Mary foi vítima de um ataque cardíaco fulminante na madrugada deste sábado.
A radialista Mary Mezzari morreu na madrugada deste sábado, em Porto Alegre. Conhecida voz da Rádio Ipanema FM, Mary foi vítima de um ataque cardíaco fulminante. O velório ocorrerá a partir das 20h deste sábado na Capela A do cemitério Jardim da Paz, na Capital. No domingo, o enterro ocorre a partir das 17h.
Mary Beatriz Silva Mezzari, nascida em 12 de setembro de 1953, atuou como jornalista, radialista e atriz durante toda sua trajetória profissional, que incluiu passagens por veículos como Zero Hora, Rádio Gaúcha, Rádio Cultura e a Rádio Bandeirantes, que depois foi rebatizada de Ipanema, e participação em peças de teatro e curtas-metragens.
A radialista ficou conhecida do público justamente em sua carreira na Ipanema. Começou a trabalhar lá a convite do jornalista Nilton Fernando, no início dos anos 1980, quando ele era diretor de programação, na sede da rádio Bandeirantes na José Bonifácio. "Excelente redatora vinda de Zero Hora e uma das mais belas vozes do rádio", nas palavras de Nilton, Mary relutou no início em ser locutora cobrindo férias do jornalista Mauro Borba, mas Nilton a convenceu de que vozes de "pessoas normais falando na rádio", algo inédito na época, seriam algo interessante.
– O timbre de voz que ela tinha era incrível. Aquela voz rouca, aveludada, emotiva. Mary foi uma uma das mais completas profissionais que conheci – afirma Nilton.
Diretor de jornalismo do Grupo RBS, o jornalista Marcelo Rech trabalhou com Mary na década de 1980 e 1990 na Rádio Gaúcha e em Zero Hora, onde ela atuou principalmente em funções de sub-editora de capa e como redatora de páginas como Informe Especial e a contracapa diária do jornal.
– Era apaixonada por jornalismo e por rádio. Uma profissional muito divertida, para cima e alegre – recorda Rech.
Bob Bales, que comandava o programa de auditório Bob Pop Show e que trabalhou na Ipanema em 1993, foi produtor do programa Prato Feito, comandando por Mary.
– Foi um dos primeiros programas da FM no horário do meio-dia. Ela entrevistava atores e personalidades do meio cultural do Estado. Era referência na área – conta Bob.
Como atriz, Mary atuou em alguns curtas gaúchos e também na peça de teatroMemory Motel, inspirada em textos de Charles Bukowski.
Radar musical desde a infância
Irmão de Mary, o jornalista Sílvio Mezzari lembra que o gosto musical vem desde a infância:
— A brincadeira que ela mais gostava era imitar os Beatles. Ela sempre foi muito fã e muito bem informada sobre a música. Tinha seus ídolos e vivia com as paredes cheias de pôsteres — afirma.
Segundo o familiar, o período da ditadura foi uma época em que Mary demonstrou entusiasmo em defender a democracia. Anos mais tarde, chegou a se filiar no Partido dos Trabalhadores e no PCdoB (em 2010).
Entre as marcas de sua personalidade, o irmão destaca o fato de ser fiel aos amigos e as suas próprias posições:
— Ela perdia o amigo ou emprego mas não perdia a piada. Não era pessoa de "deixar para lá" — diz.
A radialista Kátia Suman, que dividiu microfones com Mary em diversas ocasiões, caracteriza como "memoráveis" os diálogos que teve com ela. Para Kátia, ela foi fundamental para a história da rádio
— A Mary era ao mesmo tempo engraçada, cri-cri, amorosa e explosiva. Complexa e contraditória como todo mundo. Tinha um senso de humor muito peculiar, era rápida e perspicaz. O seu texto era perfeito para rádio, direto, objetivo, sem firulas. E com uma dose extra de ironia.
Mary não deixa filhos. Ela vivia no bairro Petrópolis, onde faleceu na manhã deste sábado.
No seu novo disco, previsto para setembro, a banda Iron Maiden escreveu uma canção que deverá encantar os fãs do ator Robin Williams. Em uma recente entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, Bruce Dickinson confessou que o álbum “The Book of Souls” tem uma música, composta pelo guitarrista Adrian Smith e pelo baixista Steve Harris, que homenageia a estrela de Hollywood.
