupo foi um sucesso tão grande que, em 1983, a TV Globo convidou Simony para estrelar o programa Balão Mágico.
Nos programas iniciais do Balão Mágico, Fofão não falava, emitindo apenas sons que eram interpretados por Simony. Com o tempo, os dois passaram a dialogar. Enquanto Simony estava as voltas com as lições da escola, Fofão sentia falta das brincadeiras com a amiguinha, por isso buscava alguém com quem brincar. A solução encontrada para acabar com a solidão de Fofão foi a criação de Fofinho, boneco de pano confeccionado por Fofão, idealizado por Orival Pessini e interpretado por Tob, integrante do grupo musical. Mike, outro integrante do grupo infantil, também chegou para participar da atração.
Mesmo com meia hora de duração, o sucesso do programa foi imediato, fazendo com que ele passasse, a partir de 1983, a ser apresentado de segunda a sábado (quando estreou era exibido de segunda a sexta) nas manhãs da Rede Globo, com 1h40 de duração. Foi também em 1983 que Castrinho estreou no programa o personagem Cascatinha, um menino dentuço e barrigudo, lançado no humorístico Chico City (1973).
Durante as férias de Simony, em 1984, a menina Luciana Benelli, de 4 anos, passou a comandar o programa infantil. Quando Simony retornou à atração, Luciana continuou apresentando o programa ao lado dela. Ainda em 1984, o programa ganhou nova abertura, novos cenários e desenhos. Num cenário de 15m de comprimento, as crianças brincavam e se divertiam entre casinhas de abelhas, cachoeiras, riachos, montanhas e um balão azul. Foram introduzidas no programa dicas de mágicas, crochê e atividades artesanais.
A passagem do Cometa Halley pela órbita da Terra, em 1985, foi motivo para que o programa recebesse a visita do personagem Halleyfante – uma espécie de elefante-robô extraterrestre, interpretado pelo ator Ferrugem, e que tinha como objetivo defender a ecologia. No mesmo ano o menino Jairzinho, filho do cantor Jair Rodrigues, se juntaria ao grupo de apresentadores.
O sucesso do grupo infantil A Turma do Balão Mágico (chegou a atingir 10 milhões de cópias vendidas) fez com que fossem produzidos alguns especiais musicais para o programa. Destaque para "Superfantástico", com a participação de Djavan; "Amigos do Peito", com Fábio Jr; "É tão lindo", com Simony e Roberto Carlos; e "Baile dos Passarinhos", com Jane Duboc, entre outros. Em 1985, também foi produzido o especial Amigos do Peito. Nos últimos meses de exibição, o Balão Mágico foi apresentado apenas por Cascatinha e Jairzinho. E no dia dia 28 de junho de 1986, o Balão Mágico ia ao ar pela última vez. Logo depois estreou o Xou da Xuxa. Até hoje muito adulto sente saudades daquela época.
Uma das atrações do Balão Mágico era sem dúvida o Fofão (criado por Orival Pessini para apresentar o Balão Mágico ao lado de Simony), que ganhou a simpatia de crianças e adultos na década de 80. Vindo de um planeta chamado "Fofolândia", ele era um ser misto de homem, cachorro e ser intergaláctico. O personagem usava uma máscara com bochecas enormes criada pelo próprio Orival. Seu visual era composto ainda por uma roupa de jardineira. De início, ele não falava, apenas emitia sons. Mas, devido a alta popularidade do personagem, ele foi ganhando cada vez mais espaço no programa. Com o enorme sucesso que fazia entre a criançada, o personagem acabou virando um boneco. Na época, chegaram a ser vendidos cerca de 4 milhões de bonecos. Fofão gravou ainda discos e teve diversos produtos licenciados com o seu nome.
Depois do fim do Balão Mágico, Fofão ganhou um programa diário na Rede Bandeirantes: a TV Fofão, no qual apresentava quadros humorísticos, musicais e desenhos animados. O programa ficou no ar por quase quatro anos, de 1986 a 1989. Em 1989, o personagem protagonizou o filme Fofão e a Nave Sem Rumo. A TV Fofão voltaria ao ar entre 1994 e 1996 novamente pela Rede Bandeirantes. Em seguida, teve uma rápida passagem pela TV Gazeta, quando a emissora ainda mantinha parceria com a CNT. A última vez que o personagem apareceu em um programa de televisão foi na Escolinha do Gugu, na Record.


