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sábado, 14 de janeiro de 2017

9 Fotos que mostram como tudo era liberado no Brasil dos anos 80 e 90

Quem lembra dos cigarrinhos de chocolate? Ou das mulheres seminuas nos programas de domingo a tarde? Pra quem não lembra, aí embaixo tem um punhado de tudo isso! 

Crianças simulando fumo com “Cigarrinhos de Chocolate” da marca Pan

Foto de crianças seminuas em campanhas publicitárias

Podia colocar dois candidatos com armas nas mãos no anúncio de debate das eleições de 89

Podia colocar na capa de um disco um bebê de fio dental.

Podia fazer uma capa de disco assim

Podia pular carnaval sem calcinha (e sem tapa-sexo) na TV


Podia sair na Playboy com 17 anos

Xuxa apresentava o Clube da Criança assim

sábado, 15 de outubro de 2016

Programa Hebe Camargo - 1986

 Quem não se lembra da apresentadora de TV Hebe Camargo no auge de sua carreira? Hebe Camargo participou da TV no lançamento da primeira emissora do Brasil e da América Latina, a TV Tupi. No primeiro dia de transmissões, em 1950, ela deveria cantar o “Hino da Televisão”, mas não foi porque disse estar doente (Porém, o motivo real seria algum programa melhor com um namorado… Espertinha!). 


Depois disso, ela teve participação em outros programas, mas sua estreia como apresentadora foi em 1955 no primeiro programa feminino da TV brasileira, chamado O Mundo é das Mulheres. 

Em 10 de abril de 1966, Hebe estreou seu programa dominical na TV Record e foi aí que sua carreira de entrevistadora – bem como o formato do seu programa – se consolidou. Ela se tornou líder absoluta de audiência e nessa época trabalhava com o músico Caçulinha (o mundo dá voltas - parte 2). Em 1986 foi para o SBT, onde apresentou três programas: Hebe, Hebe por Elas e Fora do Ar. 

Link vídeo: 


sábado, 8 de outubro de 2016

Porta dos Desesperados - 1980


"Porta dos Desesperados" na década de 80? Vamos abrir a porta dos desesperados! Assim clamava o inolvidável Sérgio Mallandro em seu Oradukapeta num dos quadros mais trashes e memoráveis da televisão brasileira: a adaptação para o universo infantil da porta da esperança. Para quem não se lembra: eram três portas (três espécies de armários) no centro do palco. A porta número 1, a número 2 e a número 3! Então o participante da brincadeira tinha que escolher entre uma delas. Em uma, prêmios que variavam entre videogames e bicicletas (sonhos de consumo de 9 entre 10 crianças da década de 80). 


 Nas outras duas, coisas apavorantes que variava entre bruxas e múmias, passando por ursos e lobisomens. Esse era o dilema... uma chance em três de acertar o local do prêmio (há uma teoria que diz que essa chance poderia ser maior). E não acertar significada ser perseguido por aqueles seres fantasiados.



O pior, o angustiante, era que depois de muito refletir, assim que o participante escolhia a porta, sob uma atmosfera de suspense, o apresentador ainda questionava: "Quer trocar?!?"
Realmente uma das coisas mais legais da TV de todos os tempos.
Confira o vídeo do programa.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Clássico! ‘Porta da Esperança’ volta ao SBT em 2016



Programa apresentado por Silvio Santos marcou década de 80 (Divulgação/SBT)
Para os telespectadores saudosos da programação televisiva da década de 80 uma novidade: o SBT vai voltar a exibir a “Porta da Esperança”, um dos maiores clássicos da história do canal.
De acordo com o portal “UOL”, a atração será um dos novos quadros do“Programa do Ratinho” no próximo ano. O apresentador Carlos Massa, 59, anunciou a informação há alguns dias na telinha. O SBT também confirmou o retorno mas ainda não informou a data de estreia. 
No último final de semana, Silvio Santos, 84, declarou em seu programa que havia “vendido” a “Porta da Esperança” para Ratinho. “Sabe que eu vendi um programa meu? O Ratinho comprou o meu programa, ‘Porta da Esperança’. Pagou bem”, brincou o dono da emissora que comandou a atração há mais de 30 anos e que consistia em realizar os sonhos das pessoas que escreviam para ele.eja como estão os atores de 'Carrossel'A reprise da versão brasileira da novela infantil é sucesso entre as crianças. Confira as mudanças de alguns integrantes do elenco

terça-feira, 7 de julho de 2015

TV Pirata

destaque

Um dos principais programas de humor nos anos 80 foi, sem dúvida, o TV Pirata, exibida pela TV Globo entre 1988 e 1990 (semanalmente, às terças-feiras), e depois em 1992 (mensalmente). O início não foi nada animador, já que muitos telespectadores não entendiam muito bem as piadas, baseadas no nonsense e na sátira, e nem estavam acostumados a ver atores dramáticos fazendo comédia. Afinal, o tradicional era os comediantes fazerem humor. Outro ponto que causou estranheza foi o fato de o programa não trazer quadros fixos como os clássicos programas de humor, por isso a cada semana podiam ser apresentadas novas atrações, já que nenhum quadro tinha espaço garantido no TV Pirata. Por causa desse estranhamento inicial, o programa quase foi cancelado.
Mas na verdade o TV Pirata estava revolucionando a linguagem do humor na TV brasileira, com uma inovação nunca antes vista e imaginada na televisão aberta, acostumada a fórmulas de décadas.
Aos poucos, o programa foi conquistando os telespectadores, mesmo porque ele tinha no texto um de seus trunfos principais. O roteirista Cláudio Paiva, o escritor Luís Fernando Veríssimo Escrito, os quadrinistas Laerte e Glauco, e integrantes do Planeta Diário e da Casseta Popular, que viriam a se reunir e formar o Casseta & Planeta, eram somente alguns roteiristas do programa que criaram os diversos personagens que até hoje são lembrados pelo público que acompanhou e se divertiu com o programa de humor. A criação e direção foi de Guel Arraes.
Além dos redatores do programa, o sucesso do TV Pirata também se deve muito ao elenco formado por atores e atrizes de grande talento como Cláudia Raia, Débora Bloch, Louise Cardoso, Cristina Pereira, Marco Nanini, Diogo Vilela, Ney Latorraca, Guilherme Karan, Pedro Paulo Rangel, que deram vida a personagens inesquecíveis como Tonhão, Barbosa, e Zeca Bordoada, entre outros. Maria Zilda Bethlem e Denise Fraga também trabalharam no programa, mas não fizeram parte do elenco que estreou TV Pirata.



