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sábado, 2 de julho de 2016

IRON MAIDEN - Live After Death - 31 anos de lançamento


[EMI-Valentim de Carvalho - 1985] 

Há 30 anos atrás os Iron Maiden eram já a maior banda heavy-metal do mundo. Como o estilo era sobretudo apreciado pelas prestações ao vivo das bandas, em 1985, o grupo britânico lançou "Live After Death", que documentava a tournée "World Slavery Tour", que correu o mundo através de 187 concertos.
Os maiores clássicos, até então, da conhecida "dama de ferra", fazem parte do álbum, que também teve direito a edição video VHS.



> Running Free (Live) [1985]
Um dos temas do duplo-LP ao vivo "Life After Death", que este ano celebrou 30 anos da sua edição.

   
> 2 Minutes To Midnight (Live) [1985] 

Outro dos 18 clássicos que compõem o LP-duplo "Life After Death", editado há 30 anos atrás.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Pesquisador brasileiro ‘desvenda’ história em músicas do Iron Maiden

O professor Lauro Meller analisou músicas do Iron Maiden que tratam de momentos históricos
O professor Lauro Meller analisou músicas do Iron Maiden que tratam de momentos históricos

No cockpit de um avião da Força Aérea Real, em alucinante perseguição pelos ares durante a Segunda Guerra, o piloto inglês mira o inimigo nazista e aperta o gatilho.
Fernanda Portugal, na BBC Brasil
Num campo de batalha na Crimeia, em 1854, em meio ao cheiro de pólvora e à respiração dos cavalos, o soldado britânico cai paralisado e com a garganta seca ao ser baleado pelos russos. Dentro de uma fria cela medieval, o condenado à morte pela Inquisição descreve seus últimos momentos, enquanto aguarda pelo carrasco.
A presença de cenas da história mundial em músicas da lendária banda de heavy metal britânica Iron Maiden ­– que acaba de lançar um novo álbum e fará shows em vários países do mundo a partir de fevereiro – tornou-se alvo de pesquisa acadêmica no Brasil.
Nos artigos técnicos Temas Históricos em Canções do Iron Maiden, partes 1 e 2, Lauro Meller, doutor em Letras pela PUC de Minas Gerais e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), traça uma linha cronológica da Pré-História à Segunda Guerra Mundial com a análise minuciosa de sete músicas do grupo.
“O Maiden presta uma grande contribuição ao despertar a curiosidade do seu público, principalmente o mais jovem: as canções se tornam portas de entrada para outros conhecimentos”, afirma o paraibano de 41 anos, que na UFRN coordena o Grupo de Estudos Interdisciplinares em Música Popular.
Ele ressalta que, desta forma, o sexteto britânico se distingue de boa parte das outras bandas de heavy metal, cujas letras abordam “violência, drogas ou mulheres, num ponto de vista quase sempre machista”.
A análise de Meller não se restringe às letras. Guitarrista, violonista e baixista afiliado à Ordem dos Músicos do Brasil, ele destrincha linhas melódicas, arranjos, registros vocais, riffs e solos de guitarra – e como estes ingredientes musicais potencializam a mensagem de cada canção.
Bruce Dickinson (o único de cabelo curto) e seus colegas de Iron Maiden lançaram novo disco
Bruce Dickinson (o único de cabelo curto) e seus colegas de Iron Maiden lançaram novo disco