Simony (Simony Benelli Galasso) – Única apresentadora que ficou no programa desde o início até ao final do Balão Mágico. Com o fim do Balão Mágico, lançou um álbum ao lado de Jairzinho. Depois lançou carreira solo. Apresentou dois programas infantis: Nave da Fantasia, na antiga TV Manchete, e Dó, Ré, Mi, Fá Sol, Lá, Simony, no SBT.
Fofão (Orival Pessini) – Personagem criado pelo artista plástico Orival Pessini que encantou a garotada nos anos 80.
Tob / Fofinho (Vimerson Cavanillas Benedicto) – Saiu do grupo porque completou 14 anos em 1985. Gravou um disco solo. Formou-se em ator de teatro.
Cascatinha (Castrinho) – O personagem Cascatinha interagia com os apresentadores do Balão Mágico.
Mike (Michael Biggs) – Filho do inglês Ronald Biggs, que ficou famoso após ter assaltado um trem pagador na Inglaterra em 1963. Mike toca músicas brasileiras na Inglaterra.
Jairzinho (Jair Oliveira) – Filho do cantor Jair Rodrigues, Jairzinho ficou no Balão Mágico até o final. Seguiu breve carreira musical com Simony após o término do programa Balão Mágico. Depois foi estudar música nos Estados Unidos. De volta ao Brasil e à música, adotou o nome de Jair Oliveira, e hoje é cantor, compositor e produtor de discos.
Luciana (Luciana Benelli) – Prima de Simony. Substituiu Simony durante as suas férias no programa e depois foi uma das apresentadoras do Balão Mágico. Desistiu da carreira artística.
Ricardinho (Ricardo) – Substituiu Tob no grupo musical Balão Mágico.
Marcinho (Márcio Nasser Medina) – Substituiu Mike no grupo musical Balão Mágico. Atualmente é Mestre em Ensino de Física. Escreve, adapta e produz peças teatrais sobre ciências.
Halleyfante (Ferrugem) – o ator Ferrugem interpretou em 1985 um elefante-robô inspirado na passagem do Cometa Halley.

sábado, 18 de abril de 2015

Programas de TV dos Anos 80 - Chaves

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Em 1984, o SBT levava ao ar apenas 13 episódios da série de comédia mexicana,Chaves, que posteriormente se transformaria num dos maiores sucessos de audiência da emissora paulista. Sucesso em vários países, Chaves foi criado e protagonizado por Roberto Gómez Bolaños que interpretou omenino órfão de oito anos que vive dentro de um barril, numa vila. Mesmo tendo adultos interpretando crianças, Chaves foi escrito para o público adulto, no entanto as crianças logo se encantaram pelo personagem e pelos outros moradores da vila, as crianças Chiquinha e Quico, e os adultos Seu Madruga,Seu BarrigaDona FlorindaDona ClotildeProfessor Girafales, entre outros. Por isso, foi decidido que o programa seria direcionado para o público em geral, sem restrições.
Apesar de a vila ser o núcleo central do seriado onde moram os principais personagens, também foram desenvolvidas histórias fora da vila, como na escolhinha do Professor Girafales, onde as crianças estudam e interagem com outros garotos; um hotel em Acapulco e o restaurante de Dona Florinda, que é um antigo bar comprado por ela. Produzida pela Televisión Independiente de México (posteriormente, Televisa), Chaves estreou em 20 de junho de 1971 no Canal 8 e ficou no ar até janeiro de 1992. Opersonagem Chaves, juntamente com a Chiquinha, surgiu no programa Chespirito, que também era desenvolvido pelo comediante Roberto Bolaños. Como o programa passou de meia hora para uma hora, foram criados novos quadros e personagens. Foi desta forma que surgiu a Vila do Chaves, local onde crianças aprontavam diversas travessuras e infernizavam a vida dos adultos.
Em 1973, o seriado foi difundido em vários países da América Hispânica, sempre com altos índices de audiência. Dois anos depois, as estimativas chegavam a mais de 350 milhões de telespectadores a cada semana. O sucesso era tanto que o elenco realizou uma turnê internacional e se apresentou nos países onde Chaves era exibido na época. Mais um sucesso de público.
A briga por direitos autorais fez com que o ator Carlos Villagrán, intérprete do Quico, se desentendesse com Bolaños. Por isso, em 1978, Villagrán deixou o programa. No ano seguinte, Ramon Valdés, o Seu Madruga, também deixou o elenco de Chaves devido a razões pessoais. No entanto, Valdés retornou ao programa pouco tempo depois. Apesar de o seriado ter sido exibido pela última vez em 1º de janeiro de 1980, Chaves se tornou, posteriormente, um quadro do programa Chespirito, ficando no ar, portanto, até 12 de junho de 1992.
Em 2006, estreou a versão de Chaves em desenho animado. No entanto, nesta versão, a personagem Chiquinha não aparece. Isto porque a atriz Maria Antonieta de las Nievestambém se desentendeu com Bolaños por causa de direitos autorais.
Com o grande sucesso de Chaves até hoje, foram lançados alguns produtos derivados do programa, como o livro El diario del Chavo del Ocho, aplicativos para Facebook, dispositivos móveis da Apple e um vídeogame para Wii lançado em 2012, além do musicalEl Chavo animado – Show en vivo (estreado em 2010).