Nada escapava do humor da TV Pirata, até mesmo a programação da Globo, já que TV Pirata adorava satirizar programas emissora, seja novelas, telejornais, seriados, programas de entrevista, shows, videoclipes ou programas femininos. Entre os programas que receberam homenagem especial da TV Pirata destaque para a novela Roda de Fogo (Fogo no Rabo), o programa feminino TV Mulher (TV Macho) e Globo Rural (Campo Rural). Além disso, os esquetes do humorísticos continham piadas sobre política, economia, futebol e celebridades, entre outros. No entanto, como o programa tinha muitos quadros, alguns tiveram duração maior enquanto que outros ficaram pouco tempo no ar.
Depois de ficar um ano fora do ar, TV Pirata voltou a grade da Globo, só que desta vez mensal. Desta vez não havia mais quadros nem personagens fixos (o único era Caveira, personagem de Antônio Calloni), e o programa passou a ser temático. Os atores Marisa Orth, Otávio Augusto e Antonio Calloni integraram o elenco. Da formação original ficaram Débora Bloch e Guilherme Karan, enquanto que Cláudia Raia retornou a atração. Os redatores Alexandre Machado, Beto Silva, Bussunda, Claudio Manoel, Helio de La Peña, Marcelo Madureira, Mauro Rasi, Reinaldo e Expedito Faggione integraram a equipe do TV Pirata.
Hoje, pode-se dizer que TV Pirata fez história na televisão por romper com o estilo de comédia tradicional, tendo se consolidado como um fenômeno do humor brasileiro. O programa também marcou profundamente uma geração que sente muitas saudades do humorístico até hoje. No entanto, quem tem TV a cabo pode acompanhar a reprise do programa no Canal Viva, a partir de 2011.
Zeca Bordoada
Fogo no Rabo – Paródia na novela Roda de Fogo, exibida pela Globo em 1986. O quadro teve 33 capítulos. Foi sem dúvida um dos quadros mais marcantes da TV Pirata. Participaram de Fogo no Rabo os atores Luís Fernando Guimarães (Reginaldo), Cláudia Raia (Penélope), Débora Bloch (Natália), Ney Latorraca (Barbosa), Louise Cardoso (Clotilde), Diogo Vilela (Amílcar), Regina Casé (Dona Mariana) e Guilherme Karam (Agronopoulos).
TV Macho – Versão escrachada e debochada do programa TV Mulher, exibido pela Globo entre 1980 e 1986. Zeca Bordoada (Guilherme Karam) era o apresentador que já iniciava o programa sem papas na língua: "Boa noite, pessoal da maromba, rapaziada macha do Brasil! Estamos mais uma vez aqui com um programa feito para você que é macho de verdade. Por quê? Tá com alguma dúvida? Então desliga logo esse televisor, antes que eu vá aí e parta a tua cara, sua bicha!”.
Zeca Bordoada era o típico representante dos machos, que fazia questão de mostrar que homem que é homem tem mesmo que cuspir no chão, coçar as partes íntimas e partir para a briga. Ao entrevistar seus convidados na TV Macho (machos e machonas), Zeca Bordoada sempre fazia comentários cafajestes. Ele também tinha rompantes de fúria e sempre ameaçava “dar uma bifa” em alguém. Não era incomum o quadro terminar com o entrevistador descendo a bordoada no convidado ou no cameraman.
tv-pirata-zeca-bordoada
As Presidiárias – As presidiárias Tonhão, Olga de Castro, Isabelle Duffon de Montpellier e Cristiane F, interpretadas respectivamente por Cláudia Raia, Cristina Pereira, Louise Cardoso e Débora Bloch, dividiam uma mesma cela com dois beliches. A decoração ficava por conta dos pôsteres de mulheres nas paredes, colados por Tonhão. Dona Solange, interpretada por Regina Casé era a diretora do presídio feminino.
Tonhão foi presa e condenada por ter seduzido e estuprado mais de 400 alunas do Educandário das Carmelitas Israelitas; Olga de Castrro era comunista e participava do PCCC (Partido Comunista Comunista para Caramba); Isabelle era uma patricinha e dondoca que foi presa a pedido do pai para começar sua carreira de baixo; e Cristiane era uma vadia, prostituta, alcoolizada, fedida, mal-paga e torcedora do Botafogo, que, aos 18 anos foi condenada por porte de drogas e tráfico de camisinhas e tomadas japonesas.
Tonhão
O Segredo de Darcy – Darcy (Luiz Fernando Guimarães) era uma "mulher" com um comportamento abrutalhado demais. Darcy comanda com mãos de ferro a vida do marido, o panaca Otávio (Pedro Paulo Rangel), o Tavinho, filho de Dona Celeste (Regina Casé), que sempre se mete na vida do casal.
Na Mira do Crime – Programa policial apresentado pelo delegado Mariel Mexilhão (Pedro Paulo Rangel). A "cotação do presunto na Baixada” e a “parada dos mais procurados pela polícia” eram algumas das notícias apresentadas. Na Mira do Crime apresentava a reconstituição de uma história verídica, como o programa Linha Direta, que estreara em abril de 1990.
Combate – Sátira às séries norte-americanas e a participação dos EUA na guerra do Vietnã. Apresentava as aventuras de três mariners do 6º comando tático, perdidos no meio da selva, à espera do ataque sempre iminente dos vietcongues.
Barbosa Nove e Meia – O sucesso do personagem Barbosa foi tão grande na novela Fogo no Rabo que ele passou a estrelar o programa Barbosa Nove e Meia, que começava às 21h30 porque ele dormia cedo. O quadro era uma sátira aos programas de entrevistas.
Rala, Rala – Novela rural, cujo protagonista era Índio Cleverson (Luiz Fernando Guimarães), um ingênuo silvícola meio abobalhado que achava tudo “En-graçado pra-caramba!”. Rala, Rala era descrita como sendo a "primeira novela rural sem Lima Duarte”.
Casal Telejornal – Paródia do jornal apresentado pelos jornalistas Eliakim Araújo e Leila Cordeiro. Luiz Fernando Guimarães e Regina Casé interpretavam o casal Carlos Alberto e Maria Helena. Eles liam as notícias mais absurdas do mundo diretamente do balcão da cozinha de um apartamento de classe média, e não se incomodavam em interromper as transmissões para resolver assuntos domésticos.
Casal Neuras – Luiz Fernando Guimarães e Louise Cardoso interpretaram o Casal Neuras, versão para a TV dos personagens paulistas, moderninhos e neuróticos criados pelo cartunista Glauco Villas-Boas e publicados em tiras de quadrinhos no jornal Folha de S. Paulo.
Dieta – Paródia da novela Tieta, exibida pela Globo entre 14/08/1989 e 31/03/1990. A música de abertura satirizava a canção de Caetano Veloso para a personagemTieta. A letra estimulava a gula: “Vem meu amor, vem com sabor / Juntos vamos engordar / Comer sem pudor, a todo vapor / Linguiça, paio e couve-flor / Dieta, Dieta / No ventre de Dieta encontrei um leitãozinho / A boca de Dieta tá cheia de macarrão”. Os personagens da novela sempre tinham uma guloseima em mãos. A novela sempre terminava com: “Dieta do Agreste. Baseada numa receita de Jorge Amado”.
Que Gay Sou Eu? – Sátira à novela Que Rei Sou Eu?, exibida pela Globo entre 13/02/1989 e 16/09/1989. Os atores Luiz Fernando Guimarães, Ney Latorraca e Pedro Paulo Rangel interpretavam três gays que viviam num imaginário reino na época da Revolução Francesa.
Morro do Macaco Molhado – As atrizes Louise Cardoso e Cláudia Raia eram duas golpistas que moravam no Morro do Macaco Molhado, um morro situado naZona Sul.
Brega In Rio – Sátira ao Rock in Rio, que ocorreu em janeiro de 1985. O slogan era “O primeiro espetáculo que o sertão consagrou”. Louise Cardoso e Diogo Vilela formavam uma dupla e cantavam assim: “Se a vida começasse agora / se o mundo fosse um jerimum / largava a obra e xaxava até de manhã / ô-ô-ô-ô / Brega in Rio”.
Saddam Onze e Meia – Paródia do programa Jô Soares Onze e Meia, apresentado por Jô Soares no SBT entre 1988 e 1999. No quadro, Pedro Paulo Rangel, que se declarava “o tirano mais simpático do Iraque” aparecia vestido como militar. As entrevistas eram feitas num cenário de guerra, mas como era uma sátira ao programa de entrevistas de Jô Soares, também não faltavam uma mesa, um sofá e a tradicional canequinha do apresentador.
Campo Rural – Sátira ao telejornal Globo Rural.
Telecatch Segundo Grau – Sátira ao Telecurso Segundo Grau.
Pisão de Ventre – Luiz Fernando Guimarães era um falido jogador de futebol que sonhava encontrar sua perna desaparecida.
Piada em Debate – Louise Cardoso era a âncora deste quadro que tinha como objetivo debater em detalhes a anedota mostrada anteriormente. Ou seja, primeiro era contada uma piada e depois um grupo de convidados participava de um debate sobre a piada.
Black Notícias – Inspirado no Jornal Nacional do final dos anos 80. Ao som do hip-hop, os apresentadores Hipólito Hip-Hop (Guilherme Karan) e Rap Rapeize (Luiz Fernando Guimarães) davam as notícias.
Plantão da Farmácia Central – Débora Bloch era a repórter Adelaide Catarina e  a jornalista Blasé Urinolla Falabella. Já Luiz Fernando Guimarães era Rocha Miranda, o “repórter de subúrbio”, e Louise Cardoso era Melissa Grendene, a “repórter sandália”.
Balança, Mas Não Sobe – Sátira do programa de humor Balança Mas Não Cai, exibido na Globo entre 16/09/1968 e 28/12/1971 e depois entre 25/04/1982 e 02/01/1983. A abertura era com mulheres dançando de maiô. Eram apresentados quadros como Super Safo, Esporte Esportivo, A Coisa, Loucademia de Ginástica, A Perseguida, Hospital Geral, Perdidos no Espaço,  Relacionamento, Sublime Relacionamento e Recessão da Tarde.
Paródias de comerciais – Nos intervalos comerciais do TV Pirata eram apresentados esquetes que satirizavam propagandas que estavam no ar na época.