“O Maiden associa às letras o instrumental grandioso, próprio do heavy metal. É possível estabelecer paralelo entre o heavy metal e a música erudita, principalmente a do século 19 no sentido do volume sonoro ‘poderoso’ e dos temas de guerras”, descreve o pesquisador, citando a Sinfonia 1812, escrita por Tchaikovsky em 1880, que retrata batalha travada entre França e Rússia, e ainda composições de Richard Wagner para orquestras com mais componentes do que era o padrão – aumentando, portanto, o “volume sonoro”.
No álbum recém-lançado (The Book of Souls), chamou atenção do público e da crítica a faixa Empire of the Clouds, que mais uma vez narra um episódio histórico: desta vez, o acidente com o dirigível britânico R101, que caiu na França em sua viagem inaugural, em outubro de 1930.
Com 18 minutos, é a canção mais longa de toda a discografia do Iron Maiden, grupo com quase 40 anos de estrada. Além disso, de maneira inusitada para os fãs, mescla piano, violino e violoncelo às três guitarras, à dupla baixo/bateria e à potente voz do cantor Bruce Dickinson, autor da obra.
A canção inspirou Meller a decidir mergulhar, em 2016, na produção de um livro que incluirá análises desta e de outras músicas, além das sete que integram os artigos já produzidos e divulgados na íntegra na publicação técnica Revista Brasileira de Estudos da Canção.
“Vou ampliar os textos, de modo a publicar um trabalho de grande fôlego. O título seria Temas Históricos e Literários nas Canções do Iron Maiden, incluindo também faixas inspiradas na literatura”, revela o estudioso, citando como um dos objetos do trabalho a antológica The Rime of the Ancient Mariner, lançada pelo Maiden em 1984 e baseada em obra do poeta romântico inglês Samuel Taylor Coleridge.
The Rime, com seus 13 minutos, era a mais longa faixa da banda até Empire of the Clouds.
“Será um projeto desafiador e importante, pois ainda não encontrei, principalmente em português, trabalhos de cunho acadêmico e analítico sobre a obra dessa singular banda, apenas biografias”, explica o professor, que vai aliar o novo projeto ao pós-doutorado em música popular, a partir de janeiro, na Universidade de Liverpool, berço dos Beatles.
Acidente com dirigível R101 (na foto em voo teste sobre Londres, em 1929) é tema de nova música
Acidente com dirigível R101 (na foto em voo teste sobre Londres, em 1929) é tema de nova música. Aerofilms l A History of Britain from Above
Faixas analisadas
Sete canções foram escolhidas por Meller para os artigos já publicados, entre as inúmeras composições do Maiden com alusões históricas. Ficou de fora, por exemplo, Paschendale (2003), sobre uma batalha entre britânicos e alemães na Primeira Guerra Mundial.
Alguns episódios são contados em terceira pessoa. Outros, na “voz” de anônimos, o que “contribui para maior dramaticidade e faz o ouvinte sentir-se ‘na pele’ do personagem”, observa o professor. Confira:
Quest for Fire (Busca pelo Fogo), 1983: narra como a fonte de luz e calor foi pivô de sangrentas batalhas pelas tribos pré-históricas.
Alexander the Great (Alexandre, o Grande), 1986: percorre a biografia do soberano da Macedônia, nos anos 300 a.C.
Invaders (Invasores), 1982: fala sobre as invasões dos vikings à Europa, entre os séculos 8 e 9.
Hallowed be Thy Name (Santificado Seja o Vosso Nome), 1982: trata das horas anteriores à execução de um herege pela Inquisição. Em primeira pessoa, leva o ouvinte para dentro da cela do condenado.
Run to the Hills (Corram para as Montanhas), 1982: traz duas óticas distintas – a dos homens brancos e a dos indígenase – durante as batalhas na época da ocupação da América do Norte (anos 1790-1850).
The Trooper (O Soldado), 1983: sobre a Batalha de Balaclava, da Guerra da Crimeia, envolvendo britânicos e russos, em 1854. Em primeira pessoa, um combatente da cavalaria inglesa desafia o inimigo, mas depois detalha a própria morte.
Aces High (Ases no Céu), 1984: Na introdução, ouve-se trecho do discurso de 18 de junho de 1940 do primeiro ministro britânico Winston Churchill, exortando os ingleses à batalha na Segunda Guerra. A canção descreve combate com a Luftwaffe de Adolf Hitler. Guitarras simulam, usando o efeito ‘tremolo’, o som dos ‘mergulhos’ das aeronaves. ____________________________________________________________________
Análise resumida da nova ‘Empire of the Clouds’, por Lauro Meller
A canção conta a história do dirigível R101, construído pelo governo britânico em 1929-1930, para deslocar dignatários aos recantos mais longínquos do Império. Era o maior dirigível do mundo e, tal como o Titanic, protagonizou uma catástrofe em sua viagem inaugural.
Em outubro de 1930, a caminho da Índia, atravessou, ao sobrevoar a França, uma forte tempestade, que arrancou o seu revestimento externo e deixou os reservatórios de hidrogênio desprotegidos. O consequente incêndio a bordo derrubou a aeronave.
A letra narra, passo a passo, a tormenta, o acidente e a desolação que se segue à morte de passageiros e tripulantes.
O letrista (Bruce Dickinson) opta por uma abordagem descritiva. Assim como no Paul McCartney de Penny Lane ou no Peter Gabriel de Get’em Out by Friday, é possível visualizar a narrativa, como se fosse um filme. O arranjo é construído de modo minimalista: os vários elementos vão sendo introduzidos paulatinamente. O acompanhamento musical “comenta” todas as etapas da narrativa.
À calmaria inicial, com destaque para piano, violino e violoncelo, seguem-se bateria e guitarras a pleno vapor, e a explosão da voz de Dickinson em registro médio-agudo, quando, por exemplo, a letra cita o gigantismo do R101, maior que o famoso cruzeiro Titanic. A voz pouco a pouco vai alcançando registros mais agudos, semioticamente representando a impaciência de uma tripulação que quer partir, mesmo com as condições adversas.
Dirigível caiu em solo francês após pegar fogo durante voo em outubro de 1930 . Wikipédia
Dirigível caiu em solo francês após pegar fogo durante voo em outubro de 1930 . Wikipedia