“Minha faixa favorita (no novo disco) é uma que não escrevi”, explicou o vocalista. “Ela se chama ‘Tears of a Clown’ e fala sobre Robin Williams. Eu me pergunto como ele poderia estar tão depressivo enquanto sempre parecia muito alegre”, adicionou o líder da banda britânica.
Após anos de luta contra a depressão, Robin Williams, 63 anos, se suicidou na sua casa de Paradise Cay, na Califórnia, em agosto de 2014. Ele é considerado um dos atores mais talentosos da sua geração e roubou a cena em inúmeros longas-metragens, incluindo “Uma Babá Quase Perfeita” (1993), “Jumanji” (1995) e “Gênio Indomável” (1997).
Gravado em Paris, o novo álbum da banda pioneira de heavy metal chegará às lojas no dia 4 de setembro. Seu lançamento foi inicialmente adiado após Dickinson ter sido diagnosticado com câncer. “The Book of Souls” conta com 11 faixas, confira a lista:
1. “If Eternity Should Fail” 2. “Speed of Light” 3. “The Great Unknown” 4. “The Red and the Black” 5. “When the River Runs Deep” 6. “The Book of Souls” 7. “Death or Glory” 8. “Shadows of the Valley” 9. “Tears of a Clown” 10. “The Man of Sorrows” 11. “Empire of the Clouds”
Pelo menos uma vez na vida todo mundo já teve um Cubo Mágico nas mãos, com todos seus desafiadores quadradinhos colorido. Claro que o resultado pode não ter sido muito satisfatório e é normal que não tenha sido, devido à complexidade de resolver o mistério das combinações corretas. No entanto, a verdade é que esse é um dos brinquedos mais interessantes já inventados, uma vez que ele mexe com tudo que há de mais criativo e lógico na cabeça humana.
Aliás, para quem não sabe, o Cubo Mágico não é uma invenção tão antiga assim. Com um pouco mais de 40 anos, ele foi criado pelo húngaro Ernõ Rubik (por isso o brinquedo também é chamado de Cubo de Rubik), no ano de 1974. Depois disso, o sucesso desse brinquedo misterioso foi tão grande que, em 12 meses, o Cubo Mágico já era muito popular e foi considerado o jogo do ano!
Mas, mesmo diante de tanto sucesso, não é só o “segredo” para chegar ao resultado final do Cubo Mágico, quando cada uma de suas faces teve reunir quadradinhos da mesma cor, que é fascinantes e desconhecido pela maioria das pessoas. Há algumas curiosidades e fatos sobre esse brinquedo desafiados que você e muita gente por aí, provavelmente, ainda não descobriu sobre o famoso Cubo Mágico.
Esse problema, no entanto, a gente ajuda você a resolver agora mesmo. Preparado?
Confira alguns segredos sobre o Cubo Mágico que você, provavelmente, não sabe:
1.
Ernõ Rubik, o próprio inventor do brinquedo, não sabia resolvê-lo! Mas ele não se deixou abater: depois, de terminar seu projeto, ele se dedicou a desenvolver uma técnica para resolver o cubo. Isso, aliás, levou quase 1 mês!
2.
O Cubo de Rubik de 3x3x3 conta com 43.252.003.274.489.856.000 combinações possíveis! Aliás, se você demorasse 1 segundo para fazer cada um desses mais desses movimentos, levaria, em média, 1.400 bilhões de anos para terminar. E aí, vai tentar?
3.
A gente nem imagina, mas esse é o brinquedo mais vendido da história! Em média, já foram vendidos mais de 350 milhões de unidades do Cubo de Rubik!
4.
O primeiro campeonato mundial de cubo mágico foi realizado em Budapeste, na Hungria, no ano de 1982. Aliás, isso foi uma homenagem ao inventor do brinquedo, pois foi realizado na cidade onde ele nasceu.
5.
Mats Valk, um holandês, em 2013, se tornou o mais rápido do mundo em resolver o cubo mágico! Ele conseguiu separar as cores, em cada face do brinquedo, em apenas 6 segundos!
6.
Sabia que é possível resolver o Cubo Mágico com os pés? Veja o vídeo:
7.