Um menino órfão de apenas oito anos conquistou uma legião de fãs em todo o mundo. Seu nome é Chaves e ele mova em uma vila, mas precisamente na casa de número oito. No entanto, na maior parte do tempo ele gosta de ficar no seu esconderijo secreto: um barril de madeira. Chaves adora comer, seu apetite parece infinito e ele faz de tudo por um sanduíche de presunto ou por um pirulito.
Ingênuo, Chaves sempre se mete em confusões, mas às vezes ele acaba se envolvendo nelas "sem querer, querendo", como ele mesmo gosta de afirmar. Suas brincadeiras com os amigos Quico e Chiquinha por vezes acabam ocasionando mal-entendidos e discussões com os vizinhos, incluindo Seu Madruga, Dona Florinda e Dona Clotilde. No entanto, os desentendimentos são levados para o lado cômico. Chaves procura mil e uma maneiras para ganhar dinheiro, por isso faz de tudo um pouco: trabalha como engraxate, é servente de garçom, vende refrescos e faz bicos para os demais habitantes da vila. O garoto é apaixonado pela menina Paty, sobrinha da vizinha Glória.
Além de "Foi sem querer, querendo", Chaves tem outras frases marcantes como "Me escapuliu", "Isso, isso, isso, isso", "Tá bom, mas não se irrite!", "Ninguém tem paciência comigo…", "Zás!… zás!… zás!" e "Ah, bom; assim, sim!".
A vila onde Chaves mora é do seu Seu Barriga, dono do cortiço e tem como alguns moradores Seu Madruga, Dona Neves e Dona Clotilde. Seu Madruga é como se fosse um pai para Chaves, e como tal de vez em quando aplica alguns cascudos no garoto. Viúvo, Seu Madruga é pai de Chiquinha. Ele vive em dificuldades financeiras e está sempre endividado, por isso não paga o aluguel há 14 meses, mas sempre arranja um jeito de fugir das cobranças do Seu Barriga. Aliás, quando Seu Barriga chega para cobrar o aluguel de seus inquilinos, ele é prontamente incomodado pelas crianças.
Seu Madruga é um homem preguiçoso e ignorante, mas é simpático. É o alvo preferido das brincadeiras das crianças, que adoram lhe dar apelidos. Costuma estar sempre no lugar errado e na hora errada, já que é responsabilizado por alguma travessura de Chaves quando o menino Quico começa a chorar. Por causa disso, para defender o seu filho, Dona Florinda sempre lhe dá um tapa no rosto. Dona Clotilde é apaixonada por seu Madruga e vive tentando conquistá-lo pelo estômago.
Chaves Barril
A filha de seu Madruga, Chiquinha, é o oposto do pai. Baixinha e semelhante a Chaves fisicamente, ela é esperta, inteligente e travessa. Tem como características físicas usar óculos e não ter alguns dentes. Ela exerce liderança sobre as outras crianças da vila. Apaixonada pelo Chaves, ela vive espalhando pela vila que um dia irá se casar com ele. No entanto, ela também é invejosa, não suportando Pópis, prima de Quico, e Paty, por quem Chaves é apaixonado.
Dona Florinda e Quico moram ao lado da casa de seu Madruga. O menino de oito anos é órfão de pai, que era marinheiro e morreu em alto mar. Ele se veste como seu pai, ou seja, sempre com um traje de marinheiro. Ao contrário de Chaves, Quico é um menino caprichoso, teimoso, mimado e invejoso. Vive esnobando as outras crianças da vila por ter condição financeira melhor do que a delas.
A mãe de Quico, Dona Florinda, é esnobe, e se acha superior a todos os moradores da vila, chamando-os de "gentalha". Mas, quando é para defender seu filho parte para a baixaria e estapeia seu Madruga sempre que encontra seu filho chorando. Ela é apaixonada pelo Professor Girafales. Mal-humorada, Dona Florinda se torna um doce de mulher quando recebe a visita do seu amor.
Outra moradora da vila é Dona Clotilde, mais conhecida como a Bruxa do 71 (número da sua casa). Apaixonada pelo seu Madruga, vive correndo atrás dele.
Além dos moradores habituais, a vila recebia as visitas de Nhonho, filho do Seu Barriga; do Professor Girafales, que "carinhosamente" era chamado pelas crianças de "Professor Linguiça"; e do carteiro Jaiminho.