Cassino do Chacrinha

"Quem não se comunica, se trumbica!", "Terezinha, uuuuuhhh!", "Vocês querem bacalhau?", "Eu vim para confundir, não para explicar!" e "Na televisão nada se cria, tudo se copia". Quem não se lembra destes bordões de José Abelardo Barbosa de Medeiros, ou simplesmente, Chacrinha? O "Velho Guerreiro", como também era conhecido, foi um dos ícones da televisão brasileira nos anos 80 com o seu Cassino do Chacrinha, exibido com grande sucesso nas tardes de sábado. A direção era de José Aurélio “Leleco” Barbosa, filho do apresentador, e de Helmar Sérgio.
destaque
Gravado no Teatro Fênix, no Rio de Janeiro, Chacrinha comandava o programa, que misturava atrações musicais e show de calouros. Eram duas horas de diversão e irreverência, uma das principais características da personalidade de Chacrinha, cujo programa de auditório estreou em 1982, na Rede Globo, ficando no ar até 1988, ano em que ele morreu, vitimado por um câncer de pulmão. Naquele ano, Chacrinha chegou a ser substituído pelo humorista João Kleber, durante quase um mês.
O formato do programa era simples. No palco ficava a plateia, os jurados e as dançarinhas, chamadas de chacretes, sempre com um figurino diferente a cada semana. No programa se apresentavam grandes nomes da música popular brasileira e também cantores anônimos que sonhavam por uma chance. A brincadeira de jogar bacalhau veio da mente brilhante de Chacrinha, quando o supermercado Casas da Banha começou a patrocinar o programa. Gênio da TV, gênio do merchand.


O programa já começava com música, ou seja, com o tema de abertura do Cassino do Chacrinha, que dizia assim:
Abelardo Barbosa
Está com tudo e não está prosa
Menino levado da breca
Chacrinha faz chacrinha
Na buzina e discoteca
Ó Terezinha, ó Terezinha
é um barato o cassino do Chacrinha
Ó Terezinha, ó Terezinha
é um barato o cassino do Chacrinha
A música era cantada por todos, e até hoje quem viveu intensamente os anos 80 nunca esqueceu a letra. Os jurados eram chamados para compor a mesa e depois começava efetivamente o programa que misturava show de calouros, atrações musicais e concursos como, por exemplo, a mais bela estudante.
Além de seus bordões e frases que marcaram época e até hoje são repetidos, outra marca registrada do Chacrinha era jogar para a plateia alimentos como bacalhau, abacaxi, pepino, mandioca, frutas, entre outros. O bacalhau, por exemplo, era um dos mais disputados pelas pessoas que assistiam ao programa. Saia até briga.
Os calouros que se apresentavam no programa nem sempre se davam bem, e levavam buzinada na cara, além de ganharem o troféu abacaxi. No entanto, quem se saía melhor ganhava prêmios em dinheiro. A plateia ia a loucura com os artistas.
Em 2012, os saudosistas do Cassinho do Chacrinha ou quem ainda não tinha nascido nos anos 80, mas já tinha ouvido seus pais comentarem sobre o programa pode acompanhar através do Canal Viva a reprise do programa. Mais uma vez, a exibição foi um sucesso.