A voz atinge registro plenamente agudo, indicando uma gradual tensão, reforçada com a introdução de uma frase melódica repetitiva ao piano, que marca um diálogo entre um subordinado e o capitão. O primeiro diz que a aeronave jamais conseguirá cumprir o seu voo e o segundo insiste em prosseguir.
Na passagem, Dickinson dá voz aos anônimos da história e nos faz testemunhas desse diálogo em que a impaciência e a soberba, calcada na hierarquia, seriam responsáveis por uma tragédia.
Mais adiante, ouvem-se sequências de batidas executadas pela bateria, pelas guitarras e pelo baixo em sincronia, gradualmente tornando-se mais lentas e em desenho melodicamente descendente, como que transpondo, no plano musical, a curva também descendente da aeronave.
Na realidade, essas batidas (três curtas, três longas, três curtas) correspondem à sigla S.O.S. (Save our Souls ou Save our Ship), em código morse.
Aos 12 minutos e meio, os vocais retornam após uma longuíssima passagem instrumental, com versos cantados em registro agudo limite para o vocalista. Percebe-se sua dificuldade em atingir as notas mais altas, o que pode ser lido como uma limitação técnica, mas que contribui, semioticamente, para a construção da imagem de desespero em relação ao acidente.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Iron Maiden homenageia Robin Williams em nova canção

robin-williams

No seu novo disco, previsto para setembro, a banda Iron Maiden escreveu uma canção que deverá encantar os fãs do ator Robin Williams. Em uma recente entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, Bruce Dickinson confessou que o álbum “The Book of Souls” tem uma música, composta pelo guitarrista Adrian Smith e pelo baixista Steve Harris, que homenageia a estrela de Hollywood.
“Minha faixa favorita (no novo disco) é uma que não escrevi”, explicou o vocalista. “Ela se chama ‘Tears of a Clown’ e fala sobre Robin Williams. Eu me pergunto como ele poderia estar tão depressivo enquanto sempre parecia muito alegre”, adicionou o líder da banda britânica.


Após anos de luta contra a depressão, Robin Williams, 63 anos, se suicidou na sua casa de Paradise Cay, na Califórnia, em agosto de 2014. Ele é considerado um dos atores mais talentosos da sua geração e roubou a cena em inúmeros longas-metragens, incluindo “Uma Babá Quase Perfeita” (1993), “Jumanji” (1995) e “Gênio Indomável” (1997).
Gravado em Paris, o novo álbum da banda pioneira de heavy metal chegará às lojas no dia 4 de setembro. Seu lançamento foi inicialmente adiado após Dickinson ter sido diagnosticado com câncer. “The Book of Souls” conta com 11 faixas, confira a lista:
1. “If Eternity Should Fail”
2. “Speed of Light”
3. “The Great Unknown”
4. “The Red and the Black”
5. “When the River Runs Deep”
6. “The Book of Souls”
7. “Death or Glory”
8. “Shadows of the Valley”
9. “Tears of a Clown”
10. “The Man of Sorrows”
11. “Empire of the Clouds”

sábado, 16 de maio de 2015

Boas novas! Bruce Dickinson está livre do câncer

bruce dickinson

Boas notícias aos fãs de Bruce Dickinson! O icônico vocalista do Iron Maiden está oficialmente livre do câncer! A notícia sobre o diagnóstico de Bruce Dickinson foi publicada inicialmente em fevereiro deste ano. A doença – um tumor na língua – fora descoberta durante exames de rotina no fim do ano passado.
A informação foi publicada nesta sexta-feira no site oficial da banda e compartilhada no Facebook: “Gostaria de agradecer à fantástica equipe médica que cuidou de mim nos últimos meses resultando neste incrível feito. Foi difícil para minha família das mais diferentes formas e ainda mais para mim. Também quero enviar um carinhoso agradecimento aos fãs que mandaram suas mensagens positivas. Tenho muita certeza que esta corrente me ajudou muito. Estou extramamente motivado e mal posso esperar para voltar aos negócios”, escreveu Bruce Dickinson.
No mesmo texto, o empresário da banda Rod Smallwood disse que ainda não há uma data certa para o retorno da banda aos palcos e que isto só vai acontecer quando Bruce estiver 100%, algo que só deve acontecer no próximo ano. No entanto, disse que o foco agora é finalizar o próximo álbum de estúdio. A promessa é que o álbum chegue às lojas até o final do ano.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Bruce Dickinson, do Iron Maiden, enfrenta câncer na língua

Segundo comunicado, o cantor tem boas chances de se recuperar até o fim do próximo mês de maio.