A relação do seriado Chaves com os telespectadores brasileiros é especial e de muito amor. O seriado começou a ser exibido nos anos 80, no programa infantil do palhaçoBozo, no SBT. Somente foram comprados 13 episódios. Até a chegada de novos episódios em 1988, a emissora paulista reprisava os episódios iniciais.
Em 1990 e 1992, o SBT comprou os últimos lotes de episódios, inclusive os capítulos da fase até 1979/1980, quando o seriado foi ao ar pela última vez como sitcom própria.
O sucesso de Chaves no Brasil foi tanto nos anos 90, foi registrado o maior pico de audiência chegou a 36 pontos. E é claro que o seriado era exibido em horário nobre, para concorrer com a programação de outras emissoras. Após 19 anos no ar, o SBT retirou o programa da sua programação, entretanto, devido a intensa manifestação dos fãs do seriado, um mês depois, a emissora voltou a incluir os episódios de Chaves na programação. E o melhor é que foram ao ar alguns episódios não exibidos desde 1992.
Devido ao enorme sucesso que o seriado Chaves ainda faz no Brasil tanto com crianças da nova geração, como com os adultos, o SBT passou a exibir também o desenho animado Chaves.


Chaves (Roberto Gómez Bolaños) – Tem oito anos. É órfão, pobre, distraído e lento, mas criativo e bem intencionado. É um pouco ingênuo. Ninguém sabe seu nome verdadeiro.
Quico (Carlos Villagrán) – Tem nove anos. Possui bochechas enormes e, por isso, é sempre alvo dos garotos da vila que dizem que ele "tem bochechas de buldogue velho". Garoto mimado e superprotegido. É arrogante, invejoso e manipulador, embora tenha um bom coração. Sonha em receber uma bola quadrada.
Chiquinha (Maria Antonieta de las Nieves) – Menina esperta. É apaixonada por Chaves.
Seu Madruga (Ramón Valdés) – Pai de Chiquinha, vive fugindo das cobranças de 14 meses de aluguel, está sempre de mau humor por ser alvo das travessuras das crianças.
Seu Madroga ou Don Román (Germán Robles) – Primo do Seu Madruga.
Dona Florinda (Florinda Meza) – Mãe de Quico. Romântica, antissocial, impaciente e mal-humorada.
Pópis (Florinda Meza) – Garota fanha, sobrinha egoísta, infantil e mimada de Dona Florinda. Prima de Quico.
Professor Girafales (Rubén Aguirre) – Intelectual, educado e formal. Namorado de Dona Florinda.
Seu Barriga (Edgar Vivar) – Dono da vila onde mora Chaves.
Nhonho ou Febronio Barriga Gordorritúa (Edgar Vivar) – Menino estudioso, filho do Seu Barriga.
Godinez (Horácio Gómez Bolaños) – É o pior aluno da sala do Professor Girafales. É distraído e solitário.
Clotilde (Angelines Fernández) – Seu apelido era Bruxa do 71 por causa da forma de se vestir. Solteira, é apaixonada por Madruga.
Glória (Maribel Fernández e Regina Torné) – Tia de Quico.
Paty (Rosita Bouchot e Ana Lilian de la Macorra) – Sobrinha de Glória e por quem Chaves é apaixonado.
Jaiminho (Raúl Padilla) – Carteiro
Dona Neves (Maria Antonieta de las Nieves) – Bisavó de Chiquinha.
Seu Furtado (Luís Carlos de Moraes)
Malicha (Maria Luisa Alcalá) – Prima de Chiquinha.