O primeiro grande destaque do Cassino do Chacrinha era, claro, "O Velho Guerreiro". Ele comandava o programa com carisma, simpatia e irreverência e com uma boa dose de humor debochado. Ninguém ficava indiferente ao seu figurino, cujas roupas eram extravagantes, engraçadas e coloridas. No entanto, o figurino que mais marcou a figura de Chacrinha foi formado por calça, colete, casaca, cartola, gravata borboleta enorme, flor de plástico e uma buzinha que ficava pendurada em seu pescoço, e que era acionada sempre que algum calouro desafinava. Até hoje o seu figurino é um dos mais imitados.
Ficar em frente a televisão nas tardes de sábado era um compromisso assumido por milhões de brasileiros, que se divertiam com os calouros que se apresentavam no palco do programa, e cantavam junto com os artistas que se apresentavam no Cassino do Chacrinha, apresentando os seus maiores sucessos. Assim, quem fazia sucesso nos anos 80 tinha que passar pelo palco do Cassino do Chacrinha. Se apresentaram no programa cantores como Roberto Carlos, Simone, Alcione, Fagner, Joana, Rita Lee, Cazuza, Marina, Pepeu Gomes, Raul Seixas, Lobão, Marquinhos Moura, Sidney Magal, e grupos musicais como Roupa Nova, Titãs, RPM, Kid Abelha, Paralamas do Sucesso, Doutor Silvana, entre muitos outros que passaram por lá.
Quem ajudava a abrilhantar o programa e deixava os homens babando eram aschacretes, as dançarinas profissionais do programa, que se apresentavam vestindo maiôs bem comportados. Enquanto os cantores se apresentavam no palco, elas faziam coreografias ensaiadas para acompanhar os artistas. No entanto, Chacrinha também fazia com que elas tivessem os seus momentos de maior visibilidade, chamando-as para o centro do palco e pedindo para que dançassem de forma sensual. Os homens vibravam com a performance, calro. Rita Cadillac, Fátima Boa Viagem, Fernanda Terremoto, Índia Amazonense, entre tantas outras fizeram sucesso e mexiam com o imaginário masculino. Algumas mexem até hoje!
Além das chacretes, os jurados do Cassino do Chacrinha também eram uma atração à parte. Quem não se lembra da irreverência da atriz Elke Maravilha com suas roupas extravagantes e grandiosas, e suas perucas e maquiagem chamativas? Sempre de bem com a vida, Elke Maravilha era a alegria em pessoa e sempre fazia um comentário mais engraçado ou picante quando ia comentar a performance dos calouros. E como não lembrar do mal humorado radialista e Rei Momo do carnaval, Edson Santana, considerado o algoz dos calouros? Os dois participavam como jurados fixos. No entanto, outros nomes importantes da época como Carlos Imperial, Rogéria, Pedro de Lara e Aracy de Almeida também passaram pelo programa do Chacrinha. Além é claro dos jurados convidados, normalmente formados pelos artistas da Rede Globo como Tarcísio Meira, Glória Menezes, Vera Fischer, Ney Latorraca, Mário Gomes e muitos outros.
Outro grande destaque no programa era o contrarregra Russo, fiel escudeiro do Chacrinha e que estava sempre a postos para ajudar o "Velho Guerreiro".

Chacrinha e Buzina


Considerado o primeiro comunicador do Brasil, Abelardo Barbosa, ou Chacrinha, nasceu em Surubim, Pernambuco. Ele chegou a cursar dois anos de medicina, mas quis o destino que ele desembarcasse no Rio de Janeiro, em 1939, após ter feito algumas apresentações na Europa como percussionista juntamente com o grupo Bando Acadêmico. Estava decidido a ser locutor de rádio.
Chacrinha estreou na rádio Tupi como locutor, passou pela Rádio Fluminense e chegou a rádio Clube de Niterói, onde apresentou um programa de músicas de carnaval "Rei Momo na Chacrinha". Como a emissora onde ele trabalhava ficava numa chácara pequena e o comunicador se referia ao local como a "chacrinha", ele passou a ser conhecido como Abelardo "Chacrinha" Barbosa. Mais tarde, ele passou a ser conhecido artisticamente somente como Chacrinha. Na rádio Clube de Niterói, ele comandou ainda o programa "Cassino do Chacrinha", um grande sucesso.
Sua história na televisão começou na TV Tupi, onde Chacrinha teve a sua primeira oportunidade, estreando o programa Rancho Alegre, em 1956. Foi na Tupi, que ele estreou a Discoteca do Chacrinha, programa que também apresentou na Rede Globo. Depois da Tupi, Chacrinha passou ainda pela TV Rio, Rede Globo e TV Bandeirantes, porém foi na Rede Globo que ele ganhou mais visibilidade. Na emissora, o "Velho Guerreiro" apresentou os programas "Buzina do Chacrinha", "Discoteca do Chacrinha" e "Cassino do Chacrinha", fusão de seus programas de auditório anteriores.
Em 1987, ano anterior de seu falecimento, recebeu o título de professor honoris causa da Faculdade de Cidade. Foi um ano marcante para Chacrinha, que também foi homenageado pela Escola de Samba Império Serrano no carnaval do Rio de Janeiro com o enredo "Com a boca no mundo, quem não se comunica…".
Abelardo Barbosa teve um casamento que durou 41 anos até sua morte, com dona Florinda Barbosa. O casal teve 3 filhos: Jorge Abelardo, José Amélio e Zé Renato. No dia 30 de julho de 1988, perdemos o grande e inigualável Chacrinha, um monstro da TV brasileira que fez história, mudando a telecomunicação e inspirando muitos até os dias de hoje. Mais de 30 mil pessoas se apertou pelos corredores do Cemitério São João Batista para dar o último adeus ao mestre.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Bozo

destaque

Bozo. O nome pode ser um dos sinônimos de palhaço, um verdadeiro mito que nos anos 80 foi sucesso absoluto entre a criançada. O programa do palhaço Bozo foi exibido pelo SBT (emissora de Silvio Santos) durante longos anos. Na década de 1980, o programa se tornou muito popular entre as crianças e foi um fenômeno de faturamento e venda de discos (foram três discos de ouro). Também foi um recorde de permanência no ar, já que durava das 8h às 18h em algumas épocas. No Brasil, o programa recebeu ainda muitos prêmios como cinco Troféus Imprensa. Quer saber de onde veio a ideia do palhaço Bozo?
Criado nos Estados Unidos em 1946 por Alan W. Livingston, para uma série de álbuns e conjuntos de livros ilustrativos para as crianças, Bozo fez muito sucesso em vários países do mundo. Sua carreira na televisão começou em 1949, sendo Larry Harmon um dos primeiros a interpretar o palhaço. Harmon comprou os direitos do personagem, e o transformou em uma franquia de muito sucesso.
O programa do palhaço Bozo chegou a ser produzido em mais de 240 estações de televisão em 40 países. Nos Estados Unidos, mais de 200 atores interpretaram o palhaço em diferentes canais locais. Bob Bell foi o Bozo por 25 anos. Bozo nos EUA é literalmente um sinônimo para a palavra palhaço.