E você, já conseguiu resolver o cubo mágico pelo menos uma vez na vida? Não? Então vai aprender agora como se faz. Claro que não é a forma mas rápida do mundo, mas no final das contas você chega lá. Quem sabe, depois de muito treino, não desenvolve sua própria fórmula?
A sua fórmula foi desenvolvida no Brasil, no início do século XX, pelo farmacêutico português Eduardo Augusto Gonçalves, que a registrou em 1915. Inicialmente, a pomada era comercializada apenas na Pharmacia Minancora, de Joinville (SC). Só depois de 1934, foi criada a Minancora & Cia que passou a distribuir o produto em todo o país.
A exclusiva fórmula da Pomada Minancora (composta por um agente secativo Óxido de Zinco, um agente anti-séptico Cloreto de Benzalcônio, uma substância analgésica Cânfora e um emoliente Óleo Mineral) que tem sua essência até hoje preservada, seca e cicatriza rapidamente espinhas, frieiras e outras afecções da pele, formando um película protetora absorvendo água e provocando a constrição da pele, reduzindo a inflamação cutânea. Esta película envolve e protege a sua pele do ataque de agentes externos e do ressecamento excessivo. Devido a sua poderosa ação anti-séptica ajuda no tratamento e previne as infecções que atacam a sua pele e ainda elimina os odores da transpiração provocadas por fungos e bactérias nos pés e axilas.
Sem contar que a latinha, depois de vazia, virava um porta-treco de primeira linha pela ótima vedação da tampa.
Antes de os servidores de arquitetura PC dominarem os CPDs (data centers) e de você ter fácil acesso a um computador que caiba em sua escrivaninha, mochila ou até mesmo em seu bolso, o mundo era um lugar menos prático. E ao falar sobre praticidade não nos referimos apenas a tamanho, mas também à velocidade: é possível que o computador que você está usando para ler este artigo seja mais rápido que um supercomputador dos anos 80.
Mesmo tendo sido criados para uso comercial na década de 60, foi só há cerca de 30 anos que a revolução da computação ganhou corpo, fazendo com que os computadores de grande porte começassem a ser usados massivamente pelas empresas. Foi também nessa época que tornou-se comum o uso dos computadores domésticos.
Se você tem por volta de 20 anos, talvez nem saiba ao certo como eram essas máquinas, o que eram capazes de fazer ou o quanto de espaço era necessário para comportá-las. Por isso, trouxemos alguns exemplos desses incríveis hardwares da velha guarda para matar sua curiosidade e impedir que você se comporte como uma das crianças do vídeo abaixo, caso tenha que lidar com uma delas algum dia.
Mainframes
Essas são máquinas de grande porte que necessitam de um ambiente especial com refrigeração para seu funcionamento. Os aparelhos dos quais falamos, por serem dedicados a processamento pesado de informações, sempre foram mais utilizados para fins militares, científicos ou comerciais.
Os mainframes ainda são usados hoje em dia, mas perderam seu “monopólio” para a concorrência dos servidores de arquitetura PC, que são mais baratos e ocupam menos espaço. Nos anos 80, entretanto, essas máquinas megalomaníacas dominavam o mercado corporativo e, apesar de ainda não possuírem interface gráfica, foi nessa década que muitas delas passaram a suportar terminais gráficos e de emulação.
IBM
A IBM se destacou na categoria, fabricando alguns dos modelos mais populares — seguimento que domina até os dias de hoje. No vídeo a seguir, aparecem alguns desses enormes “complexos tecnológicos” que traziam não apenas os supercomputadores, mas vários outros componentes. Nas imagens, podemos ver, por exemplo:
Mainframes IBM 3033 e 3081
Impressoras IBM séries 3211 e 3800
Perfurador de cartão IBM 029 (colocado no vídeo equivocadamente como 129)
Leitor de cartão IBM 3505
Unidades de fita IBM 3420 e 3480
Unidades de fita IBM STC 3670 e 3450
Unidades de disco IBM 2305, 3330, 3350 e 3380
Unidade de comunicação MCUU IBM 3088
Cray Research
A Cray foi outra empresa que esteve à frente desse mercado nesse período — até sua falência em 1989. Pouco antes da IBM ganhar destaque nesse nicho específico, ela dominou a área de computadores por mais de uma década com seus mainframes de designs inovadores e coloridos, dos quais fazia parte a série Cray X-MP, que veio a tornar-se a linha de computadores mais rápida existente, entre 1983 e 1985.