domingo, 12 de abril de 2015

Chapolin

destaque

A série de televisão mexicana Chapolinfoi criada pelo ator e escritor Roberto Gómez Bolaños, em 1970, tendo começado como um quadro do programa Los Supergenios de la Mesa Cuadrada, na TV TIM (Televisión Independiente de México). Juntamente com Bolaños participavam do programa os atores Rubén Aguirre, María Antonieta de las Nieves e Ramón Valdés.
A partir de 1972 e até 1979, Chapolin passou a ter um programa próprio (uma sitcom), pela Televisa. Depois, de 1980 a 1993, a série fez parte do Programa Chespirito, que possuía vários quadros. No Brasil, a série mexicana começou a ser exibida nos anos 80 na TVS (posteriormente, SBT).
A popularidade de Chapolin até hoje é muito grande, tendo o seriado alcançado grandes índices de audiência na América Hispânica, no Brasil, nos Estados Unidos e em muitos outros países. Aliás, em 2010, o programa completou 40 anos ininterruptos de exibição na televisão mundial. Um estrondoso sucesso, mesmo a maioria dos episódios ter sido produzida nos anos 70.
O nome Chapolin tem origem curiosa. Seu nome original, "Chapulín", (possivelmente de origem idiomática Nahuatl ou Asteca), é oriundo de uma espécie de gafanhoto, pertencente ao gênero Sphenarium, bastante popular no México, sendo utilizada como iguaria. Já o personagem explica desta forma a origem do seu nome. Seu pai chamava-se "Pantaleon Colorado y Roto" (Calça Vermelha e Curta) e sua mãe "Luisa Lane" (piada ao nome Lois Lane de Superman). Seu padrinho estudava e colecionava insetos, e escolheu quatro nomes de insetos "Chapulin" (Gafanhoto), Libélula, Escarabajo (Escaravelho) e Gorgojo (Caruncho). Eles foram escritos em pedaços de papeis, colocados dentro de um chapéu e foi pedido que alguém sorteasse. Ao sair "Chapulin", este foi escolhido para o batismo. Assim sendo, o seu nome completo é "Chapulín Lane Colorado".


Os brasileiros começaram a acompanhar as aventuras de Chapolin em 1984, quando Silvio Santos comprou alguns episódios das séries Chaves e Chapolin, além de novelas mexicanas da Televisa. Os episódios foram exibidos no programa infantil do palhaço Bozo. O sucesso foi imediato e, por isso, Chapolin ganhou espaço próprio na programação da emissora paulista, sendo exibido diariamente em dois horários, antes do programa Chaves. Somente 26 episódios estrearam na ocasião, e somente em 1988 o SBT comprou outro lote.
Em 1990, chegou mais um lote de episódios ao Brasil. E devido ao sucesso, Chapolin passou a ser exibido no horário nobre da emissora. Foram 76 novos episódios apresentados. Outros episódios inéditos somente estreariam entre 2005 e 2007. Dois anos depois, um novo lote foi adquirido pelo SBT, mas os programas somente foram exibidos em 2006. Aliás, após 13 anos de exibição praticamente ininterrupta, a partir de 1997, o seriado deixou de ir ao ar pelo SBT em dois horários diários regularmente e passou a ser exibido nos fins de tarde de segunda a sábado.
Nos anos 2000, o seriado foi exibido diversas vezes. A primeira vez foi entre 2001 e 2003, sempre de segunda a sábado na hora do almoço. Depois, entre 2005 e 2007 foram exibidos episódios inéditos após uma remixagem, mas o programa saiu do ar por falta de audiência. Em 2008, retornou a grade da emissora paulista, agora sendo exibido de segunda a sexta no mesmo horário do Jornal Hoje, da Rede Globo. Chapolin chegou a derrotar o jornalismo da emissora carioca, tendo marcado 12 pontos contra 11 da Rede Globo segundo o Ibope. Em maio de 2009 foi retirado do ar novamente, mas voltou ser ser exibido em janeiro de 2011, às 12h45. Mais uma vez, foi líder de audiência, ficando diversas vezes em primeiro lugar no Ibope. Chapolin não ficou muito tempo na programação do SBT e em dezembro do mesmo ano o seriado deixava de ir ao ar mais uma vez. Em 2013 foi feita uma nova tentativa e Chapolin estreou em fevereiro, porém em março já tinha saído do ar novamente.
Além do SBT, o canal pago Cartoon Network exibiu alguns episódios com a dublagem original em 2010, inclusive dois episódios inéditos "O Retrato do General Valdéz", 1976, e "A Herança", 1977. Em 2010, o canal TLN Network também passou a exibir Chapolin aos sábados. Chapolin deixou de ser exibido pelo Cartoon Network no fim de novembro de 2012.