Com seu cabelo espetado cor de fogo, nariz de palhaço, roupa colorida, maquiagem exagerada e pés enormes, Bozo conquistou as crianças. Carismático, Bozo tem o poder de encantá-las e falar com elas de forma doce, ensinando-as sem ser didático.
Ao conferir o sucesso de Bozo nos Estados Unidos, o gênio Silvio Santos apostou na versão brasileira do palhaço. E ele estava certo. Bozo se transformou no amiguinho da criançada por pouco mais de 10 anos. Ele começou a sua carreira na televisão brasileira na TV Studios (TVS, atual SBT Rio de Janeiro), sendo transmitida em conjunto pela TVS e pela Record (na época, Sílvio Santos era dono das duas emissoras). Depois a TVS passou a se chamar SBT.
O Boz\o
A estreia do programa, que era gravado em São Paulo, ocorreu em 15 de setembro de 1980, sendo a sua última exibição em março de 1991. Com o tempo, o programa se tornou um dos maiores clássicos infantis da televisão brasileira e até hoje ele é lembrado por adultos, que quando crianças tinham a companhia do Bozo nas manhãs e tardes do SBT, de segunda a sábado.
Bozo foi interpretado por vários atores, mas o primeiro a assumir a identidade do palhaço no Brasil foi Wandeco Pipoca (escolhido pelo próprio Larry Harmon), entre os anos de 1980 e 1982. Depois vieram Luís RicardoCharles MyaraArlindo BarretoNani Souza,Décio RobertoMarcos Pajé e Jean Santos. Décio Roberto foi o último ator a interpretar Bozo antes de o programa sair do ar devido a não renovação do direito da licença do personagem com Larry Harmon Pictures, detentora dos direitos autorais do palhaço.
No início, havia um revezamento de atores na interpretação do palhaço. Em São Paulo, por exemplo, em 1983, os atores eram Luís Roberto e Arlindo Barreto. Já na TVS no Rio, Charles Myara e Nani Souza divertiam a criançada na pele do Bozo. A partir de 1985 o programa passou a ser produzido somente em São Paulo.
O programa do Bozo teve vários formatos, mas o primeiro era um circo. Depois vem a fase em que Bozo ficava sozinho no estúdio. Sentado em uma cadeira ele chamava os desenhos, promovia sorteios e brincava com as crianças que telefonavam para participar dos jogos, e consequentemente ganhar prêmios. Aliás, como o programa era ao vivo, Bozo sofreu alguns trotes que até hoje são clássicos.
Quando o programa ganhou auditório, Bozo recebia seus amiguinhos com uma música. Quem teve o Bozo como companhia durante a sua infância com certeza cantou muito e até hoje se lembra da letra de “1, 2, 3… Vamos Lá!”.

Tema de Abertura
Alô Criançada o Bozo chegou
Trazendo alegria pra vocês e o vovô
Estamos trazendo muito amor
1, 2, 3 e vamos nós
Eu sou o palhaço, meu nome é Bozo
Bozo, Bozo, vamos brincar
Sempre rindo eu e vocês
Eu sou o Bozo o palhaço de todos vocês
Vamos amigos vamos cantar
La, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la
Cantar e alegria
Cantemos também
Cantem, cantem, como nós…
Estamos prontos vamos nós
Cantem comigo, brinque também
Fiquem rindo isso é bom
Suas risadas são tão legais
Fiquem rindo igual a mim
Eu sou o Bozo o palhaço de todos vocês.

Bozo não apresentava o programa sozinho. Ele tinha a companhia de personagens como Vovó Mafalda, Papai Papudo, Salci Fufú e o gorila King Bozo. Também não faltavam os fantoches Maroca, Candinha, Zico, Zecão e outros. Entre as brincadeiras famosas destaque para a "Bozo Corrida", a divertida brincadeira de corrida de cavalinhos que inspirava crianças a gritar a cor preferida do animal diante da TV e a torta na cara. Ah! Também tinham Bozo Memória e Batalha Naval.
Apesar de estar fora do ar desde 1991, Bozo não foi esquecido pela emissora de Silvio Santos, e em 21 de maio de 2011, ele foi homenageado no Festival SBT 30 Anos, em um programa de 75 minutos de duração. Luiz Ricardo foi quem voltou a vestir a roupa do palhaço após 20 anos. No mesmo ano, o SBT assinou contrato com a Larry Harmon Pictures para que o palhaço voltasse ao ar no Brasil.
Antes de voltar com o seu programa, em 2012, Bozo passou por um período de testes no comando do Bom dia & Cia juntamente com outros apresentadores, e chegou a incomodar a concorrência. No entanto, somente no início de 2013 é que Silvio Santos decidiu ressuscitar o palhaço Bozo. O anúncio de que Bozo voltaria à grade da emissora foi anunciado com pompa e circunstância. Ele veio para substituir o Sábado Animado.
Bozo voltou acompanhado dos personagens Vovó Mafalda, Papai Papudo, Salci Fufú e os bonecos Zecão, Lili, Maroca e Macarrão. O cenário colorido, as brincadeiras, a alegria, e os hits Tumbalacatumba,Chuveiro, Chuveiro e 1, 2, 3… Vamos Lá também estavam no novo programa. Parecia que a velha fórmula iria funcionar mais uma vez!
Programa do Bozo
Com a volta de Bozo, o objetivo era apelar para a nostalgia, fazendo com que os adultos que acompanharam o programa quando criança pudessem trazer para a frente da televisão um novo público, ou seja, seus filhos, conquistando assim uma nova geração de telespectadores. No entanto, o sucesso não foi o mesmo, a audiência não correspondeu ao esperado pela emissora, apesar de conseguir ficar em segundo lugar várias vezes, e Silvio Santos resolveu aposentá-lo. O programa Bozo nas manhãs de sábado, das 9h às 12h45, durou apenas três meses (de 16 de fevereiro a 4 de maio).
Mas, como o contrato com a Larry Harmon Pictures, que cedeu os direitos do palhaço e de um desenho homônimo para a emissora, continua até 2014, Bozo e Vovó Mafalda não foram demitidos e passaram a apresentar o infantil Bom Dia & Cia, num rodízio com outros apresentadores como os atores de Carrossel e os palhaços Patati Patatá. Mais tarde Vovó Mafalda foi trocada por Papai Papudo para acompanhar o Bozo. Assim sendo, O Bom Dia & Cia é exibido nas manhãs de sábado em esquema de revezamento com o Sábado Animado.
Vovó Mafalda – Carismática, carinhosa com todos e sempre bem-humorada. Era interpretada por Valentino Guzzo.
Papai Papudo – Simpático palhaço velhinho que faz o tipo de humor pastelão. Interpretado pelo comediante Gibe. Em 2013, Murilo Bordoni era seu novo intérprete.
Salci Fufú – Inventor mal-humorado, somente ele acredita em suas invenções sem utilidade. Era interpretado pelo comediante Pedro de Lara. Em 2013, o personagem ganhou nova roupagem e intérprete, Marcelino Leite.
Zecão é um cachorro inocente, o melhor amigo de todos. Adora cantar rap.
Lili é uma cobrinha muito educada e elegante. Defende seus amigos com fervor.
Maroca é uma papagaia egocêntrica e de voz esganiçada. Acha que é melhor em tudo o que faz.
Macarrão é um ser bem-humorado, sarcástico. Tira onda com todo mundo.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Balão Mágico