Seu sucessor lançado em 1988, o Y-MP, podia hospedar até oito processadores de 32 bits, cada um capaz de operar 333 megaflops, o que fazia com que a máquina sustentasse a velocidade de mais de 2 gigaflops. A CPU podia processar tanto instruções de 24 bits quanto de 32 bits, chegando a rodar a 200 MHz. Seu sistema operacional era uma versão do Unix desenvolvida pela própria Cray.
Hoje em dia, o pobre Y-MP, que custaria em torno de US$ 20 milhões, mal conseguiria executar um Windows Vista. Para compreender melhor a discrepância, um quad-core usado em desktops básicos faz no mínimo 42 gigaflops.
Computadores domésticos
Após o sucesso do Apple II em 1977, a segunda geração de computadores tornou-se muito popular durante a década de 80, fenômeno que se deu graças à produção massiva de microprocessadores.
Enquanto os espaçosos e caríssimos mainframes estavam nas indústrias e grandes organizações, os microcomputadores ou “computadores domésticos” — termo muito usado na época, que deu lugar à expressão atual “computador pessoal” (PC) — estavam chegando aos escritórios, empresas menores e até aos lares das pessoas. Abaixo, você pode conferir algumas das máquinas que mais fizeram sucesso durante esse período.
Jupiter Ace
“Provavelmente o computador mais rápido do universo! O Ace se diferencia de outros computadores pessoais no mercado por usar uma linguagem revolucionária chamada ‘FORTH’. Algumas linguagens de computador são de fácil entendimento para os humanos, outras são fácil para computadores, a FORTH é incomum por ser os dois”, diz o trecho retirado de um anúncio do Jupiter Ace.
Este é possivelmente o único microcomputador já lançado que foi baseado na linguagem “Forth”. A maioria dos outros micros ou PCs usavam linguagem BASIC ou CP/M como padrão. O Ace foi fabricado pela empresa britânica Jupiter Cantab em 1983 e projetado por dois ex-funcionários da Sinclair Research que trabalharam no Sinclair ZX-80, ZX-81 e ZX Spectrum.
O produto foi vendido nos Estados Unidos também sob o nome de Jupiter Ace 4000, mas infelizmente não foi muito popular e a Jupiter Cantab veio a falir apenas sete meses depois, em novembro de 1983.
CCE MC-1000
Na década de 80, não era raro que computadores fossem “clonados” entre si. Produtos populares muitas vezes eram nada mais do que uma cópia de um modelo que fez sucesso anteriormente. Apesar de alguns suspeitarem que o MC-1000 fosse uma versão genérica do GEM 1000, da Belga VDI, ou do Rabbit RX83, até onde se sabe, não há provas de que o hardware da CCE fosse baseado em algum outro PC.
Lançado em fevereiro de 1985, o MC-1000 foi um microcomputador brasileiro que utilizava uma variante da linguagem BASIC Applesoft, promovendo uma experiência semelhante ao Apple II. Ambas as máquinas tinham sistemas com interfaces semelhantes, mas hardwares bem diferentes.
O MC-1000, por exemplo, sofria frequentemente com superaquecimento e não contava um interruptor para ser desligado, o que obrigava quem o possuía a desligar sua energia na tomada quando terminasse de usá-lo.
BBC Micro
A BBC Microcomputer System ou BBC Micro foi uma série de computadores pessoais 8 bits e periféricos associados desenvolvidos pela empresa Acorn Computer para um projeto educacional da British Broadcasting Corporation (BBC).
Os modelos da BBC podiam ser encontrados em escolas em toda a Inglaterra de 1982 até metade da década. Eles acabaram não se popularizando nos lares como o Speccy ou Commodore 64 — apesar de ter cerca de um milhão de unidades vendidas —, pois eram caros, quando comparados aos outros microcomputadores de 8 bits. Contudo, possuíam uma linguagem BASIC considerada por muitos como brilhante e compreensível.