Na série de televisão, Chapolin é um super-herói muito diferente dos criados pelos norte-americanos. Ele é medroso, feio, fraco, pobre, burro, covarde, tonto, desajeitado e mulherengo. No entanto, apesar de todas essas características ele supera seus medos e vence os inimigos. Chapolin se acha mais "super" do que o Superman, porém ele conta muito mais com a sorte do que com talento para defender os fracos e oprimidos. Devido ao fato de o personagem ser atemporal, ele podia aparecer enfrentando vilões no Velho Oeste ou na Idade Média.
Assim como qualquer outro super-herói, o "Chapolin Colorado" usava uma roupa especial: vestia-se com uma roupa vermelha, usava short amarelo e tinha antenas na cabeça, as chamadas "anteninhas de vinil", além do desenho de um coração amarelo com as iniciais CH em vermelho. As antenas, aliás, se conectavam com as terminações nervosas do corpo do herói, fazendo com que elas detectassem a presença de criminosos e outros seres malignos. Elas também tinham o "poder" de captar leituras de materiais tóxicos ou perigosos; captar ondas de rádio; receber pedidos de socorro; decodificar e traduzir idiomas e códigos secretos e ativar recursos bio-eletrônicos especiais presentes no corpo do herói, entre outros.
O humor inocente e infantil conquistou uma legião de fãs, assim como as suas frases de efeito. Assim que alguém estava em perigo e pronunciava a frase "Oh, e agora, quem poderá me defender?", Chapolin surgia de forma repentina e respondia "Eu!". Ele também adorava dizer "Não contavam com a minha astúcia", "Silêncio! Silêncio! Minhas Anteninhas de Vinil estão detectando a presença do inimigo! Vou fulminá-lo a golpes com a minha marreta!", "Sigam-me os bons!", "Se aproveitam da minha nobreza", "Muito ajuda quem não atrapalha!", entre outras. Além de contar com suas antenas de vinil, as armas de Chapolin para enfrentar os inimigos eram uma marreta biônica, uma corneta paralisadora (arma que quando tocada consegue fazer qualquer coisa parar) e pílulas de nanicolina (reduzem o seu tamanho em até 20 cm).
O fato de Chapolin ser tão desastrado e por vezes não notar coisas tão óbvias, bem a sua frente, pode estar no fato de que ele precisava usar óculos, pelo menos foi essa a explicação que ele deu em um dos episódios. Segundo Chapolin, uma regra do sindicato dos super-heróis proíbe o uso dos óculos quando em "serviço" (no episódio "Treinamento para Super-Heróis" ele mencionou que o Superman tirava os óculos antes de partir para a ação por causa desta regra, não para manter a identidade secreta). Mas, quem precisa de óculos, né? O charme do personagem era justamente ser confuso e atrapalhado.


Chapolin, Doutor Chapatin e Fausto (Roberto Gomes Bolaños)
Tripa Seca, Pirata Alma Negra, Pistoleiro Veloz, Racha Cuca, Super Sam, Engenheiro Camim, Mefistófeles e Abominável Homem das Neves (Ramon Valdez)
Quase Nada, Tonhão, Tchory, Fura Tripa e Louco (Carlos Villagrán)
Rosa, a rumorosa, Margarida e enfermeira (Florinda Meza)
Dona Neves (Maria Antonieta de Las Nieves)
Johnny, Porca Solta, Nenê e Matadouro (Ruben Aguirre)
Louca dos Dinossauros (Angelines Fernández)
Almôndega, Botina e Detetive Cannon (Edgar Vivar)
Pepe (Horácio Bolaños)
Pedreiro, Pepe (Raúl Chato Padilla)