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O Balão Mágico foi um dos principais programas infantis nos anos 80, tendo marcado uma geração de crianças que se divertiam assistindo desenhos animados como Smurfs, Popeye, Bam-Bam e Pedrita, Pernalonga, Os FlintstonesHe-Man, Mulher Aranha, Superamigos, Zé Colméia, Flash Gordon e O Homem Pássaro. O programa utilizava pequenas histórias para apresentação dos desenhos, além de dramatizações. A diretora do Balão Mágico, Rose Nogueira e a poeta Lúcia Vilares eram as responsáveis pelas histórias.
Exibido pela Rede Globo nos anos 80, o Balão Mágico era produzido em São Paulo e durou cerca de três anos, entre março de 1983 e junho de 1986. As crianças eram as estrelas do programa infantil, e aliás, este foi um dos primeiros infantis da TV brasileira a ser apresentado por crianças. O programa teve altos índices de audiência durante o tempo em que foi exibido.
Inicialmente, o Balão Mágico tinha como apresentadores a menina Simony, de apenas 5 anos de idade, e Fofão, uma espécie de "cachorro extraterrestre", interpretado pelo artista plástico Orival Pessini. Depois veio o personagem Cascatinha (interpretado por Castrinho) e as crianças Tob, Mike, Jairzinho, Luciana, Marcinho e Ricardinho. Em 1982, antes de estrear o Balão Mágico na televisão, Simony já fazia parte do grupo infantil A Turma do Balão Mágico, também formado por Mike e Tob. O disco lançado pelo grupo foi um sucesso tão grande que, em 1983, a TV Globo convidou Simony para estrelar o programa Balão Mágico.
Nos programas iniciais do Balão Mágico, Fofão não falava, emitindo apenas sons que eram interpretados por Simony. Com o tempo, os dois passaram a dialogar. Enquanto Simony estava as voltas com as lições da escola, Fofão sentia falta das brincadeiras com a amiguinha, por isso buscava alguém com quem brincar. A solução encontrada para acabar com a solidão de Fofão foi a criação de Fofinho, boneco de pano confeccionado por Fofão, idealizado por Orival Pessini e interpretado por Tob, integrante do grupo musical. Mike, outro integrante do grupo infantil, também chegou para participar da atração.
Mesmo com meia hora de duração, o sucesso do programa foi imediato, fazendo com que ele passasse, a partir de 1983, a ser apresentado de segunda a sábado (quando estreou era exibido de segunda a sexta) nas manhãs da Rede Globo, com 1h40 de duração. Foi também em 1983 que Castrinho estreou no programa o personagem Cascatinha, um menino dentuço e barrigudo, lançado no humorístico Chico City (1973).
Durante as férias de Simony, em 1984, a menina Luciana Benelli, de 4 anos, passou a comandar o programa infantil. Quando Simony retornou à atração, Luciana continuou apresentando o programa ao lado dela. Ainda em 1984, o programa ganhou nova abertura, novos cenários e desenhos. Num cenário de 15m de comprimento, as crianças brincavam e se divertiam entre casinhas de abelhas, cachoeiras, riachos, montanhas e um balão azul. Foram introduzidas no programa dicas de mágicas, crochê e atividades artesanais.
A passagem do Cometa Halley pela órbita da Terra, em 1985, foi motivo para que o programa recebesse a visita do personagem Halleyfante – uma espécie de elefante-robô extraterrestre, interpretado pelo ator Ferrugem, e que tinha como objetivo defender a ecologia. No mesmo ano o menino Jairzinho, filho do cantor Jair Rodrigues, se juntaria ao grupo de apresentadores.
O sucesso do grupo infantil A Turma do Balão Mágico (chegou a atingir 10 milhões de cópias vendidas) fez com que fossem produzidos alguns especiais musicais para o programa. Destaque para "Superfantástico", com a participação de Djavan; "Amigos do Peito", com Fábio Jr; "É tão lindo", com Simony e Roberto Carlos; e "Baile dos Passarinhos", com Jane Duboc, entre outros. Em 1985, também foi produzido o especial Amigos do Peito. Nos últimos meses de exibição, o Balão Mágico foi apresentado apenas por Cascatinha e Jairzinho. E no dia dia 28 de junho de 1986, o Balão Mágico ia ao ar pela última vez. Logo depois estreou o Xou da Xuxa. Até hoje muito adulto sente saudades daquela época.
Uma das atrações do Balão Mágico era sem dúvida o Fofão (criado por Orival Pessini para apresentar o Balão Mágico ao lado de Simony), que ganhou a simpatia de crianças e adultos na década de 80. Vindo de um planeta chamado "Fofolândia", ele era um ser misto de homem, cachorro e ser intergaláctico. O personagem usava uma máscara com bochecas enormes criada pelo próprio Orival. Seu visual era composto ainda por uma roupa de jardineira. De início, ele não falava, apenas emitia sons. Mas, devido a alta popularidade do personagem, ele foi ganhando cada vez mais espaço no programa. Com o enorme sucesso que fazia entre a criançada, o personagem acabou virando um boneco. Na época, chegaram a ser vendidos cerca de 4 milhões de bonecos. Fofão gravou ainda discos e teve diversos produtos licenciados com o seu nome.
Depois do fim do Balão Mágico, Fofão ganhou um programa diário na Rede Bandeirantes: a TV Fofão, no qual apresentava quadros humorísticos, musicais e desenhos animados. O programa ficou no ar por quase quatro anos, de 1986 a 1989. Em 1989, o personagem protagonizou o filme Fofão e a Nave Sem Rumo. A TV Fofão voltaria ao ar entre 1994 e 1996 novamente pela Rede Bandeirantes. Em seguida, teve uma rápida passagem pela TV Gazeta, quando a emissora ainda mantinha parceria com a CNT. A última vez que o personagem apareceu em um programa de televisão foi na Escolinha do Gugu, na Record.


Simony (Simony Benelli Galasso) – Única apresentadora que ficou no programa desde o início até ao final do Balão Mágico. Com o fim do Balão Mágico, lançou um álbum ao lado de Jairzinho. Depois lançou carreira solo. Apresentou dois programas infantis: Nave da Fantasia, na antiga TV Manchete, e Dó, Ré, Mi, Fá Sol, Lá, Simony, no SBT.
Fofão (Orival Pessini) – Personagem criado pelo artista plástico Orival Pessini que encantou a garotada nos anos 80.
Tob / Fofinho (Vimerson Cavanillas Benedicto) – Saiu do grupo porque completou 14 anos em 1985. Gravou um disco solo. Formou-se em ator de teatro.
Cascatinha (Castrinho) – O personagem Cascatinha interagia com os apresentadores do Balão Mágico.
Mike (Michael Biggs) – Filho do inglês Ronald Biggs, que ficou famoso após ter assaltado um trem pagador na Inglaterra em 1963. Mike toca músicas brasileiras na Inglaterra.
Jairzinho (Jair Oliveira) – Filho do cantor Jair Rodrigues, Jairzinho ficou no Balão Mágico até o final. Seguiu breve carreira musical com Simony após o término do programa Balão Mágico. Depois foi estudar música nos Estados Unidos. De volta ao Brasil e à música, adotou o nome de Jair Oliveira, e hoje é cantor, compositor e produtor de discos.
Luciana (Luciana Benelli) – Prima de Simony. Substituiu Simony durante as suas férias no programa e depois foi uma das apresentadoras do Balão Mágico. Desistiu da carreira artística.
Ricardinho (Ricardo) – Substituiu Tob no grupo musical Balão Mágico.
Marcinho (Márcio Nasser Medina) – Substituiu Mike no grupo musical Balão Mágico. Atualmente é Mestre em Ensino de Física. Escreve, adapta e produz peças teatrais sobre ciências.
Halleyfante (Ferrugem) – o ator Ferrugem interpretou em 1985 um elefante-robô inspirado na passagem do Cometa Halley.