Uma nota publicada na fanpage da banda Iron Maiden, no Facebook, nesta quinta-feira (19), fala sobre a luta do vocalista Bruce Dickinson contra um pequeno tumor na parte de trás da língua. 
Doença foi identificada nos estágios iniciais; prognóstico é positivo Foto: Facebook / Reprodução
O comunicado diz que, pouco antes do Natal, o cantor visitou seu médico para um check-up de rotina. Os testes indicaram o tumor e, ao longo de sete semanas, ele se submeteu a sessões de químio e radioterapia. O tratamento foi encerrado na última quarta-feira (18).
Como a doença foi identificada nos estágios iniciais, o prognóstico é extremamente positivo, diz o comunicado. O time que cuida de Bruce espera que ele esteja completamente curado até o final do próximo mês de maio.
A nota pede ainda que os fãs tenham paciência e compreensão, e que respeitem a privacidade do cantor neste momento.  

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Em 02/02/1981: Iron Maiden lançava o clássico Killers

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Killers é o segundo álbum de estúdio da banda inglesa de heavy metal Iron Maiden, lançado em janeiro de 1981. Foi o primeiro a contar com o guitarrista Adrian Smith e o último com o vocalista Paul Di'Anno, demitido depois de problemas com suas performances nos palcos devido a seu abuso de álcool e uso de cocaína.  Foi ainda o primeiro álbum a contar com o produtor veterano Martin Birch, que produziu todos os álbuns do Iron Maiden até 1992.
A canção "Wrathchild" foi a única do disco a ser tocada regularmente em shows da banda, estando presente na maioria das turnês futuras. A música foi regravada em 2003 pelo grupo britânico Sikth e aparece no lado B de seu single "Scent of the Obscene". A canção também foi regravada em 2007 pela banda tributo The Iron Maidens em seu álbum Route 666, e novamente em 2008 pelo Gallows no CD tributo Maiden Heaven: A Tribute to Iron Maiden lançado pela revista Kerrang!. "Wrathchild" ainda aparece no jogo de PlayStation 2 Guitar Hero Encore: Rocks the 80s.
A música "Murders in the Rue Morgue" foi baseada em um conto homônimo do escritor Edgar Allan Poe. "Rue Morgue" é uma rua ficcional em Paris que em português significa "Rua da Morgue".

Killers é o único álbum do Iron Maiden a contar com duas canções instrumentais e foi escrito quase exclusivamente por Steve Harris, com algumas assistências do resto da banda (a faixa-título e "Twilight Zone" são as únicas músicas que recebem créditos adicionais). Cada canção, com exceção de "Murders in the Rue Morgue" e "Prodigal Son", foram escritas anos antes do lançamento do álbum de estreia, embora nenhuma fosse gravada profissionalmente até as sessões de Killers, excetuando-se "Wrathchild" (um antiga versão havia sido gravada em 1979, que participou da coletânea Metal for Muthas).
A edição norte-americana, lançada alguns meses após a data na Inglaterra, foi inicialmente distribuído pela Harvest Records/Capitol Records e subsequentemente pela Sanctuary Records/Columbia Records. "Twilight Zone" foi adicionada ao disco nessa versão.
A turnê de apoio ao álbum, Killer World Tour, levou a banda aos seus primeiros shows nos EUA, o primeiro no The Aladdin, Las Vegas em suporte ao Judas Priest.

Capas de discos animados

Capas de discos animados (1)
Quem dera poder morar em um mundo como o do Harry Potter onde todas as capas de noticias seriam animadas. Poder acompanhar capas de álbuns de bandas como Iron Maiden, Metallica, Led Zeppelin e Pink Floyd mostrando uma fração de tempo o que estava acontecendo no momento em que a cena foi registrada.
Foi assim que o designer JB pensou e um simples hobbie de imaginar como seriam algumas capas, acabaram se tornando sua coleção de imagens animadas em seu tumblr.
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