Commodore 64
Os dois modelos mais vendidos da Commodore foram o Commodore 64 de 8 bits e o Amiga 500 de 16 bits. O C64 foi lançado em 1982, tornando-se até aquele momento o maior sucesso da companhia. Ele foi vendido como uma máquina de negócios na tentativa de pegar parte do mercado de 8 bits dominado até então pelo ZX Spectrum. Ironicamente, foi como máquina de games que esse modelo realmente se destacou.
Independentemente do número de unidades vendidas, o Commodore 64 foi superior ao Spectrum na maioria dos aspectos. Para começar, ele possuía um chip gráfico dedicado (VIC-II), que fornecia sprites multicoloridos. Além disso, ele também contava com o clássico chip de som SID, que veio a eternizar as famosas composições de Rob Hubbard para jogos da plataforma.
Mesmo sendo um sucesso com os games, a linguagem BASIC do C64 era um pesadelo, sendo considerada difícil de programar, mal estruturada e lenta. O modelo esteve à venda até o final de 1994, ano em que a Commodore International veio à falência.
MSX
Enquanto os mercados dos Estados Unidos e da Europa eram dominados por empresas como IBM, Commodore, Sinclair e Apple, o Japão tinha seus próprios gigantes de hardware nos anos 80. O MSX foi um computador único, isso porque seu nome — que poderia ser entendido como “Microsoft Extended Basic” ou “Machines with Software Exchangeability” — na verdade aplicava-se a um número de sistemas similares criados por companhias japonesas, comoToshiba e Sony.
As máquinas usavam a linguagem BASIC da Microsoft e não eram caras como alguns computadores disponíveis naquela época. Desde o seu lançamento em 1983, a linha vendeu mais de 5 milhões de unidades.
O MSX foi projetado para ser um padrão de hardware, mas não chegou a se popularizar mundo afora, apesar de seu enorme sucesso no Japão. Mesmo não tendo sido tão bom quanto o C64, foi uma máquina muito versátil com capacidades gráficas e de som bem decentes. A franquia de games Metal Gear, por exemplo, foi lançada primeiramente no MSX, antes de chegar ao Nintendo Famincon (“Nintendinho”).
Apple Macintosh
O computador Macintosh foi lançado em janeiro de 1984, com 128 KB de memória RAM. Rapidamente, tornou-se óbvio que isso era insuficiente, então oito meses depois a Apple lançou uma versão atualizada com 512 KB de RAM, chamada não oficialmente de “Fat Mac” (ou “Mac Gordo”).
Antes deste modelo, todos os computadores eram “baseados em texto”. Ou seja, você os operava digitando palavras no teclado. O Macintosh era executado através da ativação de imagens na tela — imagens que hoje conhecemos por “ícones” — com um pequeno dispositivo de operação manual chamado “mouse”. Quase todos os desktops atuais funcionam através desse princípio, incluindo os computadores modernos da Apple e aqueles que são executados através de sistemas operacionais da Microsoft (Windows).
Exceto pelo caríssimo e impopular Apple Lisa lançado em 1983, o Macintosh é considerado como o primeiro computador bem-sucedido comercialmente a usar interface do usuário (GUI). A desvantagem do modelo, porém, é que ele não possuía a opção de expansão de hardware — outras placas ou dispositivos não podiam ser instalados, nem capacidades gráficas podiam ser atualizadas.
Amiga 500
Lançado em 1987, o Amiga 500 seguiu as pegadas de computadores de grande sucesso como o Commodore 64 e Apple II. Ele era mais novo, mais rápido, melhor: o Amiga 500 deu o pulo de uma CPU de 8 bits para 32 bits e 7 MHz de velocidade. O computador contava com 512 KB de RAM, suporte a mais de 4096 cores e um drive de disquete interno de 3,5 polegadas. Nada mal para um produto de US$ 700.
O Amiga foi um computador rápido, graças ao projeto que contava com múltiplos coprocessadores que eram dedicados a certas tarefas como áudio e vídeo. A unidade central de processamento não tinha que fazer tudo sozinha. A empresa Commodore lançou vários modelos de Amiga ao longo da década, mas o 500 com seu preço amigável — sem trocadilhos — foi o mais popular.