domingo, 19 de abril de 2015

Os Trapalhões

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Havia uma regra nos anos 80 que era seguida à risca por crianças, jovens e adultos: no horário certo, todos se reuniam em frente a televisão para se divertirem com as trapalhadas do quarteto de comediantes Os Trapalhões formado por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. Com seu humor ingênuo, o quarteto conquistou uma legião de fãs que até hoje sentem saudades das brincadeiras e aventuras vivenciadas por eles.
No entanto, apesar de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias terem sido os mais famosos de Os Trapalhões, tudo começou em 1966, com um quinteto formado por Renato Aragão (Didi Mocó), Manfried Sant´Anna (Dedé), o cantor Wanderley Cardoso, o cantor e ator nas chanchadas da Atlântida, Ivon Cury e o lutador e astro dos programas de telecatch, Ted Boy Marinho. Eles estrearam na TV Excelsior de São Paulo com o nome de Adoráveis Trapalhões. Com a saída de Wanderley Cardoso, Ivon Cury e Ted Boy Marinho, entraram posteriormente, Roberto Guilherme, Antônio Carlos Bernardes Gomes (Mussum), integrante do grupo Os Originais do Samba e Mauro Faccio Gonçalves (Zacarias).
Além da extinta TV Excelsior, o quarteto trabalhou na TV Record (Os Insociáveis) e na extinta TV Tupi (onde adotaram o nome Os Trapalhões). Na Record o grupo era formado por Didi, Dedé, Roberto Guilherme e Mussum. Quando eles se transferiram para a TV Tupi, Zacarias se juntou ao grupo.
Por causa da alta popularidade do grupo, a Rede Globo se interessou pelos humoristas, mas Renato Aragão pensou que eles não teriam tanta liberdade na nova emissora como tinham na TV Tupi e fez uma série de exigências. Todas foram aceitas e Os Trapalhões foram para a Rede Globo em 1977, inicialmente para participar de dois especiais na Sexta Super chamados de "Os Trapalhões – Especial". O público aprovou a comédia pastelão, que era voltada para o público adulto devido ao horário de exibição do programa. Devido ao sucesso, eles ganharam um programa semanal aos domingos antes do Fantástico.
O programa era formado por esquetes, ou seja, por quadros de humor sem qualquer conexão um com o outro. Alguns quadros eram fixos, como o Trapaswat, uma paródia bem-humorada do seriado americano SWAT. Também eram exibidas atrações musicais. Aliás, muitas músicas de sucesso recebiam paródias. Até hoje muitos fãs se lembram dos clipes com a paródia de músicas como "Teresinha", de Chico Buarque. Ou então da performance de Didi Mocó ao imitar o cantor Ney Matogrosso, se apresentando com figurino e maquiagem idênticos ao do cantor. Elba Ramalho, Amelinha, Maria Bethânia e Tony Tornado foram outros artistas que foram homenageados com paródias de suas músicas.
O humor ingênuo foi conquistando cada vez mais o público infantil. Em 1981 os humoristas alcançaram grande repercussão devido ao sucesso dos filmes de Os Trapalhões no Festival de Berlim, e tanto o público quanto os críticos elegeram o quarteto como os principais representantes nacionais da comédia infanto-juvenil.

Em 1982 houve uma reformulação no programa e o público passou a acompanhar a gravação de alguns quadros no Teatro Fênix, no Rio de Janeiro. Os esquetes eram encenados como se fosse um programa ao vivo, com o mínimo de pausa para a mudança de cenários e figurinos. As improvisações do grupo eram cada vez mais constantes e o público adorava. Os erros de gravação, muitas vezes derivados dos "cacos" (improvisações que levavam o elenco às gargalhadas) passaram a ser exibidos no final do programa. No ano seguinte, além dos tradicionais esquetes isolados, as principais comédias teatrais foram adaptadas para o humor do programa. Gravações externas e de shows mensais com a participação do público passaram a fazer parte do programa.
O rompimento dos Trapalhões em 1983 deixou o público abalado. Dedé, Mussum e Zacarias romperam com a Renato Aragão Produções, empresa que cuidava dos negócios do grupo, e formaram sua própria empresa (Demuza). Dedé, Mussum e Zacarias deixaram o programa e Renato Aragão seguiu no comando. Felizmente, a separação durou pouco tempo e seis meses depois eles voltaram a se reunir. O programa que anunciou o retorno do quarteto foi especial e teve a participação de Chico Anysio. Imagens de arquivo relembraram o início da carreira do grupo, seus sucessos no cinema e momentos marcantes na televisão. Em seguida, entraram no palco Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum e Zacarias para anunciar que estavam de volta.
Em 1984, o número de quadros do programa aumentou bastante (cerca de 20 por semana) assim como as cenas externas e no ano seguinte, Os Trapalhões foram para Los Angeles, nos Estados Unidos, onde gravaram uma série de 14 episódios. Em 1986, o público infantil começou a ganhar mais atenção e os quadros eram criados especificamente para as crianças. Os esquetes eram mais rápidos, menores e havia um número maior de quadros que reuniam os quatro. Atores do elenco da TV Globo constantemente eram convidados a participar do programa.
Em 1987, Os Trapalhões completou 20 anos. Foram inseridos no programa humorísticos musicais, com a presença de cantores convidados e quadros inéditos. No ano seguinte, o programa era ainda mais voltado ao público infantil, onde foram criadas brincadeiras, atrações e quadros voltados para essa faixa-etária. Em 1988, a atração passou a ser ao vivo, com a participação do auditório e as gravações ocorriam no Teatro Fênix. O programa incluia ainda os quadros que eram gravados em estúdio porque necessitavam de efeitos especiais.