sábado, 28 de março de 2015

Sítio do Picapau Amarelo

destaque

Que tal passar as férias em um sítio onde se pode brincar à vontade, comer jabuticaba tirada do pé da árvore, ou deliciosos bolinhos de chuva, ouvir histórias e ainda vivenciar aventuras inesquecíveis? Muitas crianças que acompanhavam os episódios do programa infantil Sítio do Pica Pau Amarelo invejavam Pedrinho e Narizinho que, durante suas férias na escola, visitavam o sítio da vovó Dona Benta, uma simpática velhinha que podia ser a nossa avó. E também provar os deliciosos bolinhos de chuva da tia Nastácia!
Era sensacional acompanhar aquelas aventuras… a imaginação voava longe com as coisas mágicas e personagens fantásticos que existiam no sítio. Tinha a Emília, a boneca de pano feita pela Tia Anastácia para Narizinho, que começou a falar pelos cotovelos após tomar a "pílula falante" do dr. Caramujo, e o sábio e intelectual Visconde de Sabugosa, boneco feito de espiga de milho que ganhou forma humana, e que sempre colocava um freio nas invencionices de Emília, uma boneca inteligente e muito esperta.
Outros personagens do sítio eram o Marquês de Rabicó (um porco guloso), com quem Emília se casa, o Burro Falante e o Quindim (um rinoceronte falante). Ah, e não se pode esquecer da Cuca e do Saci, que eram primos. Aliás, os atrapalhados e medrosos empregados do sítio, Zé Carneiro e Garnizé, se borravam de medo só em pronunciar o nome da Cuca e do Saci, dois personagens que mais divertiam do que assustavam a molecada. Tia Nastácia também morria de medo do Saci e da Cuca. Mas a Emília não se intimidava e enfrentava a Cuca de igual pra igual. E quem vencia, é claro, era a boneca de pano. Faltou também o Tio Barnabé, um preto velho sábio, com um cachimbo na boca que ensinou Pedrinho a caçar Sacis.
Toda vez que Emilia e sua turma querem se transportar de um lugar para outro ou de uma época para a outra, eles falam a palavra mágica "Pirlimpimpim". Pronto, mais que depressa eles apareciam na Grécia Antiga ou em qualquer outro lugar onde viviam grandes aventuras. Emília também dizia "Faz de conta…" para abrir portas, mudar o rumo da história.



Tudo bem que cada criança podia ter seu personagem favorito – eu por exemplo adorava a Cuca, vai entender. Mas é inegável que a Emília era a grande estrela do programa. A maioria das crianças adorava a boneca inteligente e faladeira. Tanto é que a boneca de pano era um sucesso entre as meninas, e, por isso, aEmília era um dos brinquedos mais pedidos nos anos 80.
Sítio do Picapau Amerelo foi transmitido pela TV Globo entre o final da década de 70 e o início dos anos 80. A criançada parava tudo o que estava fazendo e ficava ligada em frente à televisão para assistir aos episódios de 30 minutos. E como as histórias eram contadas em capítulos, a garotada fazia de tudo para não perder um episódio sequer. Em 2001 foi feita uma nova adaptação das histórias criadas por Monteiro Lobato. No entanto, cá pra nós, não tem como comparar, né? A primeira versão foi muito melhor, sendo mais original e importante para a teledramaturgia brasileira.
Bate uma saudade de tantas histórias… Me lembro até hoje do Minotauro, aventura passada na Grécia Antiga; de Os Doze Trabalhos de Hércules, também passada na Grécia; o Reino das Águas Claras (Narizinho se casa com o Príncipe Escamado), o nascimento do Visconde, entre outras. Até o Capitão Gancho resolveu aportar lá pelos lados do Sítio do Picapau Amarelo, assim como o Dom Quixote, personagem criado pelo escritor espanhol Miguel de Cervantes
Personagens do Sítio
Saudades também dos atores que interpretavam os personagens do escritor Monteiro Lobato, em cuja obra os episódios foram inspirados. Saudades de Zilka Salaberry (Dona Benta); Jacira Sampaio (Tia Nastácia); Rosana Garcia (a primeira Narizinho), depois vieram Daniela Rodrigues, Isabela Bicalho e Gabriela Senra; Júlio César Vieira (o primeiro Pedrinho), Marcelo José e Daniel Lobo); Dirce Migliaccio, Reny de Oliveira (a mais marcante de todas as Emílias) e Suzana Abranches; Samuel Santos (Tio Barnabé); Tonico Pereira (Zé Carneiro); Canarinho (Garnizé); Romeu Evaristo (Saci); Dorinha Duval (a Cuca mais marcante de todas), Stela Freitas e Catarina Abdalla.
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