O Amiga foi também uma plataforma de sucesso para games e programas voltado para trabalhos de criação com áudio e vídeo. Com seus coprocessadores, essa máquina foi poderosa o bastante para realizar tarefas gráficas e de animação anteriormente impossíveis para computadores vendidos ao consumidor comum. No fim de tudo, a linha Amiga vendeu aproximadamente 6 milhões de unidades, um número incrível para qualquer computador nos anos 80.
ZX Spectrum
Enquanto a empresa de computadores Sinclair fez sucesso nos Estados Unidos com o ZX-81 (também conhecido como Timex Sinclair 1000), sua maior contribuição para a indústria foi o ZX Spectrum, lançado alguns anos depois, em 1982. O design era parecido: o Spectrum era uma máquina pequena, relativamente barata (£ 125 no Reino Unido) que tinha um teclado incorporado ao seu corpo.
Mas o Spectrum era um computador muito melhor que seus antecessores, graças aos 16 KB de RAM e um verdadeiro teclado incluso no hardware — o ZX-81 possuía um teclado barato feito de membrana de plástico.
A linha ZX Spectrum foi um sucesso no mundo inteiro, vendendo mais de 5 milhões de unidades durante seu tempo de vida. Mas esse modelo também foi o produto que trouxe ao Reino Unido a cultura de ter um PC, sendo o primeiro computador que muitos britânicos possuíram.
Ele foi responsável por centenas ou milhares de carreiras, enquanto jovens descobriram sua paixão por computadores, graças a uma máquina acessível financeiramente. Para a Tecnologia da Informação e cultura de games do Reino Unido, tudo começou com o ZX Spectrum.
IBM 5150 ou IBM PC
Nos dias atuais, o computador pessoal “não Mac” é basicamente um IBM PC. Os computadores baseados em processador Intel e que rodam Windows, dominando o mercado desde os anos 90, nasceram do IBM PC, que foi lançado em 1981 com um simples processador Intel 8088 de 4,77 MHz e 16 KB de RAM.
O IBM modelo 5150 não foi a primeira tentativa da empresa de mudar para o mercado de computadores domésticos — eles lançaram uma máquina bem cara em 1975, o 5100 —, mas foi o primeiro que acertou em tudo.
O sistema não era o mais rápido existente, mas era equipado com um processador Intel de 16 bits, em vez do velho processador de 8 bits que a maioria dos computadores da época estava usando. Além do novo chip, o 8088 usava um barramento de 8 bits, tornando-se compatível com periféricos existentes e expansões de memória.
O IBM PC custava cerca de US$ 1.600. Acredite, estamos falando de uma base de configuração que consistia em um bom custo-benefício para um computador tão poderoso naquela época. O sistema era popular e o software era codificado especificamente para tirar o máximo de vantagem do design da IBM, maximizando o desempenho do Intel 8088.
Então, outras empresas simplesmente clonaram a BIOS da IBM e lançaram cópias do IBM 5150. Em poucos anos, todos os computadores x86 — que usavam processadores Intel — eram compatíveis com o IBM PC e virtualmente idêntico ao design da IBM, além de rodar MS-DOS. Há apenas uma razão pela qual o IBM PC não é o computador mais popular da História: muitas empresas fizeram sua própria versão dele.
É possível que em 2050 a redação do TecMundo produza um artigo sobre os “bizarros” e “antiquados” computadores da primeira década do século 21, mas, até lá, vamos estranhando esses da época em que um processador de 7 MHz era sinônimo de potência. E você, quais dessas máquinas já conhecia e já chegou a usar?
Com certeza você já viu ou brincou com um cubo mágico, mas você conhece sua origem? Ele foi criado pelo húngaro Ernö Rubik na metade da década de 70, mas foi só em 1980, com o nome de Cubo de Rubik, que ele se tornou famoso por todo o mundo.
Como você deve saber, o jogo consiste em colocar os quadrados de maneira que cada lado tenha apenas uma cor. Pode parecer simples, mas para alguns se torna um desafio muito difícil, eu particularmente nunca consegui montar mais que um lado dele…
Mas olhe que engraçado, na época, quando a empresa percebeu que completar o cubo poderia ser muito complicado para alguns, começou a vender pacotes de adesivos para colar no cubo e fingir que o havia vencido.
Interessante, não? Eu quero um pacote com essas figurinhas… E você? Já venceu um cubo mágico? Sabe como fazê-lo? Comente aqui em baixo!