O início da década de 1990 foi de tristeza para grupo e para o público em geral. No dia 10 de março de 1990, morria Mauro Gonçalves, o intérprete de Zacarias, de insuficiência respiratória. Com a continuação do programa, este sofreu alterações. Ele foi dividido em duas partes: a primeira apresentava shows musicais e esquetes de humor em que Didi, Dedé e Mussum contracenavam com vários comediantes convidados. O cantor Conrado e a ex-Paquita Andréia Sorvetão se juntaram aos Trapalhões nessa época. Na segunda parte, a atenção era voltada para as aventuras que aconteciam no Trapa Hotel, onde trabalhavam Didi, Dedé e Mussum, além de outros personagens como Divino (Jorge Lafon) Sorriso (Tião Macalé) e Batatinha (Roberto Guilherme). A atriz mirim Duda Little também participava do programa.
Outras mudanças ocorreram ao longo dos anos: em 1991, era mostrado um bairro típico de qualquer cidade grande, onde aconteciam shows de cantores convidados e novos quadros; em 1992 estreou a Vila Vintém (histórias passadas em uma rua de subúrbio) e a Agência Trapa Tudo; e, em 1993, a plateia foi abolida e os esquetes deixaram de ser pontuados pelas risadas da claque.
Em 1994, Os Trapalhões sofreram outro baque com a morte de Antônio Carlos, que interpretava Mussum, em decorrência de problemas no coração. O programa continuou por algum tempo, mas depois Renato Aragão decidiu que era hora de parar. Assim, até 1995, quando Os Trapalhões voltaram ao ar, foram exibidas apenas reprises em versões compactas de 25 minutos com os melhores momentos dos Trapalhões desde a estreia em 1977. O programa era exibido de segunda a sexta, às 17h.
A reestreia de Os Trapalhões em 1995 foi nas tardes de domingo. Num palco fixo de 360°, Didi e Dedé organizavam brincadeiras com a plateia e recebiam artistas convidados. Também eram exibidas reprises dos melhores momentos. Terezinha Elisa e Roberto Guilherme eram as Didicas, assistentes de palco que também recepcionavam os convidados. Em julho de 1995 estreou o quadro Plantão Trapalhão, onde personalidades eram entrevistadas por Alessandra Aguiar. Em agosto Didi e Dedé estrelavam versões bem-humoradas de clássicos infantis e esquetes junto com humoristas como Tom Cavalcante e Eliezer Motta. O quadro não durou muito tempo, já que naquele mesmo mês o programa deixou de ser exibido definitivamente.


Em julho de 1981, para comemorar os 15 anos de exibição na Rede Globo, foi apresentado o especial Os Trapalhões – 15 anos. O programa ficou durante oito horas no ar e contou com a participação de quase todo o elenco da TV Globo, além de jornalistas e músicos convidados. Na ocasião foi feita uma campanha em favor dos portadores de deficiência visual, promovendo a doação de córneas.
Para comemorar os 20 anos do grupo, foi realizado o especial 20 Anos Trapalhões – Criança Esperança, em 28 de dezembro de 1986. O programa foi dedicado à Campanha do Menor Carente. Com início às 11 da manhã e transmitido ao vivo do Teatro Fênix, no Rio de janeiro, o programa se estendeu por nove horas. Ao todo foram exibidos 28 blocos nos quais eram exibidas vinhetas sobre os direitos das crianças, documentários sobre experiências de apoio e recuperação de menores de rua e um balanço das doações da campanha. A partir de 1986, e até hoje vai ao ar o especial Criança Esperança.
As bodas de prata de Os Trapalhões também foram comemoradas no especial Os Trapalhões – 25 Anos, em 1991. Foram 25 horas de duração, com início no sábado dia 27, a partir de uma matéria do Jornal Nacional e término no fim da noite do dia 28, no Teatro Fênix. Durante o especial foram lançadas campanhas de conscientização sobre os direitos da criança, com arrecadação de donativos para as obras do Unicef.


Didi (Renato Aragão) – Didi Mocó Sonrisépio Colesterol Novalgino Mufumbbo era um esperto cearence. É o líder do grupo e o alvo preferido de seus três companheiros que sempre armam situações para prejudicá-lo. No entanto, Didi vira o jogo e sempre se dá bem, seja enfrentando inimigos ou as armações de seus companheiros. Por ser um retirante nordestino, ganhou apelidos como "cardeal", "cearense", "cabecinha" ou "cabeça-chata".
Dedé (Manfried Sant´Anna) – O mais sério do grupo. Era considerado o cérebro dos Trapalhões. Didi desconfiava e ironizava a masculinidade de Dedé e o chamava sempre de "Divino".
Mussum (Antônio Carlos) – Carioca, Mussum se orgulhava de suas origens mencionando sempre o Morro da Mangueira, uma comunidade do Rio de Janeiro, onde nasceu. Bem-humorado, ele adorava beber cachaça ou "mé", como ele a chamava. Empregava o "is" no final de quase todas as palavras e seus bordões ficaram famosos, como "cacildis" e "forévis". Por ser negro recebia muitos apelidos como "azulão" ou "cromado", além de "Mumu da Mangueira".
Zacarias (Mauro Gonçalves) – Tímido e baixinho, Zacarias era um mineiro com personalidade infantil. Tinha a voz fina, como a de uma criança. Zacarias era careca e usava uma peruca em cena. Durante o programa, com frequência os outros Trapalhões arrancavam a peruca sem avisar Zacarias.
Coadjuvantes:
Muitos atores participaram como coadjuvantes no programa Os Trapalhões. Confira o principal elenco de coadjuvantes devido aos vários anos de participação no programa.
Roberto Guilherme – sempre interpretou papéis antagonistas. Seu personagem mais famoso foi o Sargento Pincel, que comandava os "soldados" Trapalhões num quartel de exército.
Ted Boy Marinho – lutador de luta-livre com sotaque espanhol.
Carlos Kurt – representava vilões, valentões e outros personagens inimigos dos Trapalhões. Era apelidado por Didi como "bode louro", "alumão" (alemão) e "macarrão de hospital".
Tião Macalé – um dos mais famosos coadjuvantes. Negro, sua marca registrada era o sorriso sem-dentes e a frase "Nojento!" "tchan!".
Dino Santana – irmão de Dedé Santana. Dino era mais um extra, pois nunca teve um personagem fixo. Sempre fazia personagens anônimos, que nunca ganharam destaque.
Felipe Levy – interpretava papéis de chefia. Chamado de "queijo-com-barba" por Didi por causa de sua pele muito branca e por ter cavanhaque.
Também fizeram parte do elenco de Os Trapalhões: Álvaro Aguiar, Andréa Faria, Angelito Mello, Augusto Olímpio, Aurimar Rocha, Bia Seidl, Carlos Eduardo Dolabella, Carlos Leite, Catalano, Catita Soares, Cláudio Lisboa, Colé, Darcy de Souza, Dary Reis, Dayse Benvolff, Denny Perrier, Dilma Lóes, Eduardo Conde, Eliana Ovalle, Érica Nunes, Esmeralda Barros, Fernando Multedo, Fernando Reski, Glória Costa, Gilliane, Humberto Freddy, Iran Lima, Isaac Bardavid, Jandir Motta, Jece Valadão, Jorge Cherques, Jorge Lafond, Lady Francisco, Lúcio Mauro, Luiz Armando Queiróz, Manoel Vieira, Marcelo Barauna, Mariette, Marilu Bueno, Marli Mendes, Marta Bianchi, Marta Pietro, Maurício do Valle, Monique Evans, Nelson Caruso, Olney Cazarré, Osmar Prado, Paulo Figueiredo, Paulo Nolasco, Paulo Rodrigues, Pepita Rodrigues, Roberto Lee, Rossane Campos, Sandoval Motta, Sandra Barsotti, Selma Lopes, Silvia Massari, Silvino Neto, Sônia Maria, Terezinha Elisa, Waldemar Rocha e Walter Stuart.

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